<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674</id><updated>2012-01-28T15:01:21.227-03:00</updated><category term='projetos'/><category term='baile de máscaras'/><category term='la reine c&apos;est moi'/><category term='dialética'/><category term='empty inside'/><category term='amor'/><category term='gracias a la vida'/><category term='memórias'/><category term='meias-verdades'/><title type='text'>innuendo blues</title><subtitle type='html'>you're going to create blind, crippled, demented</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>323</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4251011142777616064</id><published>2012-01-24T22:09:00.000-03:00</published><updated>2012-01-24T22:09:44.532-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Porta da parede vermelha</title><content type='html'>Eu tenho um primo ativista LGBT de esquerda muito maneiro cujo blog leio com alguma frequência. Não nos conhecemos, praticamente; falamos durante a infância apenas e depois de crescidos não nos vimos mais. Ele é como os outros ativistas que acompanho, exceto que somos parentes e por muitos anos acreditei que nada de revolucionário poderia vir da minha família, que ela era toda formada por partículas esquisitas e dissidentes. Por isso mesmo é tão incrível vê-lo militando pelas mesmas causas em que acredito. Se me dissessem há anos que eu teria coisas em comum com parentes, eu responderia "&lt;i&gt;Aham, e um dia o Megaupload vai sair do ar por causa do FBI, também&lt;/i&gt;". Quem diria, não? Estava eu lendo o blog dele novamente e tem uma parte que releio até cansar: quando ele começa a contar de quando a avó dele desenvolveu Alzheimer e faleceu. Digo avó dele, mas na verdade é nossa avó, mãe do meu pai e mãe da mãe dele. Praticamente não a conheci. Jamais sonharia que ela foi um referencial em educação, respeito e autoridade - uso aqui as palavras dele, do meu querido primo. Eu pensava nela como... como nunca, na realidade. Só pensei nela quando ela morreu, e foi durante dois ou três minutos. Mas para o meu primo, ele, uma pessoa tão similar a mim, tão apaixonado pelas mesmas coisas que eu, com crenças tão admiravelmente parecidas, ela era incrível, ela era um &lt;i&gt;comparativo&lt;/i&gt;, um &lt;i&gt;referencial&lt;/i&gt;. Eu nem faço ideia de quem ela seja. Até ler as reminiscências dele, eu não sabia escrever o nome da nossa avó! Me faz pensar sobre as pessoas que conheço ou que penso que conheço ou que quero conhecer. Me faz pensar sobre o que acho que sei dos outros e do que acho que sei de mim e do que os outros acham que sabem de si mesmos e de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou conseguindo mais escrever sabendo que vou ter quem leia. É a coisa mais bizarra. Eu estou escrevendo, e muito, e sobre mim; algumas coisas boas, algumas coisas ruins, algumas coisas que não são nem um, nem outro... mas não estou querendo que haja plateia. Nunca houve muita, mas agora eu quero nenhuma. Quero escrever sobre os outros, também, mas não outros totalmente inventados; outros baseados em fatos reais. E resolvi escrever sobre isso, a avó que não faço ideia de quem foi mas que moldou alguém a ser parecido comigo em alguns aspectos. Fiquei lendo outros blogs e percebi algumas pessoas falando de experiências similares a algumas que estou tendo agora; elas nem fazem ideia. Estão lendo a si mesmas. Não estão erradas; alguém tem que fazer isso. Eu estou lendo a mim mesma, mas quero outras perspectivas. Se podem acontecer essas bizarrices... meu primo diz que tem muito para viver ainda, mas o dobro disso para escrever. E nós nem fomos criados juntos, veja você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4251011142777616064?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4251011142777616064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4251011142777616064&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4251011142777616064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4251011142777616064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2012/01/porta-da-parede-vermelha.html' title='Porta da parede vermelha'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3116138517914771365</id><published>2012-01-16T00:00:00.000-03:00</published><updated>2012-01-16T00:00:34.175-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Twenty-four hour truce</title><content type='html'>Uma vez eu estava andando no centro com uma amiga minha que — bem, veja, essa parte é relevante. É que ela é uma das pessoas mais bonitas que eu conheço. Menciono principalmente porque foi por isso que comecei a falar com ela; achei muito bonita, vi a foto na internet, começamos a conversar, etc. Enfim. Estávamos andando no centro, estava chovendo, estávamos com uma amiga dela, estávamos conversando... quando um cara para na frente dela, especificamente dela, e diz &lt;i&gt;tu é muito feia, porra&lt;/i&gt;. Do nada. Acho desnecessário dizer que já acho isso gratuito independente da situação — por diversos motivos, que vão de feminismo a pura e simples educação. Ela parou, olhou pra ele e respondeu “&lt;i&gt;Eu sei&lt;/i&gt;”. Quando o cara virou pra ela e falou isso, eu já fiquei puta da cara. Porra. Tu não faz isso. Tu simplesmente não faz. Tu não sabe das outras pessoas. Falar pelas costas já é ruim, mas pelo menos é melhor porque a pessoa está escusada de lidar com isso (geralmente, ao menos). Mas aí ela disse aquele “eu sei” e acho que foi uma das coisas mais tristes que já ouvi alguém dizer. Foi um “eu sei” de &lt;i&gt;estou ouvindo isso há anos&lt;/i&gt;. De &lt;i&gt;já me falaram tanto isso que já estou plenamente convencida&lt;/i&gt;. De &lt;i&gt;nem que vinte mil pessoas resolvam me convencer do contrário elas vão conseguir&lt;/i&gt;. De &lt;i&gt;amigo, não tem mais jeito, nem me abala mais — não superficialmente, é claro, apenas ajuda a cimentar algo que já estava lá, e por mais que não me piore só torna mais difícil um dia acreditar que não é verdade&lt;/i&gt;. Não sei se deu na vista como aquilo me deixou, bem, não vou dizer abalada, não vou dizer nada além de... vaga, mal. Sei que coisa ruim entra rápido na cabeça e nem sei como sai, se é que sai; nunca aprendi. Eu não soube se ficava com raiva dos primeiros que disseram aquilo a ela, os primeiros que fizeram ela saber, ou do cara que foi lá do nada, sem ser chamado, sem ser provocado, sem ser nada, absolutamente nada, o cara que foi lá para piorar, colocar o dedo na ferida que não sei se já estava soltando casquinha, não sei se ainda capaz de continuar infeccionando, mas que, porra, desse jeito não vai sarar é nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava bem. Acho que ela estava bem. Acontece um estupro em rede nacional, acontece uma lembrança que estava bloqueada, acontece uma provocação, e mesmo que eu continue bem — gosto de ver a imagem como um todo — vou precisar de mais anti-inflamatório e antibiótico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3116138517914771365?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3116138517914771365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3116138517914771365&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3116138517914771365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3116138517914771365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2012/01/twenty-four-hour-truce.html' title='Twenty-four hour truce'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3976174316142404304</id><published>2012-01-08T15:12:00.001-03:00</published><updated>2012-01-08T15:13:13.765-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Chocolates no correio</title><content type='html'>Meu uso da palavra amizade e suas variantes nos últimos anos sempre foi mais leviano do que eu, conforme descobri muito recentemente, imaginava. Amizade é uma porra de uma palavra esquisita e eu sempre acreditei meio agnosticamente que significava uma série de coisas que não me pareciam particularmente agradáveis, ou que justificassem todo esse mito: estar perto de pessoas, ter com quem rir, ir a lugares com determinadas companhias, ou simplesmente falar com alguém frequentemente. Nunca entendi muito bem o que havia para se comemorar sobre amizades; mas quando é que eu entendo alguma coisa, emocionalmente falando? Mesmo algumas das coisas mais bonitas e agradáveis que pessoas a quem chamei genericamente de amigos fizeram a mim, eu as vejo hoje com uma frieza distante — como um &lt;i&gt;legal, obrigada&lt;/i&gt;, mas nada que me mova às lágrimas ou me faça pensar muito no assunto. O caso, eu acho, é que estou acostumada a analisar as coisas até a obsessão e, por isso, não sou dada a grandes &lt;i&gt;sentimentos&lt;/i&gt;. Como quando tu sabe que algo é bom mas não &lt;i&gt;sente&lt;/i&gt; nada. Como quando tu sabe que deveria estar se sentindo mal por algo, mas não está. Porra, quantas vezes eu não deveria ter chorado copiosamente por finais e inícios e não senti absolutamente nada? Não aquele absolutamente nada depressivo da apatia que deixa a gente louco. Nada de nada mesmo, um nada tranquilo, leve — todo mundo à sua volta está rindo e chorando e você só está se preocupando com o preço do ônibus na volta pra casa. Sempre foi constrangedor, pra mim, isso. Não esqueço determinada despedida em que a pessoa, chorosa, abraçava a gente e apertava a minha mão e eu não conseguia ter uma única emoção. Até estava, confesso pela primeira vez, impaciente, incomodada com aquilo que me parecia um exagero. Não entendia o que poderia ter havido para despertar tal reação na pessoa. Tentei respeitar, à minha maneira. E, embora eu ache que tenha o dever moral e cívico de, hoje, me achar uma filha da puta por ter olhado aqueles olhos que demonstravam amor e não ter correspondido com uma só unidade de medida pequenininha que fosse, também não sinto qualquer arrependimento ou culpa por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralela e paradoxalmente, é claro, isso não deve surpreender, o assunto das amizades e ligações e intimidades sempre foi uma obsessão minha. Meus filmes favoritos, meus livros mais amados, as músicas que mais me tocavam. Igualzinho a quando você resolve ver um seriado sobre a vida perfeita de alguém porque a sua vida não é perfeita. É bem raro eu me emocionar e chorar com livros e filmes — bem, é bem raro eu &lt;i&gt;chorar&lt;/i&gt; — porque (isso é apenas um palpite) porque quase sempre me parece uma visão irreal e forçada. Filmes de amor que tenham me feito chorar, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0245238/"&gt;só penso em um&lt;/a&gt;. Mas eu bebia desses filmes todos como se eles fossem me ensinar sobre amigos e sentimentos, sobre ter qualquer emoção dentro de mim ao pegar na mão de outra pessoa e sorrir olhando nos olhos dela — posto que essa pessoa já não fosse, não vou me privar de usar os termos que preferir no meu próprio blog, &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2011/06/das-datas-comerciais.html"&gt;parte de&lt;/a&gt; &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/lamour-est-un-oiseau-rebelle.html"&gt;mim mesma&lt;/a&gt;. Eles nunca provocavam aquela mesma reação tão rara mas tão apreciada: como se alguém cavasse um buraco na minha pele e preenchesse com alguma coisa nova, e nascesse pele por cima. Nunca, é claro, desisti de continuar vendo e até apreciar aquelas histórias alienígenas que pareciam falar de tudo, menos da espécie a que pertenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, tão recentemente que é até estranho lembrar, conheci quem me fizesse sentir o que desconfio que os outros todos sintam por seus amigos, &lt;i&gt;amigos mesmo&lt;/i&gt;, pessoas queridas, ligadas a nós de alguma maneira inexplicável e que não faz sentido algum, que faz a gente se perguntar se existe isso de ler mente e que torna tudo o que o outro faz compreensível, perdoável, passível de deixar pra lá. Vi com essas pessoas um filme chamado &lt;i&gt;Mary and Max&lt;/i&gt;&amp;nbsp;onde há essa frase, que me fez chorar pela primeira vez em muito tempo, que me tocou como se a própria frase tivesse tomado forma, levantado e me dado um soco bem no nariz, e meu nariz é pequeno e certamente fácil de quebrar:&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;We can, however, choose our friends, and I am glad I have chosen you.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei se escolhi — não sei se a gente se achou — não sei. Sei que continuo não entendendo bem o que as pessoas sentem, mas que agora essas palavras ganharam sentido no meu dicionário pessoal. E eu estou feliz que tenha sido assim. &lt;i&gt;Thank God we can choose our friends&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3976174316142404304?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3976174316142404304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3976174316142404304&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3976174316142404304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3976174316142404304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2012/01/chocolates-no-correio.html' title='Chocolates no correio'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2099071560681622176</id><published>2011-12-30T19:35:00.001-03:00</published><updated>2011-12-30T19:35:39.128-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Significado e significante ou Do avesso</title><content type='html'>Eu estava lendo posts de um ano atrás, um ano e meio, e caralho, como eu era fora de mim. Não quero dizer de loucura, mas de estar por fora de mim mesma, falar do que está fora, pensar fora. Nesses últimos dias — &amp;nbsp;não, meses — eu passei dentro de mim, conversando comigo e me ouvindo obsessivamente. Descobri algumas coisas: às vezes eu conversava com as pessoas, algumas pessoas, e me interrompia constantemente para ouvi-las, não porque necessariamente estivesse interessada, mas porque queria que elas pensassem que eu estivesse, queria que elas se sentissem ouvidas. Em todos os casos de que me recordo, em apenas um momento as interrompi para discordar (embora elas fizessem comigo todas as vezes e eu aceitasse de bom grado). Em todos os casos de que me recordo, era nesse momento que elas passavam a dizer que eu nunca as escutava. De início eu ficava confusa, não entendia bem, tentava entender o que havia acontecido, em que ponto havíamos nos perdido. Recentemente, me ocorreu uma teoria: talvez não tenha acontecido nada. Talvez essas pessoas simplesmente não estivessem interessadas em interagir comigo para me ver &lt;i&gt;discordando&lt;/i&gt;&amp;nbsp;delas. Não faz sentido? Elas queriam algo que eu já não estava mais inclinada a fornecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que gostaria de sentir raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou de sentir raiva. Não mais. Não sou de guardar rancor. Claro, penso nesses assuntos, mas penso neles de forma analítica, como se eu estivesse lendo um livro para uma prova (muito embora nem faça ideia de como fazer isso) e tentando absorver o máximo daquilo para ir bem. Eu penso nessas pessoas, penso no que aconteceu, e penso em todas as coisas que poderia dizer a elas sobre o ridículo e a injustiça da situação. Que porra, vocês acham que eu não sou humana? Que eu gosto de ser acusada de algo que não fiz? Que não é errado dizer que não aceito a opinião de ninguém quando eu assinava embaixo de tudo que diziam? Mas não penso em dizer. Penso como um debate comigo mesma, ficar me perguntando &lt;i&gt;&lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2011/11/la-volonte-du-peuple.html"&gt;será&lt;/a&gt;?&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e vendo quem me convence primeiro. É meio que um jogo, uma coisa divertida, por que você foi embora? E descobrir sozinha. Eu não perguntaria. Não sou o tipo que &lt;i&gt;pergunta&lt;/i&gt;. Sou de refletir sozinha, gosto de refletir sozinha; às vezes penso que fico querendo ler as coisas e por isso não ando lendo, sabe, &lt;i&gt;o que eu deveria estar lendo por obrigação&lt;/i&gt;&amp;nbsp;por causa da faculdade ou do trabalho. (Ou posso só ser muito irresponsável, não nego a chance)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que só senti raiva durante o início da adolescência e agora o que sinto é uma espécie de, não sei, uma compreensão distante. Quem me odeia, eu entendo. Quem me destrata, eu entendo. Não porque ache que mereça, mas porque sempre acabo entendo os outros... querendo entender, talvez. Deve ter algo a ver com eu nunca ter tido aquela coisa de &lt;i&gt;preciso saber quem sou&lt;/i&gt;. &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/05/art-is-hard-when-you-dont-know-who-you.html"&gt;Sempre soube quem eu era&lt;/a&gt;. O que eu não sabia é como é difícil lidar com o que os outros são — não lido com o que os outros são e os outros não lidam com o que eu sou e tentam me transformar numa outra coisa, me ler de um outro jeito. Acho mesmo que não sou assim tão plurissignificativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2099071560681622176?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2099071560681622176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2099071560681622176&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2099071560681622176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2099071560681622176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/12/significado-e-significante.html' title='Significado e significante ou Do avesso'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7447182051490676791</id><published>2011-12-27T02:07:00.001-03:00</published><updated>2011-12-27T02:14:25.208-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>24601</title><content type='html'>Teve uns dias no meu antigo trabalho em que eu ia pra lá como se estivesse condenada a algo horrível. Eu sentava no prédio próximo, acendia um cigarro e ficava ouvindo a mesma música repetidamente. A música variava com o dia, quase sempre uma a ver com raiva. Isso durou, acho, duas ou três semanas. Não estavam me pagando direito. Eu não andava, naquela época, pensando &lt;i&gt;no futuro&lt;/i&gt;. Pensava no próximo dia 10. Pensava no ônibus lotado que ia pegar na volta pra casa. Pensava que ia passar as próximas cinco malditas horas na faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em anos e disso acho que qualquer um sabe pelo menos um pouco. Mas se eu acreditasse diria que 2011 começou uma coisa meio sem forma nem futuro, uma construção abstrata, se possível for, de coisas absurdas: eu não queria morrer, mas não queria as coisas desse jeito, mas também não via como sair disso, mas não tinha energia pra sair disso. Depois esse ano foi se tornando como que uma coisa discernível. Eu passei a ter controle, coisa que nunca almejei e que nem sabia que poderia vir a ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou de me ocorrer (escrevo muito sobre coisas que &lt;i&gt;acabaram&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de me ocorrer) que não tenho escrito porque, quando eu precisava muito falar de mim mesma — porque não me conectava com meus sentimentos, porque não me enxergava como digna de palavras, porque não queria lidar com aquele rosto que me olhava de volta no espelho —, eu falava dos outros. Os outros que eu inventava, e cujas criações ainda me dão certo orgulho, um carinho distante como quando a gente lembra daqueles amiguinhos de infância que sem dúvida nunca sobreviveriam à vida adulta: meus personagens queridos, minhas criações tão amadas, minhas histórias tão cheias de amor, tão humanas, tão profundas pra mim mesma, tão confessionais que eu não tinha coragem de mostrar pra ninguém e quando mostrava não me imaginava olhando nos olhos de ninguém, como se tivesse entregue uma confissão meio &lt;i&gt;noite na taverna&amp;nbsp;feelings&lt;/i&gt;. Agora eu posso falar de mim mesma. Agora posso me encarar e a imagem que eu vejo refletida tem o rosto delicado, sardento, manchado, de ossos enormes, uma construção meio quadrada, boca pequena, olhos imensos — enfim, compõem algo que eu gosto, que vejo como belo, que amo e aceito não porque encaro há vinte anos, mas porque se visse alguém igual na rua diria "que bonita", e não dizia para mim mesma &lt;i&gt;porque era eu mesma&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que posso falar de mim mesma eu não consigo falar dos meus personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não preciso mais deles, mas não precisando me dá deles, do ato de contar histórias que não me aconteceram e talvez nem a ninguém, me dá saudade de inventar. Não sei se alguma vez precisei inventar, sei que ainda é parte de mim — sei disso como saberia, se perdesse a capacidade de falar minha língua materna, que meu idioma é o português. Sei que criar, escrever, expor, usar palavras a serviço dos meus sentimentos e das emoções que quero provocar em mim mesma, sei que todas essas coisas são pedaços &lt;i&gt;meus&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e me compõem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parei de me preocupar com não conseguir usá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado que meu blog pessoal tenha parado de ser atualizado porque comecei a me sentir bem para escrever sobre mim mesma e me expressar sem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tenho expectativas para os novos anos a não ser, de uma maneira muito vaga, crescer e amar. Não posso reclamar de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz ano novo. ♥&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7447182051490676791?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7447182051490676791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7447182051490676791&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7447182051490676791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7447182051490676791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/12/24601.html' title='24601'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8369558587885775285</id><published>2011-12-07T23:59:00.000-03:00</published><updated>2011-12-07T23:59:45.307-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><title type='text'>Cê não sabe como é</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-3RmXFm88n_I/TuAm1XvjoKI/AAAAAAAAAjs/baPk0LTU4B8/s1600/tumblr_lvsb624QcI1r2ym4xo1_400.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-3RmXFm88n_I/TuAm1XvjoKI/AAAAAAAAAjs/baPk0LTU4B8/s1600/tumblr_lvsb624QcI1r2ym4xo1_400.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um envolvimento com drogas, uma amizade com as pessoas erradas. A gente nunca pensa nisso na hora; tem gente que nunca chega a pensar nisso. Quem vê a notícia no jornal ou entreouve andando pelos prédios da faculdade entende que algo a gente fez; que execução não é feita sem motivo ou histórico. Sei que sexta-feira foi um dia lindo: não estava tão quente nos últimos dias, mas o sol ficou lá em cima, brilhando. Eu sempre soube a hora só de olhar pro sol; na real, acho que era mais coincidência, coisa de eu ter visto o relógio antes e adivinhado o tempo certo que havia passado. Na parte de trás da loja, tinha uma janelinha bem no alto da parede. O sol entrava torto, uma sombra assim meio oblíqua, não sei direito. Eu não estava pensando no sol, é lógico. Ninguém está casualmente filosofando nos seus últimos momentos de vida. Eu, é claro, penso muito na sociedade e no que quero pra ela. Sempre estou pensando no movimento estudantil, na minha faculdade, na galera da História. Naquela hora, nem sei no que tava pensando; provavelmente no dinheiro do pai, em quando vencia a mensalidade... em merda, de certo, mas nenhuma merda assim bonita como questionar a posição relativa do sol. Sou guerreiro e não tenho tempo pra essas coisas. Não ando com tempo pra nada. Quando eu reparo na luz da sala, é porque entraram dois caras. Eu os conheço. Não sei de onde. Talvez eu deva dinheiro de droga. Talvez tenha a ver com meu pai ter prendido alguém ligado a eles. Não é negócio ter pai policial e morar numa vila dessas. Talvez seja minha culpa, talvez não; a gurizada que falou sobre isso (pouco, porque eu ainda não era muito conhecido) que julgue, mas eu não acho, se me permitem aqui, se posso fazer comentário sociológico bem agora, que algo justifique. Eles chegam em mim e me mandam ajoelhar no chão. Meu irmão ainda é um guri. Quando virem que um gurizão de vinte e poucos anos morreu, todo mundo vai cagar; mas meu irmão é novo demais e isso eu não admito. Mas me ajoelho igual; sei que não é caso de se apiedarem, seja por droga, seja por vingança. Meu irmão se ajoelha também e, como eu, encosta a testa nas pernas. Estamos tremendo. Um dos caras encosta a arma de cano fino no topo da minha cabeça. Eu não sinto o metal frio. Eu não sinto mais meu irmão, não sinto o cheiro daquela loja, não sinto nada. Não sei o que eles falam, nem tenho certeza de que tenham falado alguma coisa. Meu irmão é um guri, como alguém tem coragem de uma crueldade dessas? Encostar uma arma na cabeça de um guri, de dois guris - porque eu sou novo demais também. É contra isso que eu queria lutar, e isso me passa pela cabeça de raspão. Ouço o disparo, e essa parte é interessante, porque eu não deveria ter ouvido o disparo; meus tímpanos deveriam ter estourado. A bala perfura minha cabeça como se só tivesse papel ali. Falam depois em pelo menos um tiro na cabeça. É difícil acreditar que durante vinte e dois anos uma coisa tão frágil protegeu meu cérebro e minha vida: o osso se esfarela feito bolacha e a bala fica ali, crava no chão, aos meus pés. Meu irmão vai depois. O que a gente pensa quando morre? Queria dizer algo bonito: que a gente pensa na luta, que a gente pensa na vitória, que a gente pensa no irmão, na família, nos que ficam, na vida que nos deixou, nas chance que a gente não teve. Mas eu ainda não sei. Acho que morri antes de poder saber. A maior notícia sobre o assunto tem sete linhas e a missa é amanhã.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Em&lt;a href="http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=367057"&gt; &lt;/a&gt;memória de uma pessoa que jamais cheguei a conhecer.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8369558587885775285?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8369558587885775285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8369558587885775285&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8369558587885775285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8369558587885775285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/12/ce-nao-sabe-como-e.html' title='Cê não sabe como é'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3RmXFm88n_I/TuAm1XvjoKI/AAAAAAAAAjs/baPk0LTU4B8/s72-c/tumblr_lvsb624QcI1r2ym4xo1_400.png' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3213866821948718340</id><published>2011-12-04T22:00:00.001-03:00</published><updated>2011-12-04T22:17:02.980-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Faut souffrir pour être belle</title><content type='html'>&lt;a alt="Formspring" href="http://4ms.me/tACQfM"&gt;Me perguntaram&lt;/a&gt;&amp;nbsp;se eu realmente gosto de escrever, porque minha, colocarei assim, produção textual tende à verborragia. A resposta que dei automaticamente na minha cabeça foi &lt;i&gt;well duh, claro que gosto de escrever, como posso deixar mais óbvio?&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Mas, se tem uma coisa que aprendi nos últimos meses, é que amor não vem de graça, colega. Eu comecei a amar um pouco a faculdade, sim, com todos os problemas: os problemas dos deslocados, os problemas do meu desinteresse, da minha desatenção, os problemas de não ser exatamente o curso que eu queria — queria um curso de literatura e idiomas sem tanta pedagogia —, enfim, eles todos; não sustentei nem nutri esse amor e, salvo uma ou outra interação e o acesso a uma biblioteca com 150 mil livros, não estou particularmente satisfeita lá; mas, já adianto, não estou com aquele ódio que me faz pegar nojo das coisas, estou levando, estou aguentando tranquila, nada me custa. O amor por gente querida também foi se indo: implicâncias viraram desprezos e alguns desprezos se tornaram indiferença absoluta. Não sei se acho isso tão ruim quanto soa. Soa horrível, mas também me veio amor: se terminei 2010 com outros olhos, em 2011 acho que cheguei a ganhar ainda mais modos de ver as coisas. Estou com aquela visão prismática que sempre me entediou nas outras pessoas — aquela capacidade de ouvir “&lt;i&gt;Mas isso é terrível!&lt;/i&gt;” e deixar que meu cérebro viaje interminavelmente questionando se é mesmo tão terrível assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso resumir com algumas cenas aleatórias: às vezes, no meu trabalho anterior, eu ficava na frente do espelho examinando meu próprio rosto com avidez tamanha que eu poderia ter desenhado minhas feições no vidro. Minhas narinas dilatavam e retraíam lentamente. Eu precisava manter a calma. Algumas coisas erradas estavam acontecendo. Ficava então olhando pro meu rosto. Como os meus traços me pareciam diferentes todos os dias. Sempre me vi como uma pessoa muito &lt;i&gt;fixa&lt;/i&gt;; sempre pensei que eu não estava mudando, e sim amadurecendo coisas que já estavam lá no início. Meu rosto, por outro lado, nunca me parece igual. Especialmente em fotos. E aqueles olhos fundos, as olheiras roxas que jamais vão sair dali, as bochechas salientes, os ossos, tudo me parecia tão diferente e, com o tempo, parecia me acalmar. Foi nesse emprego que minhas ideias sobre me amar e me compreender se consolidaram; não saí de lá com a maior auto-estima do mundo, mas saí de lá minha melhor amiga. Saí de lá paciente comigo mesma, saí de lá segurando minha própria mão, me dando todo o tempo que eu precisava. A harmonia que adquiri com meu próprio rosto e corpo depois do trabalho e do que me aconteceu em seguida foi tamanha que passei a me ver como vejo minha mãe ou irmão: são feições que me acompanham há tanto tempo que como é que eu poderia achá-las feias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto de separar a minha vida por anos, mas 2011 me ensinou sobre beleza — a&lt;i&gt; minha &lt;/i&gt;beleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3213866821948718340?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3213866821948718340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3213866821948718340&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3213866821948718340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3213866821948718340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/12/faut-souffrir-pour-etre-belle.html' title='Faut souffrir pour être belle'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1353062801362001630</id><published>2011-11-20T23:29:00.000-03:00</published><updated>2011-11-20T23:29:59.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>A la volonté du peuple</title><content type='html'>Quando eu tinha uns nove ou dez ou onze, não estou bem certa, anos, houve que me acometeu uma condição chamada transtorno obsessivo-compulsivo. É relativamente conhecida hoje, e digo relativamente porque se entende transtorno obsessivo-compulsivo como gostar muito de ver as coisas organizadas e quem tem, teve ou terá essa condição descobre rapidamente que, se assim fosse, não seria uma condição e sim uma forma mais limpa e confortável de encarar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal problema, e isso raramente vejo sendo comentado, é que quando eu tinha transtorno obsessivo-compulsivo duvidava de mim o tempo inteiro. Claro que não tinha trancado a porta, claro que precisava ir lá ver — uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Claro que não tinha lido a página 77, precisava ler novamente — uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Claro que não estava certa, claro que não estava bonita, claro que não estava em acordo com a realidade. O aspecto mais comum e do qual mais me lembro era essa sensação de estar flutuando, vamos assim colocar, numa realidade alternativa, num universo à parte, em que eu via as coisas mas não do modo como os outros as viam: eu me preocupava constantemente em ter certeza de que o que via como azul era azul de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo em inglês pra isso é &lt;i&gt;second-guess myself&lt;/i&gt;. Não sei como traduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que minha vida foi, desde então, uma sucessão interminável (ou talvez seja cedo para dizer interminável) de duvidar repetidamente de acontecimentos anteriores. Não, isso não está acontecendo. Não, eu só posso ter lido o número errado. Não sei se relacionado a isso, até hoje não consigo ler prateleiras, diferenciar esquerda de direita ou me localizar num lugar se eu tiver chegado nele no sentido contrário ao que costumava pegar. Definitivamente relacionado a isso, gosto de reler as minhas coisas: releio &lt;a href="http://www.formspring.me/innuendoblues"&gt;minhas respostas&lt;/a&gt;, releio meus textos, releio a mim mesma repetidamente — não quero arriscar dizer que obsessiva e compulsivamente, mas vá, arrisquemos, que não nos custa. Uma análise profunda e repetida com tabelas e prós-e-contras. Sempre falei que sou dada às praticidades. Gosto do que é fixo e imutável, e gosto de ver o que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que desde que as primeiras memórias começaram a se formar na minha cabeça — e até hoje não estou bem certa de muitos acontecimentos até meus doze, treze anos de idade, porque há um branco indiscernível nesse espaço — eu me encaro como uma prova objetiva com muitas opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu parei de escrever há uns meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou pensando no porquê agora e proponho a seguinte opção: eu parei de tomar os remédios que me foram recomendados porque não via lógica nem motivo; não entendia por que meu cérebro não podia ficar bom sem aditivos químicos; então, abandonei o que poderia ter sido uma cura mais rápida e indolor. A escrita sempre foi a cura mais rápida e indolor. A escrita, que era em terceira pessoa, distante, sobre pessoas imaginárias. Hoje eu as releio e, salvo uma ou outra, as vejo profundamente irreais; sim, sentimentais, sim, completas, sim, seres humanos excessivamente sensíveis escritos por um especialmente sensível, e de um jeito esquisito, ainda por cima, mas... mas irreais, intangíveis, especialmente porque ali estavam os meus sentimentos e traços que eu mesma não queria — ou podia — confrontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu afastei a cura porque a cura tornava as coisas mais fáceis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse espaço passou por diversas transformações, todas que acho terrivelmente fúteis agora, mas que na época me pareciam vitais: de início eu não gostava de escrever com o texto justificado porque me fazia sentir que havia algo tornando meu texto padronizado, minha escrita misturada, uma coisa comum, sem vida; depois me pareceu que todo e qualquer texto deveria ser distante, um exercício estilístico, e pessoalidades aqui não seriam bem-vindas; depois que não poderia haver amor direcionado por aqui, pois meu amor pelas pessoas é tão vago e, me parece, estou aprendendo sempre da pior maneira (mas não sei se há alguma melhor), que diferente do delas por mim — não diferente querendo dizer inferior, mas diferente em essência, como pedra e madeira, a comparação da Catherine Earnshaw; então, que se algo viesse parar aqui tinha que ser sentimental e poético, tinha que vir da inspiração, não podia ser chamado, pois seria menos natural; por fim, e agora me parece a decisão mais sensata, entendo que ter escrito aqui, ter sido lida, ter sido distantemente amada, ter sido distantemente detestada, ter sido ignorada, ter sido visto como chata, me validou como ser humano, porque o meu rosto e os meus cabelos e a minha risada e a minha voz não me tornam coisa alguma, mas o que sai do que está dentro do meu rosto e o que causa a minha risada e o que eu profiro com minha voz. Se assim é, não faz sentido continuar fugindo, como sempre fugi, da intimidade e das verdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu continuo pensando em sentido, pró e contra, lista de racionalidades, comparações matemáticas, estatísticas, quadros. E por isso mesmo entendi que não preciso mais ser curada. O que eu preciso é viver. E uma coisa que me tocou desde muito novinha e desde que pude entender as coisas: para mim, viver é criar. Criar respostas a pessoas que queiram saber minha opinião, criar textos sobre pessoas que imagino, criar pessoas para imaginar, criar risadas e amor, até mesmo criar desprezo — não ligo para não ser amada, e não gosto, obviamente, de ser odiada, mas não posso evitar e eu mesma acabo englobando tudo isso na mesma cadeia de emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito cedo aprendi a questionar todos os meus movimentos com uma paixão desde então nunca vista. Uma espécie de conselheira da rainha, quando a conselheira também governa. Mas, não sei se essa impressão faz sentido para mais alguém, é possível governar em anarquia; quando eu falava em ser rainha, jamais falei em ser rainha de qualquer outra coisa ou pessoa. Sou rainha de mim mesma e fiquei afastada do trono por motivos de rebeldia. &lt;b&gt;E, com duas décadas de atraso, vou me celebrar com amor e perdão.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1353062801362001630?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1353062801362001630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1353062801362001630&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1353062801362001630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1353062801362001630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/11/la-volonte-du-peuple.html' title='A la volonté du peuple'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2004897174006123188</id><published>2011-10-16T02:23:00.000-03:00</published><updated>2011-10-16T02:23:12.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Starry starry night</title><content type='html'>Estava eu com o Henrique — o Henrique é um menino de quatro anos da escola onde trabalho e é uma das coisas mais queridas que já vi. Ele é todo carinhoso e engraçado. Gosta de ser o vilão nas brincadeiras. Tem uma embasbacante dificuldade de concentração. Vai ter no mínimo 1,80m de altura. Fiquei pensando assim: quatro anos não é nada, né. Nem há uma personalidade muito definida. Claro, dá para observar alguns traços. Ele vai ser o palhacinho do ensino médio, vai ser aquele cara que fica fazendo piadas com tudo que os professores dizem. Comecei a me ver projetando o futuro de algumas das crianças. Era nebuloso e distante, naturalmente, embora pudéssemos inferir uma ou outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, e juro que foi uma revelação ao mesmo tempo gritante e completamente passiva, fiz o raciocínio que tentarei descrever com o mesmo impacto que teve sobre mim: &lt;i&gt;todo mundo é profundo&lt;/i&gt;. Eu vejo aquelas crianças durante seis horas por dia, cinco dias da semana, há alguns meses, e já posso apontar uma série de traços de marcas de profundidades nelas; são novinhas, sem muito o que dizer sobre, mas sei tanto instintiva quanto objetivamente que são indivíduos com universos próprios... e, se o são agora, quando mal sabem o alfabeto direito, como não o seriam depois de adultos? Fiquei pensando naquela coisa que eu sempre digo, do deserto de almas também desertas, onde uma em especial de imediato reconhece a outra, e percebi que há uma falha fundamental nesse raciocínio: o deserto é sempre relativo às almas, e só porque elas me parecem desertas numa visão míope e ilusória não significa que de fato estejam vazias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--mSAQzysE-g/TppnMbQfIdI/AAAAAAAAAi4/XNQJA2KRHcM/s1600/tumblr_lg0j5dVZ2Q1qgbnzso1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/--mSAQzysE-g/TppnMbQfIdI/AAAAAAAAAi4/XNQJA2KRHcM/s1600/tumblr_lg0j5dVZ2Q1qgbnzso1_500.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Não fiz post de aniversário porque não vi sentido. Sabe quando tu tá tão reflexiva que paradoxalmente não consegue escrever? Mas é necessário. É como não querer tomar água ou comer. Não interessa a falta de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas têm mudado. Eu tenho amado muito mais do que o normal; e ao mesmo tempo muito do que era sinônimo de amor para mim se transformou em outra coisa; não sei dizer o que, sei apenas dizer que definitivamente não é amor, ou ao menos é uma face diferente e nova que ainda tenho que explorar. Sei que estou feliz; mas minha percepção das coisas sempre foi mais objetiva, uma lista de prós e contras, onde eu reconhecia muito mais dos primeiros que dos segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha distração não é nem pode ser desculpa. Nada é desculpa para não escrever mais e para protelar tudo que exige essa faculdade. Mesmo que signifique apenas responder a um monte de coisas no Formspring ou anotar no celular as ideias que tenho durante o dia. Ficar sem criar dói. Acho que ando voltada para escrever coisas mais concretas e dissertativas, mas não é para isso que estamos aqui. É necessário ser sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de tudo que me ensinaram na vida, todo mundo &lt;i&gt;é profundo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e ter descoberto isso agora me parece o sinal que faltava para o fim das desculpas que eu estava inventando para criar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2004897174006123188?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2004897174006123188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2004897174006123188&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2004897174006123188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2004897174006123188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/10/starry-starry-night.html' title='Starry starry night'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--mSAQzysE-g/TppnMbQfIdI/AAAAAAAAAi4/XNQJA2KRHcM/s72-c/tumblr_lg0j5dVZ2Q1qgbnzso1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3552740472892500571</id><published>2011-09-19T01:23:00.000-03:00</published><updated>2011-09-19T01:23:54.019-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Bloody brilliant</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://pammielima.blogspot.com/2011/09/shes-brilliant.html"&gt;Referência bibliográfica&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu não deveria me surpreender com vaidade, convencida que estou de que vaidade é um traço que dividimos todos. Mas, é claro, me surpreendi; me surpreendi porque vaidade assim, confessa e clara, é coisa raríssima. Também me surpreendi porque quando li algo que me pareceu tão íntimo, essa confissão. Ela é melhor nisso do que eu, que me confesso em código e meias palavras, portanto arruinando todo o propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso o tempo todo sobre as outras pessoas, e imagino que da mesma forma que críticos pensam sobre personagens de filmes e livros: mais análise do que observação casual. Pensei, quando li, que eu escreveria tanta coisa sobre ela! Pensei que &lt;i&gt;bright&lt;/i&gt;&amp;nbsp;em inglês quer dizer tanto inteligente quanto brilhante, brilhante no sentido de brilhar mesmo, como as estrelas, e pensei que brilho, ainda que em tese algo bonito, não de todo combina com ela porque ela é simples e — me parece — dificilmente vai atrair todas as atenções por méritos próprios; digo méritos próprios porque não aprendi que inteligência tenha qualquer relação com mérito. Pensei que isso deve ser uma sina para quem não foge desesperadamente da mais vaga menção a intimidade e confiança. Pra mim é de certa forma um alívio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também pensei que não fosse justo com ela, que é uma moça tão delicada. Gosto da palavra delicada para ela, delicada, que tem o mesmo número de fonemas e grafemas, que tem quatro sílabas de duas letras cada, que é uma palavra simples que sempre me fez pensar em pulsos e porcelanas; nas aulas de terça se fala muito de significante e significado, mas até hoje não encontrei ninguém que lesse o significado delicada e pensasse nos significantes pulsos e porcelanas; penso neles porque acho que associo a coisas que quebram facilmente, como aliás é o caso da delicadeza, que facilmente se racha e se quebra. Pensei que eu escreveria, se colega dela fosse, assim: delicada. Queria eu ter coragem para mostrar que sou tão delicada quanto. Pensando nisso, poderia escrever corajosa, mas seria um desserviço e uma injustiça. Seria pensar pouco, e acho (tanto quanto é possível achar sobre uma pessoa que você só conhece de ler poucas confissões) que seria preguiçoso pensar assim, e que não seria &lt;i&gt;pensar nela&lt;/i&gt;, em quem ela &lt;i&gt;realmente era&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentando fazer justiça à sua vaidade tão bonitinha e adorável, eu diria delicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gngqsDF7MIM/TnWSh6xXlHI/AAAAAAAAAi0/tOW-jH6Ae2o/s1600/tumblr_lm9sya6ht81qz6bpro1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-gngqsDF7MIM/TnWSh6xXlHI/AAAAAAAAAi0/tOW-jH6Ae2o/s1600/tumblr_lm9sya6ht81qz6bpro1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3552740472892500571?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3552740472892500571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3552740472892500571&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3552740472892500571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3552740472892500571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/09/bloody-brilliant.html' title='Bloody brilliant'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gngqsDF7MIM/TnWSh6xXlHI/AAAAAAAAAi0/tOW-jH6Ae2o/s72-c/tumblr_lm9sya6ht81qz6bpro1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5479644337282641894</id><published>2011-09-18T02:35:00.002-03:00</published><updated>2011-09-18T03:45:28.599-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>The Air Force Academy</title><content type='html'>Uma vez sonhei que estávamos andando abraçados e alguém nos parava pra dizer o seguinte: "Vocês são irmãos, né? Não adianta negar, dá pra ver de longe!". Logo depois a pessoa saía e continuávamos andando. Salvo engano estávamos em Porto Alegre, ou num lugar terrivelmente parecido com o centro daqui, ali pela Borges, mais pro lado do Mercado. Nós nos olhávamos e começávamos a rir, rindo assim olhando pro desconhecido. Quando acordei me pareceu que estávamos rindo &lt;i&gt;do&lt;/i&gt; desconhecido, mas hoje, analisando os fragmentos que lembro do sonho (foi há pelo menos um mês), me parece que não era isso; que ríamos da simpatia, talvez. Algo era engraçado. Contei o sonho para ele por mensagem no celular. Não lembro se respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos sem poder falar direito. Senti falta dele como poucas vezes senti falta de alguém. Não sou muito boa nisso de sentir falta. O espaço entre nós estava se dilatando. Estávamos tão distantes que aos poucos a falta pareceu evaporar. As lembranças pareceram evaporar. Eu pensava nele e me vinha uma nuvem branca de vapor. Tenho uma coisa, não sei bem se talento ou doença, em que bloqueio tudo que é bom e tudo que é ruim, meio que obsessivamente. Me esqueci do sonho, fui lembrar esses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguidamente me surpreendo com o poder da minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei que seu rosto tinha mais espinhas do que eu estava acostumada a tocar — também não sou de tocar nas pessoas, mas de qualquer maneira achei esquisito ao toque. Lembrei que Lilo &amp;amp; Stitch é o segundo desenho favorito do Thi, só perdendo pra Wall-E, e que ele teve certo ciúme do filme, por gostar tanto (o que, claro, eu achei muito bonitinho). Lembrei que pensei muitas vezes naquela cena de Brumas de Avalon: a Morgana com o Arthur nos braços, na barca, as brumas se fechando. Lembrei que as coisas parecem tão dramáticas às vezes, não é? Mas pensei que o toque do rosto de outra pessoa sob as minhas mãos era tão alienígena, e pensei que ter um momento cristalino e físico de amizade me era tão incomum que parecia que ia causar alergia... e pensei, por fim, que talvez, e só talvez, um pouco de drama fosse bom, fosse &lt;i&gt;necessário&lt;/i&gt; — talvez tivesse vindo para apontar uma falha fundamental que carregamos conjuntamente. A ideia aqui era falar de um amigo apenas em terceira pessoa, como num conto,, mas a sua característica mais marcante no momento é algo que temos tão em comum que não mencionar seria absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas vão melhorar, querido. Eu tenho dito tanto isso e pra tantas pessoas diferentes, mas nem é que acredite com tanto fervor: só &lt;i&gt;sei&lt;/i&gt; que as coisas vão melhorar da mesma forma que sei que amanhã vou abrir os olhos. Acho que tem coisas que a gente simplesmente &lt;i&gt;sabe&lt;/i&gt; e não tem razão de se preocupar. No fundo, sou a pessoa mais tranquila que conheço: não me preocupo com nada porque sei que tudo melhora e piora em tempos iguais e que as coisas se arranjam — se não se arranjarem, por isso mesmo é que estão solucionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não sabia que nós éramos tão parecidos.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-txTazXGUAa4/TnWADU020LI/AAAAAAAAAiw/io0HogGlcp0/s1600/tumblr_ll42uxV7DD1qcb58yo1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-txTazXGUAa4/TnWADU020LI/AAAAAAAAAiw/io0HogGlcp0/s1600/tumblr_ll42uxV7DD1qcb58yo1_500.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5479644337282641894?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5479644337282641894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5479644337282641894&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5479644337282641894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5479644337282641894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/09/air-force-academy.html' title='The Air Force Academy'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-txTazXGUAa4/TnWADU020LI/AAAAAAAAAiw/io0HogGlcp0/s72-c/tumblr_ll42uxV7DD1qcb58yo1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7480222576548028443</id><published>2011-09-01T12:09:00.001-03:00</published><updated>2012-01-15T02:08:38.808-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><title type='text'>Notas de rodapé acerca da construção do mundo</title><content type='html'>A faculdade tem se saído bem melhor do que eu imaginava — o que significa que estou gostando de fato de esperar 30min por um ônibus que não esteja lotado, pegar um cheio mesmo assim, e ir amassada por um engarrafamento. Sabe que eu tenho certo medo de gostar das coisas. Isso tende a virar um nojo tóxico em pouco tempo. Mas estou gostando e vou me preocupar com isso agora, só com isso. Algumas aulas me irritam, não porque sejam ruins (ao menos uma é apenas mal ministrada), mas porque as pessoas começam a dar suas opiniões de forma enfática. Geralmente opiniões baseadas em uma visão do assunto. Que nem, sei lá. Cotas. A cidadã diz "sou contra cotas, porque eu estudei e não entrei na UFRGS por meia dúzia de pontos e cotistas!". Aí é fácil, eu quero dizer. Ontem uma colega ensaiou falar que hoje em dia é tudo homofobia. Eu afundei, afundei na cadeira, enquanto escrevia compulsivamente (agora escrevo no caderno as coisas que prefiro não falar) "quero morte quero morte quero morte morte, você está aí?". Cara, sabe o que é falta de energia total e completa pra falar qualquer coisa? Na saída falei diretamente à professora minha opinião sobre o assunto e por que eu não queria discutir isso em sala de aula. Ela sorriu, compreensiva. Disse que nessas horas é importante que os alunos atingidos por esse tipo de coisa se manifestem, mostrem uma visão nova. Eu disse que não tenho forças mais. Isso tem resumido um pouco os meus dias. Colega fura-olho: não me importo. Colegas de aula falando merda: não me importo. Professora há quatro aulas falando, falando e não dizendo nada: não me importo. Zé povinho se metendo na minha vida: não me importo. Piolho sendo grosso na rua: não me importo. É fase de transição. Menos de um mês atrás eu não estava apenas mal, eu estava meio &lt;i&gt;perigosa&lt;/i&gt;. Passei em silêncio quase completo por duas semanas porque, se abrisse a boca, não sei o que seria capaz de acontecer. Agora estou tão mais calma que nada me atinge. Sinto como se fosse uma camada nova na minha vida. Como se eu nunca mais fosse ficar tão mal, e agora as coisas ruins fossem me atingir só pela metade. E olhe que já estive muito pior do que estava mês passado. Como se eu tivesse me recuperado de uma doença e nunca mais fosse ficar tão doente — só fosse ter um resfriado comum, de vez em quando. Hoje tem uma daquelas aulas onde haverá discussão e ouvirei merda caladinha, enquanto subo meus Pokémons de level. Eu consigo prestar atenção a tudo que dizem, mesmo quando estou lendo. Geralmente fico lendo na aula, é quando tenho tempo pra ler e quando não tenho saco pra ouvir. Mas ouço, mesmo assim. Tem vezes que vou comentar algo pra professora sem tirar os olhos do livro. Eles acham esquisito. Uma colega insiste que vou me ferrar horrivelmente por causa disso. Eu dou de ombros, digo meio sem dizer que o problema é meu e pelo amor de deus, você acha mesmo que a essa altura do campeonato você vai saber melhor do que eu como é que meu cérebro funciona? Mas é bem sem dizer. Lembro de um desenho do Garfield em que ele tinha um microfone que lia os pensamentos das pessoas e os dizia em voz alta, e ele fazia isso com um cara que ia roubar o banco. Bem, o dia inteiro, se alguém colocasse esse microfone perto de mim, só ia ouvir maquinação e estática. Maquinação porque passo o tempo inteiro pensando uma torrente interminável de coisas, e estática porque não estou mesmo na mesma frequência que o resto do mundo. Sei que tenho postado muito sobre isso. Essas diferenças sempre foram óbvias pra mim, nada é novidade. Eu só preciso recarregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;some people are young and nothing&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;else and&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;some people are old and nothing&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;else&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;and some people are in between and&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;just in between.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;and if the flies wore clothes on their&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;backs&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;and all the buildings burned in&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;golden fire,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;if heaven shook like a belly&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;dancer&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;and all the atom bombs began to&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;cry,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;some people would be young and nothing&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;else and&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;some people old and nothing&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;else,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;and the rest would be the same&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;the rest would be the same.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;the few who are different&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;are eliminated quickly enough&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;by the police, by their mothers, their&lt;/i&gt;&lt;i&gt;brothers, others; by&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;themselves.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;all that’s left is what you&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;see.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;it’s hard.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;Charles Bukowski&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7480222576548028443?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7480222576548028443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7480222576548028443&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7480222576548028443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7480222576548028443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/09/notas-de-rodape-acerca-da-construcao-do.html' title='Notas de rodapé acerca da construção do mundo'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4226513346325614172</id><published>2011-08-15T00:33:00.001-03:00</published><updated>2011-08-15T00:36:15.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><title type='text'>Cygnus, Vismund Cygnus</title><content type='html'>Minha vontade de ir trabalhar amanhã é zero. Tenho alguma pouca vontade de ir à faculdade; não é bem vontade, eu acho, penso que seja mais como uma falta de objeção. Não vai me incomodar ir à aula, embora seja Língua Portuguesa I e por isso mesmo profundamente entediante. Mas ir trabalhar. Até a ideia de ver os colegas de aula me irrita, não no sentido de me deixar com raiva e sim no sentido de irritar a pele mesmo, me deixa como se fosse toda vermelha e inflamada. Ver aquelas pessoas, ouvi-las. Eu não ando gostando de ninguém. Tenho minhas épocas de estar mais arisca, acho que essa é uma delas. Fico no último lugar da sala, lendo ou com fones de ouvido. Só consigo me concentrar na voz da professora se estiver fazendo outra coisa. Às vezes me permito dispersar. Sinto como se fosse enlouquecer caso não dispersasse. Uma colega comentou que percebe que eu não presto atenção. Pensei em mandá-la à merda, mas suprimi o pensamento como tenho suprimido deles todos. Ouço todas as palavras que são ditas, mesmo que esteja dormindo. Não consigo me afastar do mundo à minha volta, por mais que tente me isolar. É como se eu estivesse sempre em estado de alerta, à espreita; sim, é isso mesmo, presto mais atenção nas coisas quando estou assim, bicho do mato, por trás das moitas e abaixada entre lutar e fugir. Consigo ser simpática como antes, consigo tentar tratar as pessoas bem, mas é com esforço, como se eu tivesse vindo de um lugar muito distante onde se fala outra língua e precisasse forçar muito mais a cognição para me relacionar, para me entender. Sempre me senti por fora das coisas, um deslocamento para todos os sentidos e direções. Nessa época eu acho que meio que agradeço. Estou afastada das pessoas mais queridas, e nem estou mesmo sentindo falta, como se elas não fossem queridas: sei que são porque mesmo como bicho do mato mantenho a racionalidade, e sei que tenho sentimentos por elas porque os mantenho racionais, mas não consigo sentir por elas nessas épocas, e nessas épocas também me pergunto se algum dia senti de fato, se não é uma aproximação meramente objetiva, meio robótica. Sei que vai passar porque tudo há de uma hora passar. O que questiono agora, e tenho questionado há alguns dias já, se estou cega nesses momentos ou mais lúcida do que de costume; se estou agora completamente cega pela raiva ou tédio ou se por causa deles estou vendo tão claramente quanto é possível, e por causa disso percebo que meu único meio de sobreviver é sendo arisca e isolada, e que estou mesmo irremediavelmente — não irremediavelmente, porque isso pressupõe que seja algo ruim, mas sem outro modo de sê-lo, então — sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-V0VbZ6EDc40/TkiTCR-hppI/AAAAAAAAAiI/dhIUcXvYwac/s1600/0.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="399" src="http://2.bp.blogspot.com/-V0VbZ6EDc40/TkiTCR-hppI/AAAAAAAAAiI/dhIUcXvYwac/s400/0.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #666666; line-height: 19px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;The ocean floor is hidden&lt;br /&gt;From your viewing lens&lt;br /&gt;A depth perception&lt;br /&gt;Languished in the night&lt;br /&gt;All my life, I've been&lt;br /&gt;Sewing the wounds&lt;br /&gt;But the seeds sprout&lt;br /&gt;A lachrymal cloud...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4226513346325614172?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4226513346325614172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4226513346325614172&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4226513346325614172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4226513346325614172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/08/cygnus-vismund-cygnus.html' title='Cygnus, Vismund Cygnus'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-V0VbZ6EDc40/TkiTCR-hppI/AAAAAAAAAiI/dhIUcXvYwac/s72-c/0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6589769783379825560</id><published>2011-07-26T11:33:00.001-03:00</published><updated>2011-07-26T11:33:48.479-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Ursula Buendía</title><content type='html'>Quando eu era criança, não gostava da minha avó. Não sei quando foi que me contaram que ela tinha abandonado minha mãe e os outros filhos quando eles eram pequenos, mas lembro vagamente de não ter vontade de conhecê-la. Lembro quando a vi pela primeira vez; a filha mais nova dela, meia-irmã da minha mãe, estava fazendo quinze anos. Era estranho pensar que aquela senhora baixinha, gorda e frágil tinha um pouco do meu sangue, tinha segurado a minha mãe no colo e chamado de bebê. Minha mãe tinha sete anos, na época. Sempre foi pequena, pelas fotos, pequena e magricela. Minha avó, compreendi não muito depois, não tanto &lt;i&gt;abandonou&lt;/i&gt;&amp;nbsp;os filhos quanto fugiu de um universo que, francamente, ninguém nunca explicou na família; fala-se de um marido bêbado e com certo gosto pelo espancamento, mas ao mesmo tempo vejo meus tios e tias falando com carinho pelo pai e as imagens não se encaixam; por outro lado, acho que numa família desconjuntada as crianças tendem a ver tudo distorcido, e acabam amando até mesmo quem as fere. Ela foi morar com outro homem que ficou do lado dela, calculo, por quarenta anos. Quarenta anos, gente. E eu ouvia meu pai chamá-la de puta, por vezes. Ontem, eu sentindo a cabeça estourar e sem respirar direito, estava semi-adormecida jogando no DS quando de repente algo me despertou. Não foram exatamente as vozes na cozinha, porque aqui em casa todo mundo tem horários errados mesmo, não me impressionou ouvir uma conversa a uma da manhã de terça-feira. Mas senti de repente que precisava me levantar. Minha mãe estava chorando mansamente. É estranho ouvir que alguém que deveria significar tanto para você morreu. Acho que ela sentiu o mesmo, ainda que numa escala paralisante. Era minha avó, sabe? Me abraçou talvez três vezes na vida e mandava dizer, nas poucas conversas que me eram relatadas, que eu era muito linda, a cara mesmo da minha mãe. Não senti nada fora a surpresa. Ela ia fazer uma cirurgia em breve. Minha tia mais velha, a mais próxima, temia que acabasse por perder o útero. Ela pediu pra minha mãe comprar um pijama novo de aniversário (fez setenta há pouco), pra ela ficar no hospital. É estranho que ela tivesse planos para algo que melhoraria a vida dela e, perto da uma da manhã de uma terça-feira quase quente no final de julho, tivesse uma parada cardíaca. Era minha última avó viva. Quando perguntavam, especialmente meu sobrinho, se tínhamos avós, eu e meu irmão dizíamos que não: é uma história tão longa e tão complicada que é muito mais fácil deixar que as pessoas presumam que todos morreram do que admitir que não sentimos nada. Hoje a nossa evasão se tornou realidade. Não cheguei a conhecer o marido dela; morreu um ano antes de eu nascer, assim como o pai do meu pai. A mãe dele conheci, convivi um pouco, mas não sei em absoluto o que achava dela e nem sei se deveria achar algo, distante como era, e acho que posso até empregar a palavra misteriosa aqui, como o é aliás toda a família do meu pai. Acho que a minha avó sentiu remorso. Acho que os últimos quarenta anos devem tê-la impedido de dormir. Acho que a doença da insônia está mesmo nos cem anos de solidão dessa família. Acho que não acredito na morte como um descanso, porque pressuponho acordar com os músculos relaxados e com energia depois; acho que acredito na morte como o fim de diversos processos bioquimicofísicos e que se parece com muitas das minhas noites de sono: fechar os olhos e ficar meio suspensa e desperta durante algumas horas e você não realmente descansa, mas também não realmente acontece nada. Acho que a terra vai ser leve e que, mesmo se não tivesse chegado para cobri-la, não haveria tempo nem jeito de consertar o rumo que a vida tomou, para mim, para ela, para minha mãe, para os irmãos dela. Acho, claro, isso inenarravelmente triste, acho que eu gostaria de ter tido avós como a avó sorridente e simpática que por vezes vem buscar uma das minhas aluninhas favoritas, que fica extasiada de ver que vai passar a noite na casa dela. Eu gostaria, tenho certeza, de que as coisas tivessem sido muito mais simples para &lt;i&gt;eles&lt;/i&gt;, que as histórias não fossem tantas e tão tristes, que os relacionamentos fossem mais remendáveis, que minha mãe pudesse chorar a perda da dela hoje porque os últimos quarenta anos teriam sido de tanto amor e presença que dar adeus a eles doesse, e que eu pudesse lamentar perder minha avó; talvez até quisesse poder lamentar outras perdas, mas não consigo. Vó, que o sono agora venha fácil e sem sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ssVMcKslyFY/Ti7QIqIIXFI/AAAAAAAAAh8/_1ZjSM6d0j8/s1600/theunknownland.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ssVMcKslyFY/Ti7QIqIIXFI/AAAAAAAAAh8/_1ZjSM6d0j8/s1600/theunknownland.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="goog_1017002627"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1017002628"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6589769783379825560?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6589769783379825560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6589769783379825560&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6589769783379825560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6589769783379825560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/ursula-buendia.html' title='Ursula Buendía'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ssVMcKslyFY/Ti7QIqIIXFI/AAAAAAAAAh8/_1ZjSM6d0j8/s72-c/theunknownland.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8142797232007934567</id><published>2011-07-24T23:10:00.000-03:00</published><updated>2011-07-24T23:10:26.010-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Do chão da cela</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;These words I write keep me from total madness.&lt;/blockquote&gt;Estou tentando voltar, eu juro. Voltar pra cá antes que a loucura volte pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bOrzIh4_l48/TizQiOH4nEI/AAAAAAAAAho/kAiCU-hVfmw/s1600/tumblr_lorm5oEmWR1qa934no1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-bOrzIh4_l48/TizQiOH4nEI/AAAAAAAAAho/kAiCU-hVfmw/s1600/tumblr_lorm5oEmWR1qa934no1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8142797232007934567?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8142797232007934567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8142797232007934567&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8142797232007934567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8142797232007934567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/do-chao-da-cela.html' title='Do chão da cela'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bOrzIh4_l48/TizQiOH4nEI/AAAAAAAAAho/kAiCU-hVfmw/s72-c/tumblr_lorm5oEmWR1qa934no1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1232508794424788699</id><published>2011-07-23T02:35:00.000-03:00</published><updated>2011-07-23T02:35:54.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><title type='text'>Julia Arbuckle</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRQWxXfkjI/AAAAAAAAAZc/Esnw8mDh6lU/s1600/fSymsOGXOhlkredxJ4mNsVp9o1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRQWxXfkjI/AAAAAAAAAZc/Esnw8mDh6lU/s1600/fSymsOGXOhlkredxJ4mNsVp9o1_500.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRQXZXO7bI/AAAAAAAAAZg/NxMh6FCi2iw/s1600/fSymsOGXOh30hbg4aOZ6NSzto1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRQXZXO7bI/AAAAAAAAAZg/NxMh6FCi2iw/s1600/fSymsOGXOh30hbg4aOZ6NSzto1_500.png" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1232508794424788699?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1232508794424788699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1232508794424788699&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1232508794424788699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1232508794424788699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/julia-arbuckle.html' title='Julia Arbuckle'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRQWxXfkjI/AAAAAAAAAZc/Esnw8mDh6lU/s72-c/fSymsOGXOhlkredxJ4mNsVp9o1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3978006223103106144</id><published>2011-07-21T11:35:00.000-03:00</published><updated>2011-07-21T11:35:47.237-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><title type='text'>Primeiro de novembro</title><content type='html'>Eu com dia do amigo sou que nem aquelas pessoas solteiras e amargas com dia dos namorados. Bem, mais ou menos. Não maldigo a data, até porque não tenho a desculpa de ser comercial ou qualquer merda, mas me dá uma sensação similar - um lance meio &lt;i&gt;&lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-1.html"&gt;não sei que porra é essa&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e &lt;i&gt;não entendo por que estão comemorando isso&lt;/i&gt;. Eu gosto das pessoas, gosto de verdade, mas tenho uma dificuldade magistral para &lt;i&gt;me importar&lt;/i&gt; com elas. Quero vê-las bem, gosto das boas notícias, mas não me incomodo com as ruins, não penso nelas, não me comovo. Acho sinceramente que é o meu jeito de amar, rudimentar, concordo, mas é meu jeito e que é que eu vou fazer. Me parece perfeitamente normal essa espécie de insensibilidade acentuada. Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu problema, paradoxalmente, é similar ao &lt;a href="http://pammielima.blogspot.com/2011/07/um-texto-sem-coesao.html"&gt;dessa moça&lt;/a&gt;. Minha capacidade para o amor é gritante, enorme, tão terrivelmente evidente que - não tenho outra forma de dizer isso: francamente, me irrita. Me irrita porque não sei lidar, não estou acostumada, gosto do silêncio e da solidão mesmo, gosto de estar longe, e por todas essas coisas não sei fazer seus antônimos, não faço a menor idéia e talvez nem queira aprender. Veja que ontem um amigo de longa data que havia desaparecido completamente reapareceu. Posso estar deixando minha auto-estima sofrível analisar a situação errado, mas pra mim estava claro que essa volta do mundo dos mortos foi uma necessidade de falar com alguém e saber que eu seria a única que ouviria. É tão antigo isso, eu ser a única que ouve. Gosto de ouvir. Ouvir é fácil porque disfarça todas as falhas do meu amor e faz, de maneira egoísta, com que eu sinta que minha parte está feita. Bem, ouvir é mesmo tudo que eu consigo fazer. Uma vez alguém com quem não há mais laços de amizade ficou irritado comigo porque, quando falava algo triste, a minha única reação era dar um tapinha de leve na cabeça, como que carinhoso. Mas ouvir é meu limite, acho. Cara, essas merdas são muito difíceis, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Q37xJtuQ24w"&gt;I'm too old for this shit&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Sabe quando a coisa mais certa sobre você é tão obviamente errada que é quase engraçado?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa sou eu com relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse amigo. Enquanto ele falava, e realmente a vida dele está uma merda e realmente sinto empatia, o que em si é um sentimento pouco profundo pra mim e portanto admirável quando surge com alguma força real, eu pensei que era essa a minha função na equação. Uma parede compreensiva, talvez. É minha função sempre, e posso imaginar vários motivos: meu horror a intimidade me impede de falar quando preciso, atraio gente mais pra egoísta do que pra de fato interessada numa troca, falta de sorte, talvez seja mesmo muito nobre da minha parte transformar relacionamentos em um monólogo e sempre preferir a platéia. Não sei, no fim. Não sei o que acho. Não faço idéia do que sinto a esse respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui querida e compreensiva e pedi profusas desculpas quando saí pra me deitar e aguardar por algumas horas a visita do sono. Mas acho que o que veio foi muito cansaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VKLxjJ2IxE4/Tig5Lwclw2I/AAAAAAAAAgQ/KvFhsZAU9YI/s1600/tumblr_li8kpl1pDf1qzfjpmo1_r1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-VKLxjJ2IxE4/Tig5Lwclw2I/AAAAAAAAAgQ/KvFhsZAU9YI/s1600/tumblr_li8kpl1pDf1qzfjpmo1_r1_500.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3978006223103106144?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3978006223103106144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3978006223103106144&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3978006223103106144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3978006223103106144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/primeiro-de-novembro.html' title='Primeiro de novembro'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VKLxjJ2IxE4/Tig5Lwclw2I/AAAAAAAAAgQ/KvFhsZAU9YI/s72-c/tumblr_li8kpl1pDf1qzfjpmo1_r1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6709446407016172745</id><published>2011-07-20T11:11:00.000-03:00</published><updated>2011-07-20T11:11:53.881-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>All work and no play</title><content type='html'>Não era pra eu estar tão terrivelmente cansada ontem. Uma das crianças fez festa de aniversário lá na escolinha, de modo que o que mais me tomou energia durante o expediente foi ficar doentiamente feliz porque um amigo conseguiu o emprego mais foda da história. Mesmo assim, quando cheguei em casa, mais especificamente quando girei a chave no portão, senti como se tivesse 3atm de pressão atmosférica sobre a minha cabeça. Thiago me recepcionou pulando em cima de mim e fomos fazer comida juntos, eu nhoque, ele o molho, que ficou tão melhor que o nhoque que quase comi puro. Eu nem estava mais com energia pra ter fome. Deitamos na cama e uma velha amiga me cumprimentou. Oi, enxaqueca, como vai você. Apaguei todas as luzes num raio de um quilômetro e ficamos conversando baixinho por calculo que duas ou três horas. Acho que o cansaço todo e a dor em todas as partes do corpo sem exceção era um misto de princípio de enxaqueca, resfriado e ter ficado uns dias sem conseguir conversar direito com ele. Estamos com os horários todos trocados, ele acordado quando eu durmo, eu ficando totalmente sem sono quando ele já dormiu. Então ontem eu fiquei no colo dele e a gente falou tanto de tudo, e tudo ficou subitamente mais fácil. Não sei como ele faz isso mas, talvez por muitas das respostas dele terem sido variações de "eu entendo", eu comecei a sentir um sono bom e dormir em paz. Eu nunca tenho sono, sono nunca é bom, e eu nunca durmo em paz. Às vezes, velho, as coisas fazem tanto sentido. Sou daqueles seres humanos impossivelmente chatos que encaram tudo como fórmula matemática, ciência exata e lei zero da termodinâmica, de modo que pra mim as coisas &lt;i&gt;precisam fazer sentido&lt;/i&gt;, e de repente elas... só fazem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6709446407016172745?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6709446407016172745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6709446407016172745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6709446407016172745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6709446407016172745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/all-work-and-no-play.html' title='All work and no play'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4419858164591615856</id><published>2011-07-18T02:13:00.001-03:00</published><updated>2011-07-18T02:14:07.731-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>A melhor pichação de todos os tempos</title><content type='html'>Eu tinha ido comprar os ingressos para Harry Potter num lugar que, para resumir as coisas, é uma tremenda contramão pro meu trabalho. Gastei preciosos minutos tentando achar um ônibus que passasse ali perto, e eu estava muito cansada, tinha caminhado pra caralho, e quando desci do ônibus ainda havia muitas quadras pela frente num calor escaldante, tanto quanto pode ser escaldante em Porto Alegre durante o mês de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, pensando numa porrada de coisas não necessariamente relacionadas entre si, eu me deparo com isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lJFaL8F7e54/TiO8LETnH9I/AAAAAAAAAgI/zdNM8b3uJBw/s1600/Imagem0150.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-lJFaL8F7e54/TiO8LETnH9I/AAAAAAAAAgI/zdNM8b3uJBw/s640/Imagem0150.jpg" width="480" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E, claro, parei e sorri para uma parede preta inanimada enquanto uns poucos carros passavam e eu sentia bolhas em contato com o sapato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei nos últimos dias. Eles têm sido de relativa confusão emocional; o problema real é confrontar emoções, eu, que não sou muito delas. Também têm sido cansativos. Meu trabalho é bastante exaustivo, e veja que o tempo passa rápido. Eu fico preocupada com as pessoas. São poucas, mas nos últimos tempos eu só consigo pensar obsessivamente no bem-estar dessas poucas. E pela primeira vez em muito tempo, com a exceção do &lt;a href="http://formspring.me/poisony3k"&gt;Thi&lt;/a&gt;, tenho a ciência de que &lt;i&gt;alguém me ama&lt;/i&gt;. É novo, é inesperado, e talvez por isso particularmente assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de escrever mais a esse respeito - gostaria de escrever mais de novo. Gostaria de falar sobre como o amor é aquilo que você pensa que os outros destruíram, mas que volta insistentemente, volta e corrói, se espalha, se mistura no ar e no fim se concentra mais do que nitrogênio. Enfim. É estranho que, num momento em que as coisas não parecem fazer sentido, tudo consegue dar a sensação de estar terrivelmente certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4419858164591615856?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4419858164591615856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4419858164591615856&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4419858164591615856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4419858164591615856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/love-is-not-victory-march.html' title='A melhor pichação de todos os tempos'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lJFaL8F7e54/TiO8LETnH9I/AAAAAAAAAgI/zdNM8b3uJBw/s72-c/Imagem0150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6625349427184586006</id><published>2011-07-15T03:14:00.001-03:00</published><updated>2011-07-15T09:43:28.871-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Malfeito feito.</title><content type='html'>Então, cara, essas coisas com despedida que o planeta todo tem e eu ignoro. Vi, na imensa fila pra Harry Potter, sessão da meia-noite e um, muita gente choramingando que não vai ter outro. E sei lá, isso não me afeta nem um pouquinho. Dar tchau pro Harry. Esses dias eu comecei a rascunhar alguma coisa qualquer como um "adeus" a escrever sobre os livros. Mas não é um adeus doído, essa coisa de meu deus, minha vida acabou, são anos que se vão. Não consigo ligar pros anos que se vão. Chorei como não esperei chorar no filme de hoje (o que, a julgar pelos olhares de quem saiu da mesma sessão que eu, mesmo assim foi muito pouco) não porque significava que algo que comecei quando tinha oito anos foi "finalizado" agora, quando tenho dezenove; e sim porque eu tinha acompanhado uma história e me identificado com ela, e finalmente estava vendo que ela terminou bem, tanto quanto possível. Me basta, eu acho. Até porque livro e filme têm aquela coisa maravilhosa: se você quiser mergulhar de novo, é só reabrir, reassistir e reler. Se nem com as pessoas que vão embora eu me importo muito, se até elas, que nunca vão voltar, e se voltassem não seria da mesma maneira, me parecem facilmente desprendíveis, por que eu ficaria arrasada com uma história que sempre vou poder revisitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JeDjvBQ-qy0/Th_aryt5uCI/AAAAAAAAAgE/Te28LEuxdwg/s1600/nonpromopsm135qh8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-JeDjvBQ-qy0/Th_aryt5uCI/AAAAAAAAAgE/Te28LEuxdwg/s400/nonpromopsm135qh8.jpg" width="281" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mesmo depois de muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa bonita da sessão da meia-noite é que quase todo mundo que estava lá, por outro lado, queria dar adeus. Só dava para ouvir umas poucas piadas, aplausos, muitos aplausos, e a gratidão de quase todos os presentes, ensurdecedora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6625349427184586006?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6625349427184586006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6625349427184586006&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6625349427184586006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6625349427184586006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/malfeito-feito.html' title='Malfeito feito.'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JeDjvBQ-qy0/Th_aryt5uCI/AAAAAAAAAgE/Te28LEuxdwg/s72-c/nonpromopsm135qh8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7620703210076347228</id><published>2011-07-05T22:01:00.000-03:00</published><updated>2011-07-05T22:01:06.680-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Os porquês da ausência.</title><content type='html'>Porque há uns meses escrever significa entrar em contato com meus sentimentos e pensamentos. Eu penso o tempo todo em toda sorte de coisa, sempre profundamente, sempre levando tudo muito mais a sério do que o necessário, mas pensar mantém as coisas dentro de mim. Escrever é se libertar. De certa forma, eu deveria escrever mais, porque escrever manda tudo embora. No momento em que verbalizo a intensidade, ela deixa de existir. Não sei se é dom meu, se todos têm isso, ou se conquistei com muitos anos de auto-repressão... sei que escrever sempre foi meu melhor psiquiatra, o mais gentil dos deuses. O problema é que não tenho conseguido comparecer às consultas. Escrever, há meses já, tantos que a abstinência é patente, significa confrontar coisas que eu não quero confrontar. Significa confrontar coisas que me acompanham há quase vinte anos! Como a gente se despede de &lt;i&gt;vinte anos&lt;/i&gt;? Eu me despeço de tanta coisa com a maior frivolidade do mundo, e dessa vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu vou tentar. Se ainda não aprendi a não mentir, não esconder, não desobedecer, não conformar, não ignorar, não cansar, não criar intimidade, que pelo menos eu pare de fugir de mim mesma, porra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7620703210076347228?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7620703210076347228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7620703210076347228&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7620703210076347228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7620703210076347228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/os-porques-da-ausencia.html' title='Os porquês da ausência.'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2106777476476093716</id><published>2011-07-03T04:31:00.000-03:00</published><updated>2011-07-03T04:31:30.258-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Loveology</title><content type='html'>Meu teto atual é sobre como relações humanas são coisas infinitamente mais complexas do que eu podia imaginar quando tinha uns doze anos. Quero dizer: até aí, tudo óbvio. Eu tenho essa mania de ver uma coisa simples e boba e escrever um tratado sobre. Então, eu estava vendo &lt;a href="http://innuendoblues.tumblr.com/post/7183721430#notes"&gt;um gif&lt;/a&gt; sobre alguém ter perguntado ao James McAvoy quantas vezes ele transou com o Michael Fassbender, ao que o James respondia "quatro". E ok, eu ri, mas depois subitamente &lt;i&gt;entendi&lt;/i&gt;&amp;nbsp;— juro que não estava chapada — que, caso não fosse piada, eles poderiam ter feito sexo e sido excelentes amigos e feito um filme juntos, sem qualquer significado além da coisa, só amizade. Aí agora eu estava vendo vídeos de bandas que eu curtia quando mais nova no YouTube e tem essa história da mina do Evanescence com um outro cara que era dessa banda. Aparentemente, eles tinham tido uma relação bem abusiva da parte dele. Ninguém comprava muito essa história porque eles continuaram amigos depois — digo, como você continua amigo, faz uma banda e escreve letras sobre o seu relacionamento abusivo junto com a pessoa que te abusou? No clipe de Going Under, onde todos viram monstros, no entanto, no final ele também vira um monstro pra ela, e do nada, subitamente, assim, sem introdução, de repente eu entendi como alguém pode ser amigo, e gostar verdadeiramente, de alguém que o arrasou de certa maneira. O que, claro, é triste pra porra. Eu sempre gostei de escrever sobre relações ambíguas — ambíguo, no caso, é tudo aquilo que não se encaixa perfeitamente nas categorias que conhecemos. Ou seja, penso eu, todos os relacionamentos. Enfim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2106777476476093716?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2106777476476093716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2106777476476093716&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2106777476476093716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2106777476476093716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/07/loveology.html' title='Loveology'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8571742648627622167</id><published>2011-06-28T00:33:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T00:33:57.179-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><title type='text'>Lose you</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não sei lidar, não quero lidar, e mano, qual é mesmo a minha obrigação de lidar? Me deu a súbita realização de algumas coisas sobre a minha vida: &lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; a desconfiança, ainda que um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=N_TbgMUx9OA"&gt;segredo pra sobrevivência&lt;/a&gt;, há de me arruinar; &lt;b&gt;2.&lt;/b&gt; eu nunca, por mais que tente, vou conseguir me encaixar, mas não digo isso de um jeito "sou um floco de neve dos mais especiais" e sim de um jeito que é isso mesmo, eu nunca vou me encaixar ou pertencer às coisas, o que de certa maneira é bonito, de certa maneira é inspirador, mas, mano, que trabalho da porra que dá, e nos leva ao item seguinte; &lt;b&gt;3.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;uma vez um anônimo, e por causa do item 1 eu creio que não era com a melhor das intenções, me provocou no formspring e adicionou que, por causa da minha nobreza de rainha, eu não deveria dar assunto para ele. E eu comecei a pensar nisso recentemente. Esse tal anônimo me deu o melhor conselho que ouvi, não exatamente pela primeira vez, mas de maneira mais enigmática que me intrigou até eu desvendar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8571742648627622167?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8571742648627622167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8571742648627622167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8571742648627622167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8571742648627622167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/06/lose-you.html' title='Lose you'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7448995430710242688</id><published>2011-06-14T01:14:00.001-03:00</published><updated>2011-06-14T01:19:53.912-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Das datas comerciais</title><content type='html'>Um negócio que me fez gostar muito, mas muito, de X-Men First Class é que eu cheguei em casa, tirei os sapatos, troquei de roupa (tenho um tipo de alergia a usar minhas &lt;i&gt;roupas de rua&lt;/i&gt; em casa) e senti uma vontade, não, uma &lt;i&gt;necessidade&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de escrever que há muito não tinha. Quero dizer, a necessidade está sempre lá, como quando você ignora que tem sede; mas cheguei em casa motivada, sim, motivada é a melhor palavra. Recentemente voltei a trabalhar e trabalhar, para mim, significa duas coisas: um, uma quantidade ínfima porém bem-vinda de dinheiro e dois, a volta da Amitriptilina. Amitriptilina, além de diminuir sensivelmente minhas crises de dor de cabeça, me deixa mais apática do que o meu normal — e acreditem, pessoas, a apatia muitas vezes me é automática. E apatia raramente induz produção literária. Tem algum hábito ruim do qual dê para se livrar completamente, por outro lado? Eu &lt;a href="http://feminerds.blogspot.com/"&gt;tenho&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.formspring.me/innuendoblues"&gt;escrito&lt;/a&gt;, verdade, mas fiquei assistindo a uma história trágica de amizade separada por duas visões perigosamente similares de um mesmo tema, e me deu saudade de histórias trágicas e histórias felizes, mas num geral de histórias que não são inteiramente verdadeiras nem inteiramente falsas — o que, pode-se filosofar, é a realidade de todas as histórias que se conta, e ao mesmo tempo me refiro a algo completamente diferente. Eu só sentia saudade de inventar algumas coisas, contar algumas histórias, pensar pelo cérebro de outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo foi aniversário do Thiago. O amor é mesmo um &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=6fZRssq7UlM"&gt;pássaro rebelde&lt;/a&gt;. Não me impressiono mais com os meses e anos passarem — seis é muito quando você não fez vinte ainda — e eu continuar a sorrir inconscientemente ao ver algo que ele gosta ou mesmo lembrar do rosto dele. Não me impressiono mais, e paradoxalmente isso é algo positivo para mim; veja, eu geralmente me entendio, me irrito, me enojo, perco o interesse, e essas coisas fatalmente me arruínam porque me desacostumam à continuidade. No entanto... no entanto hoje ele saiu sem celular e demorou mais pra voltar (teoricamente ele teria saído à uma e voltaria lá pelas sete) e eu fiquei muito tensa de preocupação. Não com preocupação de que ele estava catando geral, pelo amor, que preguiça desse tipo de coisa. Mas preocupação com ele, se ele estava bem; podia estar em qualquer lugar fazendo qualquer coisa, desde que estivesse bem. Essas coisas. Tem uma pergunta no meu formspring que está mofando há meses que é para descrever o Thiago e o que me atrai nele. Sempre encontro dificuldade nisso porque, por mais que eu seja bastante prolixa quanto a todas as coisas, ele me trava, sempre me travou. Ele me dá um silêncio de que sempre precisei; uma coisa meio silêncio de tranquilidade e conforto. Ao longo dos últimos anos tive bastantes relações íntimas e de certa forma fundamentais para meu caráter, mas todas ansiosas, tensas, incômodas, de que algum momento eu precisei me afastar porque senão poderia nem sei o quê. E o Thiago nunca é cansativo, nunca me dá nojinho, nunca me faz qualquer coisa que não feliz e apaixonada. É estranho que eu geralmente tenha muito a falar sobre tristeza, ansiedade, dor, ódio e raiva mas só consiga me referir a amor de um jeito meio distante, quando ele é tão presente e motivador. É isso. Eu ouço a voz dele todos os dias, a risada dele todos os dias, sei de cor absolutamente todas as reações e manias dele, e não apenas acordo no dia seguinte feliz por tudo isso como verdadeiramente em paz e livre — coisa que só consigo também escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz aniversário, amor. Continua me enchendo o saco sobre estar velho até os duzentos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IxamzXDMuoI/TfbgrO5vgdI/AAAAAAAAAeo/EVS6uiie2s8/s1600/DSC01130.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://1.bp.blogspot.com/-IxamzXDMuoI/TfbgrO5vgdI/AAAAAAAAAeo/EVS6uiie2s8/s400/DSC01130.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ez3vZu0dBPQ"&gt;Road 26&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7448995430710242688?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7448995430710242688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7448995430710242688&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7448995430710242688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7448995430710242688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/06/das-datas-comerciais.html' title='Das datas comerciais'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IxamzXDMuoI/TfbgrO5vgdI/AAAAAAAAAeo/EVS6uiie2s8/s72-c/DSC01130.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2439884092255403298</id><published>2011-05-10T04:15:00.000-03:00</published><updated>2011-05-10T04:15:39.305-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Do que eu guardei pra mim.</title><content type='html'>Enquanto eu estava a uns metros de distância, controlando cada poro do meu corpo pra não estourar uma centena de verdades — eu não gosto dessa coisa de &lt;i&gt;soltar verdades&lt;/i&gt;&amp;nbsp;porque isso invariavelmente vem acompanhado de arrogância e indelicadeza desnecessárias para a minha vida —, entreouvi a frase &lt;i&gt;às vezes ela é grossa comigo, mas eu agüento porque é o jeito dela&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava lavando a louça. Diminuí o fluxo da torneira e deixei a água morna escorrer. No verão a água da torneira é insuportavelmente quente. Fiquei encarando a pia e deixando que as palavras ecoassem. Não era um comentário que me surpreendesse; já aprendi que as pessoas vêem as coisas completamente diferente, acontece, às vezes você tenta ser o cara mais legal do mundo e todos te acham um completo filho da puta cuja sorte de morrer seria muito benevolente, essas coisas. Fiquei pensando na ironia de que havia saído de perto justamente para não &lt;i&gt;falar as coisas que eu estava guardando&lt;/i&gt;. Fiquei pensando em como as coisas podem ser mal interpretadas. Como havia dias em que, para não atingir o ponto da violência, eu me isolava para não partilhar essas coisas. Fiquei pensando em como isso não adianta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí me parece que a solução mais inteligente, a análise acertada do momento, seria expor meus sentimentos para melhor lidar com eles. O que eu fiz, naturalmente, foi o exato oposto; suspirei, guardei minhas opiniões para mim mesma e pessoas mais íntimas e propensas a dar opiniões neutras, tranquei o blog, confiei ainda menos na maioria dos que me cercam. Eu fiquei pensando hoje, não sei exatamente por qual motivo, por que estava tão irritada naquela semana. Lembrei que tinha a ver com atitudes que me pareceram na época e hoje ainda parecem insensíveis, mimadas, irritadiças — lembrei que não era um bom momento mas que não fui consultada, e lembrei também que sou muito mais passiva do que parece; que é raro que eu defina minha opinião e vontade sinceras, sabendo que isso pode prejudicar outras pessoas; e que as pessoas cagarem pra me prejudicar não é desculpa. Me lembrei das aulas de ótica na escola; os espelhos côncavos e a imagem real e invertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, embora nada disso valha o meu esforço — os pensamentos alheios, mesmo os mais queridos —, se eu me acostumei a mascarar meus sentimentos e fingir que não estão presentes tendo em vista o melhor convívio com as pessoas, não está dando muito certo e é hora de buscar uma nova tática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="text-align: right;"&gt;That monarch is first a woman. This woman is first a monarch.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2439884092255403298?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2439884092255403298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2439884092255403298&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2439884092255403298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2439884092255403298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/05/do-que-eu-guardei-pra-mim.html' title='Do que eu guardei pra mim.'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4217369337353048820</id><published>2011-05-07T21:30:00.000-03:00</published><updated>2011-05-07T21:30:04.226-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><title type='text'>A César</title><content type='html'>Nesse momento está crescendo dentro de mim — espere, o texto está errado. Nesse momento está despertando dentro de mim — melhor — aquele núcleo maciço de raiva, desprezo e desconforto que periodicamente desperta. O que, eu sei, é muito comum. Não gosto de falar sobre meus surtos de irritação extrema como se fossem coisas de um &lt;i&gt;floco de neve muito especial&lt;/i&gt;. O que me lembra de uma situação engraçada: conversando com a Noemi, a psicóloga que não vejo tem muito tempo, comentei qualquer coisa a respeito de sempre ter me sentido deslocada, mas que imaginava que esse era o sentimento mais comum do mundo; ao que ela ergueu as sobrancelhas e disse "Não na minha experiência". De qualquer maneira — hoje eu acordei impaciente e ácida, como por vezes acordo, e com uma rebeldia desnecessária. Desnecessária é, claro, discutível, mas nesses dias as coisas pequenas me consomem aos pouquinhos e não tarda a chegar o momento em que eu preciso ficar isolada de todo mundo, senão o perigo é grande e iminente. Meu pai ligou e eu disse que estava ocupada e não podia falar com ele. Sempre me ocorre (vestígio de doença) que é bem num dia assim que ele vai morrer, num dia que eu acabar ignorando a ligação. A idéia, no entanto, de falar com mais alguém hoje estava me parecendo uma violência contra mim mesma. Sei que, por causa de momentos similares, em que ou eu me retirava do contato humano ou eu faria todos pararem de desejar ter qualquer contato comigo, acabei perdendo a simpatia de pessoas em outras situações queridas e amáveis; digo amáveis no sentido de que eu &lt;i&gt;poderia&lt;/i&gt; até amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu vou fazer, no entanto, é tentar ser o mais doce possível com quem mais tentar falar comigo e controlar o desejo de morte imediata. Porque, e isso tem se mostrado cada vez mais evidente, "que seja doce" nasce de uma iniciativa que eu tenho que tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de conseguir sentir alguma espécie de &lt;i&gt;solidão&lt;/i&gt; — talvez assim meu amor pelas pessoas não se manifestasse só em arroubos de remorso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4217369337353048820?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4217369337353048820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4217369337353048820&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4217369337353048820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4217369337353048820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/05/cesar.html' title='A César'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8499712754246422407</id><published>2011-04-28T21:11:00.000-03:00</published><updated>2011-04-28T21:11:12.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Mahatma</title><content type='html'>Ontem eu estava me lembrando (sempre me lembro das coisas em conta-gotas) de uma professora que eu adorava no ensino médio. Ela era sarcástica e divertida, e no meu conceito da época uma boa professora de modo geral, que se importava com os alunos e realmente gostava do assunto que lecionava, que por sinal era literatura.&amp;nbsp;Foi ontem que eu percebi, com alguns anos de atraso, que a mulher era uma &lt;i&gt;escrota do caralho&lt;/i&gt;.De uma colega minha ter transtorno de ansiedade e laudo do psiquiatra sugerindo que professores não a fizessem se apresentar em público e a professora em questão dizer que "era besteira e ela tinha que resolver isso" (à época, eu não tinha muita noção também e achava que, apesar de a menina não dever ser forçada, poderia tentar fazer algo que compensasse essa parte). De, depois de eu chegar atrasada, molhada da chuva e suja de barro, me dizer que eu "deveria acordar mais cedo" para chegar à aula, mesmo que houvesse uma construção enorme na avenida próxima à minha casa e todos os dias eu ficar uma hora e meia dentro do ônibus parado, querendo completar um trajeto de 15 minutos. De ser ignorante em muitas maneiras, ríspida, arrogante, insensível com os alunos, indiferente a quem ela podia ter ajudado naqueles anos. O que eu lembrei hoje, pensando no que escrever a respeito, porque é que uma vez durante a aula dela meus colegas a interromperam tantas vezes, e a humilharam tantas vezes, que ela fez sinal para todos saíram cerca de vinte minutos mais cedo. E ela desceu pra sala dos professores. Não sei exatamente o que se passou na minha cabeça, mas esperei uns minutos, fui atrás dela e ela estava contendo o choro. Abracei e disse que era normal, as pessoas são idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa de acontecimentos recentes e antigos, alguns que fundamentaram as minhas razões pra fechar o blog, o twitter e querer cada vez menos contato com a humanidade, eu fiquei pensando nessa mulher e vendo o quanto posso me identificar com ela. Mas o quanto, principalmente, eu não &lt;i&gt;quero&lt;/i&gt;. Eu não quero ser a escrota insensível — como já fui, como tento não ser, e continuo sendo tratada como se fosse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8499712754246422407?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8499712754246422407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8499712754246422407&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8499712754246422407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8499712754246422407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/04/mahatma.html' title='Mahatma'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8025743554653847089</id><published>2011-04-16T01:50:00.001-03:00</published><updated>2011-04-16T01:51:36.529-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><title type='text'>The Vicious Cabaret</title><content type='html'>Nas últimas semanas o assunto mais recorrente no nosso país teve a ver com homofobia. Na realidade, o assunto em si foi homofobia — mas foi habilidosamente desviado dele por pessoas que ou são muito ingênuas, ou têm a mente hermética. Caso é que a frase que mais ouvi, contando aqui suas muitas variações, foi a seguinte: “&lt;b&gt;Que direitos mais vocês querem?&lt;/b&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu reservo pra esse espaço apenas sentimentos que estão me sufocando de alguma maneira — e, despreparada que sou para lidar com meus próprios sentimentos, não custa muito para que qualquer um mais intenso já faça isso. Esse é um dos casos. Eu vejo pessoas de boas intenções, pessoas centradas em suas próprias vidas e em seus pequenos problemas, pessoas que acham que o maior problema do dia foi o troco errado que recebeu no ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra muita gente que eu conheço, o maior problema do dia é que você pode morrer se fizer algo errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma constatação vista como dramática... afinal, morrer por fazer algo errado faz parte da realidade de quantos de nós? Muito poucos, e alguns sequer estão cientes disso. Mas trata-se inquestionavelmente de um fato. Há pessoas, pessoas como esses nobres guerreiros pela Liberdade de Expressão, pela qual pegariam em armas, pessoas que respiram e vivem e pensam e sentem — e que mesmo se não pensassem ou sentissem seriam iguais a você — que diariamente precisam se preocupar com &lt;i&gt;o quanto de seu interior estão mostrando&lt;/i&gt;. Você consegue imaginar uma vida em que ser 100% natural é um risco constante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu vejo seres humanos raivosos, seres humanos cansados, seres humanos que sempre acham que estão numa situação tão terrivelmente pior que as dos outros que a simples comparação é uma ofensa. E eles estão perguntando que é que essa gente, essas pessoas que têm seu direito mais básico negado — a chance de serem aceitas, normais, e poder agir como bem entenderem sem temer uma represália violenta e que não tarda a vir —, que é que essa gente &lt;i&gt;quer mais&lt;/i&gt;. Como se fosse o suficiente. Como se um mundo onde um cara se sente no direito de me perseguir e outro se sinta confortável o bastante para ficar durante 30 minutos insistindo pela atenção que prontamente me neguei a dar fosse o máximo que eu mereço. Como se um mundo onde expressar a minha sexualidade será visto como necessidade de atenção, um mundo onde amigos meus não podem dar as mãos para seus namorados ou namoradas em público, um mundo onde algumas pessoas precisam esconder um detalhe corriqueiro como o nome de quem amam, um mundo onde você tem que aceitar um nome que detesta, um mundo onde algumas pessoas têm a cor de sua pele associada a defeitos, enfim — como se esse mundo repugnante, inóspito e resumidamente revoltante fosse mais do que o bastante. Satisfatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo do dia essa raiva silenciosa foi se assomando dentro de mim e eu vou admitir que não consigo compreender como é possível que pessoas, quero frisar, pessoas como as outras, pessoas tão parecidas apesar de carregarem em si as noções mais asquerosas, possam não enxergar o mundo além dos limites de suas próprias vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Hate was all I knew, it built my world, it imprisoned me, taught me how to eat, how to drink, how to breathe. I thought I'd die with all my hate in my veins. But then something happened. It happened to me... just as it happened to you.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WHeXrpuztVc/TakeyHSx_GI/AAAAAAAAAds/E-i9cx5W09M/s1600/tumblr_l2jkairAPd1qbmv77o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-WHeXrpuztVc/TakeyHSx_GI/AAAAAAAAAds/E-i9cx5W09M/s1600/tumblr_l2jkairAPd1qbmv77o1_500_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8025743554653847089?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8025743554653847089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8025743554653847089&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8025743554653847089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8025743554653847089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/04/vicious-cabaret.html' title='The Vicious Cabaret'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WHeXrpuztVc/TakeyHSx_GI/AAAAAAAAAds/E-i9cx5W09M/s72-c/tumblr_l2jkairAPd1qbmv77o1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3682907082102144641</id><published>2011-04-11T22:32:00.003-03:00</published><updated>2011-04-11T22:37:56.071-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Les dernières paroles de Marie Antoinette</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Monsieur, je vous demande pardon, je ne l'ai pas fait exprès.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Acho que minha predileção por rainhas mortas vem da junção de pequenos fatos simples: primeiro porque rainha, em termos literários, é uma definição muito ampla e compreende mulheres de algum poder e notoriedade que tiveram uma história minimamente interessante; e segundo porque me parece muito — odeio ter que definir assim — poético que as coisas tenham se dado como se deram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu tenho me repetido e falado muito para mim mesma; tanto que, ultimamente, me parece inútil apertar o botão de publicar postagem. O caso é que tenho analisado muito as coisas. Quando a Maria Antonieta estava se encaminhando para a guilhotina diz-se que esbarrou no carrasco e pediu desculpas, o que seriam suas últimas palavras. Ela foi culpada pelo estado da França pré-Revolução. E, de algum jeito irônico e engraçado, a última coisa que ela disse em vida foi um pedido até meio exagerado de desculpas para o cara que estava lá para fazer que uma lâmina bem comprida, afiada e pesada cortasse o pescoço dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu estava pensando, e o caso é, me repetirei, que tenho pensado muito em um monte de coisas — em histórias reais e antigas e em gente. Eu olho pras pessoas mais queridas, mais amadas, e só penso nelas em graus matemáticos e com definições exatas. Acho que também é uma coisa irônica e engraçada, que eu fale tanto em amor e o propague e o tatue e o insinue e o chantageie e o rejeite e, no entanto, tenha uma capacidade muito limitada — anterior a esses meses atuais em que estou mergulhada num poço do mais profundo desinteresse no universo, que me retribui com uma justa indiferença — de de fato experimentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KWNeEmO_M0M/TaOq0N999bI/AAAAAAAAAdo/2jxg1r8Wx9A/s1600/marie_antoinette_screen2_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/-KWNeEmO_M0M/TaOq0N999bI/AAAAAAAAAdo/2jxg1r8Wx9A/s400/marie_antoinette_screen2_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;Eu sei que o que está faltando é uma dose cavalar de disciplina, vergonha na cara e talvez uma repaginação em toda a minha personalidade, mas vou fazer tudo isso à minha maneira.&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="text-align: right;"&gt;La mort de la reine fut un crime pire qui le régicide.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;Napoleão Bonaparte&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3682907082102144641?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3682907082102144641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3682907082102144641&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3682907082102144641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3682907082102144641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/04/les-dernieres-paroles-de-marie.html' title='Les dernières paroles de Marie Antoinette'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KWNeEmO_M0M/TaOq0N999bI/AAAAAAAAAdo/2jxg1r8Wx9A/s72-c/marie_antoinette_screen2_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3915566977455680169</id><published>2011-04-05T18:55:00.001-03:00</published><updated>2011-04-05T22:46:27.005-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>6</title><content type='html'>Quando eu era mais nova, em todos os blogs havia, em algum momento, aquele post sobre algum artista que tinha ajudado a pessoa. Quase sempre Smiths ou Nirvana. Hoje não vejo mais posts assim — talvez porque haja tantos para serem ouvidos, ou talvez porque escrever já é uma coisa que ajuda em si, não sei. Sei que acabei nunca escrevendo muito sobre pessoas que, onde quer que estivessem no planeta, qualquer que fosse a nossa diferença de idade, mesmo quando não nos parecíamos, acabaram por me ajudar simplesmente por sentarem e dizerem: chega dessa merda! E explicarem que merda era essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o Kurt Cobain surgiu na minha vida numa época que hoje tento conscientemente esquecer. Eu tinha uns nove ou dez anos. Estava sozinha. Não tinha amigos, tinha problemas com os professores, passava pouco tempo em casa, não gostava de estar em casa — não gostava de estar em lugar algum. Não entendia muito bem as letras, mas encontrava traduções muito mal-feitas e muito difíceis de entender. Por algum motivo, me dava melhor com a voz dele do que a de outras bandas que, pelo contexto, deveriam ter me ajudado mais. Não faço idéia de por que essa me marcou mais profundamente. Acho que porque todo mês de fevereiro e todo mês de abril eu recebia vários e-mails contando a história de vida do Kurt. Que também havia tido um início pouco promissor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que em algum ano uma amiga &lt;a href="http://svmariano.tumblr.com/"&gt;desse rapaz&lt;/a&gt;&amp;nbsp;comentou que agora odiava Nirvana. Ela tinha sido muito fã desde o início da adolescência. E nós achamos estranho, justamente por isso. Ela dizia que era porque Nirvana estava morto e, portanto, não poderia ir pra frente. Na mesma época, uma conhecida minha me disse a mesma coisa, e ela também tinha gostado de Nirvana nos cinco ou seis anos anteriores. Eu, com o tempo, também parei de ouvir e até passei a ver com um pouco daquela vergonha que a gente adquire com os anos que passam. Mas essa história sempre ficou na minha cabeça; veja, ele estava morto, logo não podia criar, logo não servia de mais nada a ninguém, e estava meramente parado no tempo, e de nada servia a não ser para pré-adolescentes se identificarem durante um curto período e tiozões reclamarem da boa época da música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso não é uma conclusão triste pra caralho — bem, não há essa possibilidade. É bem triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje faz dezessete anos que ele estourou a própria cara com um tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho dezenove. Hoje eu consigo entender tudo que ele cantava sem olhar nenhum site de letras e traduções e hoje consigo interpretá-las melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as coisas estão melhores, como ele jamais me disse que ficariam — mas, de certa forma, acho que eu não precisava que me dissessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZKNRvjX6FTQ/TZuOCCExi1I/AAAAAAAAAdk/ums_1jm8PgY/s1600/tumblr_lj70mybHXt1qfepdu.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZKNRvjX6FTQ/TZuOCCExi1I/AAAAAAAAAdk/ums_1jm8PgY/s1600/tumblr_lj70mybHXt1qfepdu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;But he knows not what it means&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3915566977455680169?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3915566977455680169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3915566977455680169&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3915566977455680169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3915566977455680169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/04/6.html' title='6'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZKNRvjX6FTQ/TZuOCCExi1I/AAAAAAAAAdk/ums_1jm8PgY/s72-c/tumblr_lj70mybHXt1qfepdu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8845578330874944233</id><published>2011-03-27T22:53:00.001-03:00</published><updated>2011-03-27T22:54:35.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Memento Mori</title><content type='html'>Eu ia escrever um texto sobre o ciclo da amizade — conhecido que vira amigo que vira um grande amigo que vira o melhor amigo de quem você se afasta e cujo contato se perde até ele se tornar um conhecido que vira amigo e você sabe o resto. Mas indiretamente já escrevi tanto sobre isso... e o texto não fluía, apesar de duas músicas estarem se conversando na minha frente a respeito dele. O que eu pensei, depois de algumas horas debruçada sobre meus cotovelos, é que talvez texto nenhum viesse porque eu não devo mais falar ou pensar a esse respeito. Talvez porque esteja na hora de me debruçar sobre os meus cotovelos e ouvir o que há para ser dito. Perguntar a todas as pessoas que seguiram esse ciclo comigo: como foi para você? E ouvi-las. O caso é que elas se foram, todas. Há algumas pendendo para os estágios mais trágicos desse ciclo há algum tempo. Eu poderia perguntar a elas: como está sendo essa separação tão lenta que nem parece que acontece? Me lembro daquelas pinturas em que as cores mudavam tão devagar que você não conseguia apontar: aqui é azul, aqui é roxo, aqui é vermelho. E pôres-do-sol, que também são assim. O curioso é que de nenhuma janela da minha casa dá para ver o sol nascendo nem se pondo. Só quando ele está se dirigindo ao topo, ao meio-dia. Enfim. Eu poderia perguntar a elas, mas não vou porque elas também estão agonizando na minha vida, sumindo aos pouquinhos, essa frescura toda das cores, você sabe. Porque tenho uma problemática aversão a intimidade que me impede de juntar forças e pedir espaço para fazer a eulogia desses amores tão queridos e enfraquecidos pela enfermidade longa. Porque penso que meu pânico da rejeição se metamorfoseou num amor excessivo pela solidão - ou talvez o contrário. Uma boa rainha é sempre amada pelo povo, mas e se o povo todo morre da peste mais comum de toda a história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-s57aA8rmdt4/TY_oAq2bcFI/AAAAAAAAAcw/hQzTXcCi7Yk/s1600/tumblr_lin0xd6okj1qh59tko1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-s57aA8rmdt4/TY_oAq2bcFI/AAAAAAAAAcw/hQzTXcCi7Yk/s1600/tumblr_lin0xd6okj1qh59tko1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;En ma fin gît mon commencement.&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;Maria da Escócia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8845578330874944233?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8845578330874944233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8845578330874944233&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8845578330874944233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8845578330874944233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/03/memento-mori.html' title='Memento Mori'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-s57aA8rmdt4/TY_oAq2bcFI/AAAAAAAAAcw/hQzTXcCi7Yk/s72-c/tumblr_lin0xd6okj1qh59tko1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8991342207634448915</id><published>2011-03-18T02:44:00.001-03:00</published><updated>2011-03-18T02:46:34.928-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>#3.18</title><content type='html'>Uma coisa fantástica sobre o cigarro é o gosto que ele deixa não na boca, mas nos dedos. Eu gosto como o cheiro não apenas fica como atravessa a epiderme e se instala lá, só entre os dedos, sem se espalhar. Aquela coisa meio memória olfativa. Eu sei que muita gente romanceia fumar e cigarros, mas a maioria nunca botou um papel na boca, que dirá um papel que filtra uma quantidade assustadora de nicotina, alcatrão e quatro mil e setecentas substâncias tóxicas. Toda vez que boto um desses na boca me vem tanta coisa à cabeça; primeiro preciso me interromper para comentar que é fascinante que me venha sempre tanta coisa à cabeça até hoje, e não é que eu seja assim uma grande fumante, mas não é também como se eu só tivesse fumado três na vida; digo isso porque geralmente as coisas me tomam e me chocam e me violam e desaparecem - como se jamais estivessem lá. Nisso também pode haver um mecanismo de auto-defesa; sim, eu estou muito inclinada a crer que meu cérebro criou essa cortina, cortina essa que reparei existir lá pelos onze ou doze anos, uma época dolorosa e solitária, mas enfim, que meu cérebro criou esse mecanismo para me proteger. O que me pergunto é como ele não me protege de mim mesma - da minha inconstância, do meu auto-ódio, da minha raiva. Mas enfim. Toda vez que fumo me vem à cabeça muita coisa: minha mãe e sua possível reação, o gosto do cigarro, o fato de que ele pode me matar, e que morrer, embora uns anos atrás parecesse uma grande idéia, hoje representa anos de amor que perderei e uma possível dor para pessoas queridas. Morrer não me assusta exatamente, penso. Morrer me parece algo natural e ao mesmo tempo meio piada de mau gosto. Mas não sei. Acho que sou mais indiferente do que seria saudável, e me pergunto se isso também é mecanismo de defesa. Seguidamente eu perco pessoas que creio terem se ido para sempre e, para todos os efeitos, estão mortas para mim, e fico triste por talvez um dia, dois, mas não penso muito sobre isso, e depois esqueço completamente. Se eu morresse, lamentaria mesmo todo o amor que poderia continuar vivendo; talvez até toda a merda que eu continuaria encarando. Bem, creio que isso decide que não quero morrer. Que não quero morrer cedo. Mas um cigarro, sabe? Uma folha branca e inocente. Sou exageradamente preocupada com possíveis conseqüências, mas abro ocasionais exceções - cigarro, dormir de vez em quando. Minha reação a dormir é, juro, como se estivesse sendo levada para testemunhar algo simplesmente horrível. Eu tenho muitos pesadelos e associo a isso. Mas eu acordo com os músculos doloridos e esticados e a sensação de que passei as últimas oito horas encarando um filme muito ruim na cadeira mais desconfortável de todo o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-9A0q65boDPI/TYLxpNTJ_oI/AAAAAAAAAcY/sjmB3xbyw-E/s1600/tumblr_lfk4v9CeS41qza3tao1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh4.googleusercontent.com/-9A0q65boDPI/TYLxpNTJ_oI/AAAAAAAAAcY/sjmB3xbyw-E/s1600/tumblr_lfk4v9CeS41qza3tao1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;this joke just isn't funny anymore.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8991342207634448915?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8991342207634448915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8991342207634448915&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8991342207634448915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8991342207634448915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/03/318.html' title='#3.18'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-9A0q65boDPI/TYLxpNTJ_oI/AAAAAAAAAcY/sjmB3xbyw-E/s72-c/tumblr_lfk4v9CeS41qza3tao1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7401438491468657685</id><published>2011-03-15T22:20:00.000-03:00</published><updated>2011-03-15T22:20:54.175-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><title type='text'>Last dance</title><content type='html'>Hoje os contatos do meu teclado estão problemáticos. Limpei algumas vezes, mas me parece irreversível. Fiquei relendo uns posts antigos e pensando no que isso aqui já me trouxe. Estou com dores aleatórias pelo corpo e coisas também aleatórias vêm acontecendo. Escrever com o teclado virtual me deixa mais lenta e portanto reflexiva; fico ansiosa por despejar mais e mais em letras e construções confusas, mas demora e preciso refrear tudo que há para dizer, coisas que já estão refreadas pela minha enorme e patológica indiferença. Aquela que me faz obcecar por orgulho ou curiosidade; como se eu me debruçasse numa crisálida e examinasse sua estrutura, tamanho e idade, e não reparasse na larva viva que está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que sempre gosto ao ler o trabalho de alguém é sanar pequenas curiosidades que me ocorrem conforme leio. Quando a gente acha aquelas pequenas explicações que nos fazem entender o que há por trás de tudo aquilo. Isso não tem sido possível no que escrevo porque retornei, grande surpresa, ao estágio inicial deste blog; quando tudo era tão irrelevante e feio e baixo para ser exposto. Não pelos mesmos motivos, naturalmente; hoje estou bem mais segura e ciente do que quando comecei a postar aqui. Se antes eu queria alguma coisa fixa, agora eu entendo que estabilidade simplesmente não é um privilégio que me caiba. Não adianta, sabe? O que me é fixo são poucos amores, música, escrita e a inadequação - de resto, as coisas todas murcham, eu perco o interesse, o amor, tudo. Eu acho que acho bom porque de maneira paradoxal a inconstância me dá continuidade. E, também, o que eu faria se não gostasse?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7401438491468657685?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7401438491468657685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7401438491468657685&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7401438491468657685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7401438491468657685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/03/last-dance.html' title='Last dance'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2009365431974697006</id><published>2011-03-03T20:28:00.002-03:00</published><updated>2011-03-03T20:33:44.680-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>A estrada da Virginia</title><content type='html'>&lt;a href="http://memorabiliadatabase.blogspot.com/2011/03/estrada-da-praia.html"&gt;Meu amor&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje no ônibus subiu uma moça tão cansada que se sentou ao lado do motorista mesmo, botou os cotovelos sobre os joelhos e a cabeça sobre as mãos e anunciou assim pro cobrador: tô tão morta que não consigo nem andar. Eu também estava meio cansada, com dor de garganta e metade de um verso dos Racionais — com raiva por dentro. Olhei pra ela e fiquei pensando: &lt;i&gt;isso também passa&lt;/i&gt;. E deixei o devaneio seguir um curso, já que o veículo onde estávamos não podia seguir nada. Fiquei pensando que isso também passa, como tantas coisas já passaram por mim; algumas tão rápidas e violentas que — mas deixa. Já passaram por mim pessoas queridas que se foram muito mais rápido do que eu podia prever e, pior de tudo, antes de elas se irem meu amor por elas se diluiu; que nem café em água demais. O amor, que sempre me foi tão caro. A gente descobre cedo que as coisas morrem. E que outras vêm. Isso também há de passar: e há de voltar, porque você sabe dessa coisa cíclica que a gente vive. O meu amor mais profundo e santificado foi embora de mim em pequenas etapas: perdi melhores amigos, me afastei de melhores companhias, vi morrer melhores pessoas; desejei que caíssem sobre elas toda sorte de praga e tudo o que pode derivar do ódio; esqueci de tudo que eu havia sentido, e me perguntei depois se havia de fato, pois como pode ser tão forte algo que esqueci sem querer?; depois os mares bravios se acalmaram. As coisas boas todas murcham e apodrecem e se decompõem e não servem nem pra adubo; mas as ruins, ah, elas também hão de seguir seu ciclo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-6fGTjuZbdP0/TXAiwnyn7xI/AAAAAAAAAb4/VXP_EgqgqRc/s1600/20080430125005.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh6.googleusercontent.com/-6fGTjuZbdP0/TXAiwnyn7xI/AAAAAAAAAb4/VXP_EgqgqRc/s1600/20080430125005.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;But as always the thing that he loves&lt;br /&gt;He will change from her&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2009365431974697006?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2009365431974697006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2009365431974697006&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2009365431974697006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2009365431974697006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/03/estrada-da-virginia.html' title='A estrada da Virginia'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-6fGTjuZbdP0/TXAiwnyn7xI/AAAAAAAAAb4/VXP_EgqgqRc/s72-c/20080430125005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8899192975917375382</id><published>2011-02-27T19:23:00.001-03:00</published><updated>2011-02-27T19:28:08.793-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Intersecção</title><content type='html'>Eu estava subindo aquela rua que sai da Osvaldo e dá na Vasco da Gama quando entreouvi um diálogo entre alguém que parecia ser da minha idade e do sexo masculino com uma pessoa que não pude identificar ou definir. A velocidade de suas vozes era similar à minha, e costumo andar rápido. Sei que ouvi o que me pareceu ser o início e o fim da conversa, e que ela me seguiu desde que dobrei a primeira esquina até o momento em que dobrei a última e atravessei a avenida larga. Era mais ou menos assim: “Não é nada pessoal”, ia a voz indiscernível, “é que tu não faz muito - ai, como é que eu vou dizer”, e nessa altura deduzi que seu interlocutor tivesse olhado para ela de algum jeito assim meio doloroso, “não é nada pessoal mesmo, é que a gente não tem muito a ver nesse sentido”. O engraçado é que a música nos meus fones estava tão alta quanto possível, mas era como se o diálogo se desse através do meu celular, de tão perto que estava. Não quis dar sinais de que podia compreender o que diziam, então não virei a cabeça. Talvez por isso o cara tenha respondido: “Por que a gente não tem muito a ver? E o que raios isso quer dizer?”. Já vou contar o final: no final eu viro a cabeça, esperando o sinal abrir para atravessar a rua, e não vejo ninguém. Aquela rua que sai da Osvaldo e dá na Vasco da Gama está deserta e ninguém passou por ela a não ser eu. O som da conversa não saía dos meus fones, nem do meu celular, nem da minha imaginação; ele saía de algum lugar também indiscernível mas definitivamente real. Talvez não para mim, porque eles discutiam amor; nas frases seguintes pude compreender o que suas palavras queriam dizer: “É que eu gosto de ti, claro que gosto, só que não desse jeito”, e o silêncio seguinte, sei decifrar alguns silêncios, significava uma pergunta muda sobre quantos jeitos há de gostar de alguém, e por que há abismos intransponíveis entre eles. Me pareceu, no entanto, que a voz da pessoa que estava rejeitando era muito sincera e de boas intenções; qualidades que, sabemos todos, povoam o inferno inteiro.“Eu não posso fazer nada, mas o que tu quer que eu faça?”, perguntou a voz solícita e preocupada, subitamente masculina, grave, e se eu pudesse atribuir a uma cor diria sem dúvida nem medo de errar um verde escuro meio qualquer adjetivo que se relacione a insetos; sim, ao grupo dos invertebrados coloridos e meio sombrios, eu me atreveria a filosofar. “Bem”, ele respondeu lentamente, o som dos passos que não estavam lá mais alto e distante, “que tu me amasse, eu acho”. A&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AhxfIr02yXE"&gt; &lt;/a&gt;música&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AhxfIr02yXE"&gt; &lt;/a&gt;daquela&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AhxfIr02yXE"&gt; &lt;/a&gt;conversa&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AhxfIr02yXE"&gt; &lt;/a&gt;ficou na minha cabeça por meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-8zOSpyTJetA/TWrNqZNb4GI/AAAAAAAAAb0/gP_gVcjOm1U/s1600/loss2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="https://lh3.googleusercontent.com/-8zOSpyTJetA/TWrNqZNb4GI/AAAAAAAAAb0/gP_gVcjOm1U/s1600/loss2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8899192975917375382?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8899192975917375382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8899192975917375382&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8899192975917375382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8899192975917375382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/02/interseccao.html' title='Intersecção'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-8zOSpyTJetA/TWrNqZNb4GI/AAAAAAAAAb0/gP_gVcjOm1U/s72-c/loss2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2392594635303199859</id><published>2011-02-22T02:06:00.000-03:00</published><updated>2011-02-22T02:06:16.444-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Amar e ser livre</title><content type='html'>&lt;i&gt;Para Larissa.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando em como a gente enlouqueceria se soubesse que as coisas seriam mais limpas e fáceis numa vida selvagem. Se a gente descobrisse que nossos cabelos seriam melhores sem xampu e condicionador, que comer coisa crua nos daria mais energia, etc. Se a gente descobrisse que toda essa bolha social é infundada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A impressão que eu tenho às vezes é que sei que tudo isso é uma representação desnecessária; que os cenários são mal-feitos e que as cortinas, se a gente olhar com atenção, estão rasgadas, pedaços puídos. Que eu sei que quase nada do que nos preocupa e nos extenua e nos faz arranhar a pele até arrancar pêlos manchados de sangue realmente importa, e que seríamos mais felizes sem isso. Que, vamos pensar com calma e atenção, a raiva e o tédio e o ódio alheios não deveriam nos afetar; que ninguém sentiria isso se não houvesse uma construção blindada com luzes inebriantes dizendo que tudo isso deve ser sentido. Que eu não nasci para pertencer e lidar com nada disso; que nessa bolha de ar profuso eu me torno anaeróbica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de ter essa impressão é que ela não faz a menor diferença, e que cabeças vão continuar sendo cortadas e que mais dia, menos dia, talvez agora mesmo, a minha será a próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos dá uma certa esperança, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yNGgCqSJAPU/TWND55ky7fI/AAAAAAAAAbw/kc3wBF3CwRc/s1600/tumblr_lgf6z1CxWr1qbrimro1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-yNGgCqSJAPU/TWND55ky7fI/AAAAAAAAAbw/kc3wBF3CwRc/s1600/tumblr_lgf6z1CxWr1qbrimro1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/regina-spektor/378399/"&gt;x&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2392594635303199859?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2392594635303199859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2392594635303199859&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2392594635303199859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2392594635303199859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/02/amar-e-ser-livre.html' title='Amar e ser livre'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yNGgCqSJAPU/TWND55ky7fI/AAAAAAAAAbw/kc3wBF3CwRc/s72-c/tumblr_lgf6z1CxWr1qbrimro1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-407265214122056091</id><published>2011-02-18T14:57:00.000-03:00</published><updated>2011-02-18T14:57:59.865-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>MMXI</title><content type='html'>Existem muitos tipos de liberdade. Atualmente, a que eu mais quero é a liberdade de uma vida só de amor — sem ódio, sem ressentimento, sem necessidade de pôr abaixo, de fazer doer. Veja, raiva e ódio motivaram muita coisa na minha vida, pró e contra mim, na minha direção e contra o vento, partindo de mim e partindo de outros e, se a gente pensar, não há necessidade alguma de ódio — de julgamento, de irritação, de cochichos nas costas, de mensagens anônimas ferinas, de desprezo. Não é, absolutamente, necessário. Não é, absolutamente, bonito, beleza não combina com raiva, beleza não se encaixa em ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, a primeira atitude alheia quando você tira de si que quer uma vida de amor e apenas isso, sem nada de ruim enquanto não for inescapável, é te direcionar raiva e acusação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-z9WJ6ZydSQ4/TV6y0l3cG-I/AAAAAAAAAbo/7JcxtznYhA8/s1600/tumblr_lgc4liar5u1qeo5wvo1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-z9WJ6ZydSQ4/TV6y0l3cG-I/AAAAAAAAAbo/7JcxtznYhA8/s1600/tumblr_lgc4liar5u1qeo5wvo1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-407265214122056091?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/407265214122056091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=407265214122056091&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/407265214122056091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/407265214122056091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/02/mmxi.html' title='MMXI'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-z9WJ6ZydSQ4/TV6y0l3cG-I/AAAAAAAAAbo/7JcxtznYhA8/s72-c/tumblr_lgc4liar5u1qeo5wvo1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5933541697554145081</id><published>2011-02-14T03:27:00.001-03:00</published><updated>2011-02-14T04:07:50.833-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Uma caverna dentro da casa dos espelhos do parque abandonado da piada mortal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eu sou a Completa Falta de Surpresa de Joe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UnAjxOI4l-E/TVjG1e2NkgI/AAAAAAAAAbk/w6O_1G79Mdo/s1600/20090218195903.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-UnAjxOI4l-E/TVjG1e2NkgI/AAAAAAAAAbk/w6O_1G79Mdo/s1600/20090218195903.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para a mais extrema dificuldade de adaptação, eu sou o Coração Intacto de Joe. Uma das coisas que mais abalam Joe — e a mãe de Joe e, Joe supõe, a humanidade como um todo — é que ele sofre com descargas constantes de insensibilidade e ódio, sem que as outras pessoas olhem e pensem: ah, espere, trata-se de um ser humano. Eu acho que Joe, a mãe de Joe e, supomos, a humanidade como um todo têm sua razão. O problema de Joe, provavelmente o maior problema de Joe, é que apesar de se tratar de um mamífero seu coração — eu — não tem átrios. Nem ventrículos. O coração de Joe é uma massa vermelha que deixa que o sangue se misture e fique pesado, preto e morto. O coração de Joe tem pouca utilidade na função em que se supõe que ele deva desempenhar. O coração de Joe não deveria estar dentro de Joe nem deveria ter que lidar com Joe e os problemas de Joe: Joe pensa que deseja amor e companhia (posto que os Corações das Outras pessoas desejam), e eu só posso oferecer isso a ele através de uma agulha tão fina que não dá para sentir quando perfura a pele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu sou as Veias Inflamadas de Joe Que Não Vão Sentir Como Você e Serão Abandonadas à Oxidação Por Causa Disso Independente de Qualquer Coisa. Eu sou o Suspiro Impaciente de Joe ante à idéia de que isso tudo é sobre qualquer pessoa que não Joe. Tudo o que está em mim é sobre Joe, orbita em Joe e só pode ser respondido por Joe. Eu sou a Anatomia Completa de Joe que quer principalmente deixar de ser adaptada a uma definição anciã de fisiologia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5933541697554145081?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5933541697554145081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5933541697554145081&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5933541697554145081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5933541697554145081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/02/uma-caverna-dentro-da-casa-dos-espelhos.html' title='Uma caverna dentro da casa dos espelhos do parque abandonado da piada mortal'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UnAjxOI4l-E/TVjG1e2NkgI/AAAAAAAAAbk/w6O_1G79Mdo/s72-c/20090218195903.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6117525704538243842</id><published>2011-02-11T18:25:00.001-03:00</published><updated>2011-02-11T18:28:24.015-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Traição tem gosto de terça-feira</title><content type='html'>Terça-feira subseqüente da segunda-feira, segunda-feira que começa com cheiro de café mal-passado com pressa e muito açúcar, segunda-feira com tremedeira de cafeína e de nicotina e de anorexia. Terça-feira não tem um cheiro próprio nem uma característica separável, aquela que a gente aponta e diz: “isso se parece com terça-feira”, e por isso propriamente é associável à traição; traição que nunca tem cheiro nem gosto nem aspecto de nada, simplesmente porque significa que anos ou meses ou dias ou horas viraram nada: um nada ao mesmo tempo viscoso e adstringente, porque a traição, meus amores, ela gruda na língua, e todas as papilas gustativas, todas elas, percebem o mesmo gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou comigo numa tenra idade porque algumas pessoas já vêm com uma percepção sensível para isso. Eu percebi aos cinco anos quando meus cabelos eram puxados e apontavam para mim entre risadas cruéis. Mas sempre fui uma criança ingênua e cresci na forma de uma mulher ingênua; deixei que as terças-feiras se repetissem em conta-gotas, sempre quando pensei que não tornaria a acontecer. A gente sempre pensa isso, creio. Acontece com todos, mas na maior parte do tempo a gente não diferencia traição, ou pensa que ela só ocorre sexualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WCiD36aBBoY/TVWn1t3p0QI/AAAAAAAAAbc/tsn3C3wz_tQ/s1600/20090626144228.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-WCiD36aBBoY/TVWn1t3p0QI/AAAAAAAAAbc/tsn3C3wz_tQ/s1600/20090626144228.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A traição é real. Ela destrói em proporções reais. Ela causa ódio em dimensões reais. E você continua vendo a rachadura no reflexo do filho da puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, que decerto não será a última, eu não vou esquecer do nome de ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6117525704538243842?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6117525704538243842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6117525704538243842&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6117525704538243842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6117525704538243842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/02/traicao-tem-gosto-de-terca-feira.html' title='Traição tem gosto de terça-feira'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WCiD36aBBoY/TVWn1t3p0QI/AAAAAAAAAbc/tsn3C3wz_tQ/s72-c/20090626144228.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3653689498241224454</id><published>2011-02-07T01:40:00.000-03:00</published><updated>2011-02-07T01:40:08.577-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Tradução do tempo</title><content type='html'>Eu não vou falar do que sou e do que não sou, de comparações bioquímicofísicas sobre o amor e a raiva, da insônia, da não-insônia, do calor que tem feito, da minha paciência recém-descoberta ao ser babá, da dificuldade em manter alguns relacionamentos que não exatamente se desgastaram mas cujo formato e densidade pararam de me atrair ou interessar, da minha apatia, do meu senso de humor tergiversante, dos meus interesses se cruzando numa avenida desordenada sem sinalização nem limite de velocidade, da maldição do tempo que nunca me amaldiçoou ou ameaçou mas se insinua a intervalos circulares, do meu medo que hoje penso mais ter a sinestesia de uma repulsa bem escondida e mal ensaiada, da minha repulsa de fato que me paralisa como amarras não conseguiriam fazer, das minhas convicções apaixonadas que estão pausadas como tantas outras coisas, de todas as outras coisas que me cercam, de pessoas em especial que mereciam contos — pelo bem e pelo mal e por ambos — mas não receberão tão cedo porque elas podem ler e não confio em suas intepretações de texto para permitir que leiam e das verdades que penso melhor que eu nunca descubra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só vou falar que vi vários filmes e li vários livros e sorri muitas vezes e não tenho precisado fazer esforço para manter certa ordem de método no meu espírito: ele tem se mantido suspenso em cordas invisíveis feitas de, me parece, uma lã fina que parece que vai arrebentar e não arrebenta. Eu tenho pensado em mil respostas e revoltas e impaciências ante a toda sorte de impropérios com que me deparo diariamente, e logo em seguida suprimo todas as respostas e revoltas e impaciências e as transformo num motivo para me afastar. Eu tenho me afastado para manter a minha sanidade que, amores, não ocultemos verdades, para manter a minha sanidade que sempre foi um objeto concreto, de acordo com a definição que aprendi no que deve ter sido a sexta série: tudo aquilo que podemos desenhar. E eu posso desenhar minha sanidade concreta, em ruínas e em tons de vermelho e azul e, creio, desespero. Meu espírito é uma bagunça indefinível que eu posso tentar catalogar — e tento, juro que tento — com todos os sistemas biblioeconômicos de que se tem notícia e não vou conseguir. Mas ele tem se mantido. Ele tem se soerguido e se equilibrado. Sem o meu esforço, mas com toda a minha vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que isso baste para não me enlouquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3653689498241224454?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3653689498241224454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3653689498241224454&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3653689498241224454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3653689498241224454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/02/traducao-do-tempo.html' title='Tradução do tempo'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3343081456530696563</id><published>2011-02-06T18:50:00.003-03:00</published><updated>2011-02-06T18:50:42.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><title type='text'>462-0614</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;eu tenho recebido muitas ligações.&lt;br /&gt;são todas parecidas.&lt;br /&gt;"você é charles bukowski,&lt;br /&gt;o escritor?"&lt;br /&gt;"sim", eu digo a eles.&lt;br /&gt;e eles me dizem&lt;br /&gt;que entendem minha&lt;br /&gt;escrita,&lt;br /&gt;e que alguns deles são escritores&lt;br /&gt;ou querem ser escritores&lt;br /&gt;e que têm trabalhos entediantes&lt;br /&gt;e horríveis&lt;br /&gt;e que não conseguem encarar o quarto&lt;br /&gt;o apartamento&lt;br /&gt;as paredes&lt;br /&gt;a noite —&lt;br /&gt;eles querem alguém com quem&lt;br /&gt;falar,&lt;br /&gt;e não conseguem acreditar&lt;br /&gt;que não posso ajudá-los&lt;br /&gt;que não sei quais são as palavras.&lt;br /&gt;eles não acreditam&lt;br /&gt;que eu com freqüência&lt;br /&gt;me enrolo no meu quarto&lt;br /&gt;aperto minhas entranhas&lt;br /&gt;e digo&lt;br /&gt;"jesus jesus jesus, não&lt;br /&gt;de novo!"&lt;br /&gt;eles não acreditam&lt;br /&gt;que as pessoas sem amor&lt;br /&gt;as ruas&lt;br /&gt;a solidão&lt;br /&gt;as paredes&lt;br /&gt;também me pertencem.&lt;br /&gt;e quando desligo o telefone&lt;br /&gt;eles pensam que escondi o meu&lt;br /&gt;segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu não escrevo por&lt;br /&gt;sabedoria.&lt;br /&gt;quando o telefone toca,&lt;br /&gt;eu também gostaria de ouvir palavras&lt;br /&gt;que possam aliviar&lt;br /&gt;um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é por isso que meu número&lt;br /&gt;está na lista telefônica.&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Charles Bukowski&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3343081456530696563?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3343081456530696563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3343081456530696563&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3343081456530696563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3343081456530696563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/02/462-0614.html' title='462-0614'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4549746908767086241</id><published>2011-01-26T01:35:00.001-03:00</published><updated>2011-01-26T01:38:29.245-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 15 ou We are not alone</title><content type='html'>&lt;b&gt;&amp;nbsp;I.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais foda era com a Allison. Foda e insuportável. A A. não parecia se importar; ela sempre fez o tipo quieto, sereno, que qualquer desavisado (e como há desavisados) entende como falta de noção da realidade, mas mostra um aprofundamento triste nela. Eu, no entanto, ficava com o sangue fervendo. &lt;i&gt;Que porra é essa, seus filhos da puta&lt;/i&gt;. Quando nós assistimos ao Clube dos Cinco na sala de aula, na minha memória de mãos dadas (mas estou certa de que não nos tocamos), olhar para a A. me feria quase que fisicamente; na minha memória, claro, fisicamente de fato, agulhas e gelo. A A. é uma das pessoas mais doces que conheço e tenho certa sorte, não nego, para encontrar pessoas doces. Estava lá ela perfeitamente representada no filme, sua imagem e semelhança. Nossos colegas passaram a perceber a existência dela depois de vê-la no filme; virou meio que o apelido. Eu queria gritar a eles como isso era ofensivo e como parecia me doer mais do que doía nela. Aqueles olhares e comentários condescendentes; como se pudessem meramente &lt;i&gt;aceitar&lt;/i&gt; que ela fosse tão óbvia e indiscutivelmente diferente deles, mas de forma alguma se comprometessem a &lt;i&gt;olhar&lt;/i&gt; para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma eu me recuso a crer que eles pudessem olhar e ver o que eu via, também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TT-jT5oFxhI/AAAAAAAAAa8/aHAGVby1OaY/s1600/tumblr_ldc79aheMv1qa4yxno1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TT-jT5oFxhI/AAAAAAAAAa8/aHAGVby1OaY/s1600/tumblr_ldc79aheMv1qa4yxno1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(A pior parte de Clube dos Cinco, a parte que faz com que ele seja menos filme favorito, é quando, no final, a Claire mude a aparência da Allison para que ela passe a ser visível.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=KL4t1DuhjP4"&gt;x&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;II.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu nunca te agradeci por ter tornado dois anos mais suportáveis e doces e por ter inserido neles lembranças bonitas que são responsáveis por uma parte do que sou. Sempre tive dificuldades em expressar o quanto te queria bem: mesmo que longe e às vezes sozinha, ou com amigos que apagassem a minha imagem nas tuas lembranças, te queria e sempre vou querer bem, amada, silenciosa e esquisita como parece tão difícil que aceitem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Por isso e por tudo, obrigada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Amor,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;sempre,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Julia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4549746908767086241?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4549746908767086241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4549746908767086241&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4549746908767086241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4549746908767086241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/01/carta-15-ou-we-are-not-alone.html' title='Carta 15 ou We are not alone'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TT-jT5oFxhI/AAAAAAAAAa8/aHAGVby1OaY/s72-c/tumblr_ldc79aheMv1qa4yxno1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6472656600817107546</id><published>2011-01-25T00:23:00.000-03:00</published><updated>2011-01-25T00:23:12.935-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><title type='text'>Alice</title><content type='html'>Querido, estou tentando te ligar há dias e não consigo. Tu vive dizendo que eu sou a pessoa mais insensível que já andou sobre a Terra e blablablá, mas há dias só consigo pensar que só tu vai entender. Eu estou tomada pelo desespero. Os cigarros que eu fumo em níveis industriais não são suficientes. Tão patética, essa coisa de fumar pra manter a sanidade. Minha sanidade já se dissolveu e se dissipou em átomos solitários pelo ar. Me lembrei subitamente de como meu discurso e vida mudaram desde que tu entrou neles. Aliás, entrou é uma maneira indelicada de falar. Tu invadiu. Foi violento. Há dias eu não consigo te ligar e tu é a única pessoa pra quem posso falar essas coisas: sei que pago fortunas para terapeutas resolverem esses problemas, mas fato é que só o que tu diz parece que atravessa meus tímpanos e chega no cérebro. Pra eu parar de procurar respostas nos lugares errados. Pra eu parar de procurar respostas. Até quando tu fala da tua vida tu ajuda a melhorar a minha. E tu desapareceu. Até o modo de falar. Atende essa porra desse telefone. Comecei a pensar, a idéia surgiu de repente, que tu te matou. Comecei a pensar, a idéia surgiu de repente, que tu me ouviu tanto e aconselhou tanto e disse tanto que nunca chegou a desabar em mim como muitas vezes me viu desabar. Querido, eu preciso de ti agora.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;She needs you like she needs her pills&lt;br /&gt;To tell her that the world's ok&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6472656600817107546?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6472656600817107546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6472656600817107546&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6472656600817107546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6472656600817107546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/01/alice.html' title='Alice'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4575190722462240501</id><published>2011-01-22T13:30:00.000-03:00</published><updated>2011-01-22T13:30:42.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><title type='text'>You're playing with the big boys now</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TTsFK5-aFAI/AAAAAAAAAa4/R2edxMdmaOw/s1600/ATgAAAA2a_-zLC4-_Zk-K-5KZN0gG76FAx4wM6wO53eUhAHQw7Lo3TVyBnhnkX9i-PZ_tCthO_CfVfvUchU137mLYlcWAJtU9VBnM6n-gE56gLQqKpiJyHQ63gyfXA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TTsFK5-aFAI/AAAAAAAAAa4/R2edxMdmaOw/s1600/ATgAAAA2a_-zLC4-_Zk-K-5KZN0gG76FAx4wM6wO53eUhAHQw7Lo3TVyBnhnkX9i-PZ_tCthO_CfVfvUchU137mLYlcWAJtU9VBnM6n-gE56gLQqKpiJyHQ63gyfXA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4575190722462240501?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4575190722462240501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4575190722462240501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4575190722462240501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4575190722462240501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/01/youre-playing-with-big-boys-now.html' title='You&apos;re playing with the big boys now'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TTsFK5-aFAI/AAAAAAAAAa4/R2edxMdmaOw/s72-c/ATgAAAA2a_-zLC4-_Zk-K-5KZN0gG76FAx4wM6wO53eUhAHQw7Lo3TVyBnhnkX9i-PZ_tCthO_CfVfvUchU137mLYlcWAJtU9VBnM6n-gE56gLQqKpiJyHQ63gyfXA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3531880332979991463</id><published>2011-01-18T23:52:00.001-03:00</published><updated>2011-01-18T23:54:05.637-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Meu nome é legião</title><content type='html'>Tenho sentido tanta raiva que ela começou a pingar, escorrer, grudar e se transformou em vários rascunhos absoluta e inconcebivelmente impublicáveis, mas de certa forma tão belos que eu não posso simplesmente apagá-los e fazer de conta que nunca os senti ou que os expurguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrementes, não lembro de ter esbarrado em tanta paz. Eu adoro esses momentos da madrugada em que a casa está absolutamente silenciosa e as luzes estão apagadas. Silêncio, ultimamente, ganha de música na minha escala de sensações favoritas. Deve ter quinhentos posts só sobre isso. Acho que a coisa mais carinhosa que posso dizer pro Thiago, nessas horas, é que estar com ele é como estar sozinha — ele sabe perfeitamente o que quero dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abandonei remédios, projetos e decisões. Estou encarando páginas escritas apenas até a metade e empurrando essa necessidade de escrever para bem longe. Estou inerte. Estou indiferente até ao ato de dormir — que sempre achei detestável. Eu estou com raiva, veja, não é &lt;i&gt;irritação&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;mau humor&lt;/i&gt;, menos ainda &lt;i&gt;ódio&lt;/i&gt;, é raiva, são mundos diferentes, como aliás eu me sinto em relação a esse, e mesmo com raiva não estou sequer entediada, estou apenas indiferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou profundamente apaixonada, do tipo que fica babaca por aí. Minhas novas tatuagens estão cicatrizando rapidamente e coçando que é o inferno. Eu gosto tanto do que elas significam e de como o desenho ficou na pele que estou profundamente apaixonada toda vez que olho. Estou profundamente apaixonada por fazer o que sempre fiz com o Thiago. Hoje ficamos jogando Half-Life (desculpa aí vocês que estão em 2011, nossa máquina do tempo travou) e eu reparei, como às vezes não reparo porque é bem implícito, que a companhia dele é milhões de vezes melhor que a minha. É bom reparar nisso pacificamente de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TTZRoeUe2lI/AAAAAAAAAa0/RJO2arTwNxA/s1600/tumblr_le3eoybXco1qzon1ro1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TTZRoeUe2lI/AAAAAAAAAa0/RJO2arTwNxA/s1600/tumblr_le3eoybXco1qzon1ro1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Meu nome, disse ele, é legião, porque há muitos de nós nesse homem.&lt;/b&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3531880332979991463?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3531880332979991463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3531880332979991463&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3531880332979991463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3531880332979991463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/01/meu-nome-e-legiao.html' title='Meu nome é legião'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TTZRoeUe2lI/AAAAAAAAAa0/RJO2arTwNxA/s72-c/tumblr_le3eoybXco1qzon1ro1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6865192340885094445</id><published>2011-01-09T14:46:00.001-03:00</published><updated>2011-01-15T19:00:08.368-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Minha vida em letras aleatórias de mulheres obviamente malucas e incuravelmente problemáticas, parte II de partes infinitas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;These precious things&lt;br /&gt;Let them bleed&lt;br /&gt;Let them wash away&lt;br /&gt;These precious things&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div id="rangeSel"&gt;&lt;i&gt;We laughed in the faces of kings never afraid to burn &lt;br /&gt;And I hate &lt;br /&gt;And I hate &lt;br /&gt;And I hate &lt;br /&gt;And I hate disintegration &lt;br /&gt;Watching us wither&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="rangeSel"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Girls, girls &lt;br /&gt;What have we done? &lt;br /&gt;What have we done to ourselves?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div id="rangeSel"&gt;Hair is grey and the fires are burning &lt;br /&gt;So many dreams on the shelf &lt;br /&gt;You say I wanted you to be proud &lt;br /&gt;I always wanted that myself&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div id="rangeSel"&gt;We may be on this road &lt;br /&gt;but we're just imposters in this country, you know&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div id="rangeSel"&gt;&lt;b&gt;I said "you don't need my voice, girl, you have your own &lt;br /&gt;But you never thought it was enough of"&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://letras.terra.com.br/tori-amos/"&gt;Tori Amos&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6865192340885094445?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6865192340885094445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6865192340885094445&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6865192340885094445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6865192340885094445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2011/01/minha-vida-em-letras-aleatorias-de.html' title='Minha vida em letras aleatórias de mulheres obviamente malucas e incuravelmente problemáticas, parte II de partes infinitas'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-435704073948832230</id><published>2010-12-31T21:06:00.000-03:00</published><updated>2010-12-31T21:06:20.526-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>You can't take a picture of this. It's already gone.</title><content type='html'>Eu vejo uma certa beleza em as coisas terminarem. Quando meu ensino médio acabou eu levei minha câmera pro colégio e tirei foto de tudo: dos colegas que eu odiava, dos colegas que eu gostava, dos professores que eu odiava, dos professores que eu gostava, dos cantos onde fiquei, e até passei a apreciar todas as coisas que haviam tornado os últimos três anos insuportáveis e detestáveis. Nos três últimos dias, passou um sentimento de alívio pelos alunos da minha sala. Ninguém parecia agüentar mais. Ninguém parecia minimamente triste pelo fato de que provavelmente não tornaríamos a nos ver. Quando eu pisei pela última vez no Mesquita, foi como se tudo fosse ficar bem; como se tudo tivesse estado bem pelos últimos anos. Eu via amigos meus chorando pelos amigos a que teriam que dar tchau e ficava sem entender como eles não podiam ver a maravilha que aquilo significava, como dar adeus não só é necessário como pode ser bonito, limpo, perfumado, harmonioso, cíclico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos anos, eu acho bizarro e difícil dar adeus a anos, porque eles significam apenas um punhado de movimentos astronômicos envolvendo medidas colossalmente grandes demais para que possamos entender. Nem dá pra processar quantos quilômetros a Terra girou etc. E eu penso que coisas como memórias e anos e dias e épocas e momentos e sensações vão embora tão rápido que não dá pra dizer: tchau, 2010, seu ano pau no cu do cacete, que você se foda enormemente e fique eternamente renegado na memória de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu saí do colégio pensei: tchau, Mesquita, sua escola pau no cu do cacete, que pegue fogo e desabe e desapareça de qualquer mapa de Porto Alegre. Eu passo lá todos os dias a caminho do trabalho e vejo que o Colégio Mesquita continua exatamente na mesma posição geográfica em que sempre esteve, tão de pé como sempre esteve e, julgo com um olhar leigo em arquitetura, os alicerces sustentam tão bem quanto sempre sustentaram. E sem 2010, 2009, 2008 e todos os anos até 1991 eu não teria a vida que tenho nem seria a pessoa que sou, pra melhor e pra pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, olá, 2011. Seja bem-vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TR5vpAYXUTI/AAAAAAAAAaU/FsMMBSZkJo8/s1600/breakfast.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TR5vpAYXUTI/AAAAAAAAAaU/FsMMBSZkJo8/s1600/breakfast.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_1009410841"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1009410842"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-435704073948832230?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/435704073948832230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=435704073948832230&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/435704073948832230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/435704073948832230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/you-cant-take-picture-of-this-its.html' title='You can&apos;t take a picture of this. It&apos;s already gone.'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TR5vpAYXUTI/AAAAAAAAAaU/FsMMBSZkJo8/s72-c/breakfast.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1808948773878620874</id><published>2010-12-27T22:51:00.001-03:00</published><updated>2010-12-27T22:52:06.379-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Planos para 2011</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Comprometa-se&lt;/b&gt; séria e completamente com a sua  literatura. Ela é tudo que você tem. Não seja burra, não jogue fora o  maior amor do mundo.                        &lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://www.listography.com/action/list?uid=3390280085&amp;amp;lid=1232820194"&gt;daqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Remember Cedric. Remember, if the time should come when you have to make a choice between what is right and what is easy, remember what happened to a boy who was good, and kind, and brave, because he strayed across the path of Lord Voldemort. Remember Cedric Diggory.&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;Albus Dumbledore&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Failure has been my best friend as a writer. It tests you, to see if you have what it takes to see it through.&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;Markus Zusak&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A day may come when the courage of men fails, when we forsake our friends and break all bonds of fellowship, but it is not this day. An hour of wolfes and shattered shields, when the age of men comes crushing down! But it is not this day! THIS DAY WE FIGHT!&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Aragorn son of Arathorn&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Tenho repetido que, no que depender de mim, me recuso a ser infeliz.&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Caio Fernando Abreu&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;When there is nothing else to burn, you have to set yourself on fire.&lt;/blockquote&gt;&amp;nbsp;&lt;i&gt;Stars&lt;/i&gt; (Fernando Pessoa também disse isso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I could never accept life as it was.&lt;/blockquote&gt;&lt;i&gt;Charles Bukowski&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1808948773878620874?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1808948773878620874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1808948773878620874&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1808948773878620874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1808948773878620874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/planos-para-2011.html' title='Planos para 2011'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3988474839449480548</id><published>2010-12-25T23:27:00.001-03:00</published><updated>2010-12-25T23:28:30.836-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Apesar de mim</title><content type='html'>Amanhã há de ser o mesmo dia ensolarado, abafado, com as ruas de Porto Alegre exatamente na mesma posição em que têm estado nos últimos cem anos; segunda-feira há de ser tedioso, mas eu hei de sorrir por motivos bobos que ninguém vai compreender, e hei de sentir uma ligação incompreensível e inconcebível com pessoas só porque elas são estranhas e diferentes, e hei de desejar uma força que não tenho, ou melhor, que tenho mas não quero usar; a próxima semana há de ser difícil e cansativa, e sei que na virada do ano estarei com as mãos sobre os ouvidos tentando não ouvir os fogos, que sempre me assustam, olhando pras estrelas que estão na mesma posição em que estavam doze meses atrás e pensando que apesar delas, apesar de mim, apesar de você, amanhã há de ser o mesmo dia, porque todo dia sempre é segunda-feira, porque todo dia sempre falamos latim e todo dia há de me fazer sorrir sem motivo e continuar guiada por uma raiva cega que muitas vezes se parece e tem o mesmo cheiro e toque de amor. Amor que é tóxico como cristais de ácido cianídrico. E a capacidade de sentir o cheiro do Zyklon B é genética: por uma aleatoriedade nos seus filamentos de DNA, é possível que você não perceba a presença do ácido no ar, subindo pelo chão e te fazendo escalar tudo que aparecer no caminho — seja quem for — com a fúria que só se justifica quando nossas vidas correm perigo, mas que raramente se limita a essas ocasiões. Eu tenho o gene do cheiro de Zyklon B e me deixo intoxicar até a dor de cabeça provocar lágrimas. Mas, apesar de um dos gases mais letais conhecidos no universo, eu não vou chorar. Eu não vou chorar não porque não seja difícil, mas por uma empatia egoísta: enquanto observo silenciosa todas as acusações que se chocam contra mim quebrando a barreira do som, só me ocorre que não é justo devolvê-las, e que o universo e os cristais de Zyklon B vão se encarregar de levar a percepção de que &lt;i&gt;eu não sou a porra de um conceito&lt;/i&gt;; e, se não se encarregarem, está tudo bem também. Apesar disso, amanhã há de ser o mesmo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TRaneWcn6WI/AAAAAAAAAaM/nj_Styq91MY/s1600/tumblr_lalz749pHV1qdjh5ko1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TRaneWcn6WI/AAAAAAAAAaM/nj_Styq91MY/s1600/tumblr_lalz749pHV1qdjh5ko1_400_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3988474839449480548?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3988474839449480548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3988474839449480548&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3988474839449480548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3988474839449480548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/apesar-de-mim.html' title='Apesar de mim'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TRaneWcn6WI/AAAAAAAAAaM/nj_Styq91MY/s72-c/tumblr_lalz749pHV1qdjh5ko1_400_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7982245473478787215</id><published>2010-12-21T21:11:00.000-03:00</published><updated>2010-12-21T21:11:19.873-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Porcelain</title><content type='html'>Eu estou pensando num primo meu, guri ainda, fez 14 anos há pouco. Quanto éramos crianças eu não o detestava, mas era perturbada por ele todos os dias; eu era uma criança solitária e de forma geral muito infeliz. Hoje minha mãe comentou qualquer coisa sobre a idade dele e eu a corrigi: não, ele fez quatorze duas semanas atrás. O pai dele me olhou surpreso e disse “Ah! É! Ele fez aniversário”. Fiquei pensando em como ele deve se sentir sozinho; gosto do meu tio, mas acho que ele é violento; gosto da mãe do guri, mas ela é relapsa; eu mesma não lembrei de ligar. Eu estou aqui pensando em sobre como odeio o meu emprego, odeio os meus dias, odeio a minha incapacidade de manter um único sentimento estável em sua calmaria e em seu lugar. De repente, fiquei pensando em tudo que o Lucas deve odiar. A ausência dos pais. A ausência de dinheiro. A escola com crianças estranhas. O Lucas sempre foi uma criança inteligente; muito cedo reparei sobre ele o sinal, digamos, do sinistro que sempre pairou sobre mim e sempre pairará, independente do que eu faça. Não consigo deixar de pensar que ele vai à escola odiando cada segundo com cada gota de sangue que tem no corpo. Talvez ele também ame e odeie todas as coisas na mesma proporção doentiamente inconstante. Estou pensando agora que ele deve se sentir sozinho. Eu até hoje me sinto sozinha em muitos momentos. Acho arriscado dizer que &lt;i&gt;gosto&lt;/i&gt; da solidão. A gente se acostuma a tudo, né? Eu me acostumo a tudo. Mas odeio meu trabalho. Odeio meus dias. Odeio o que sinto pelas pessoas que me cercam. Odeio a dor nas costas e o pulso inchado no fim do dia. Odeio a minha primeira experiência e sinto que odiarei até o último instante da última. E penso no Lucas. Penso que não faz cinco anos que estive no mesmo lugar que ele. Penso que de certa maneira ainda estou no mesmo lugar, entrando no primeiro ano do ensino médio, pensando que dessa vez vai ser diferente — que meus colegas são diferentes — que meus professores serão diferentes — que meus sentimentos serão diferentes — e terminando por engolir a amargura de estar redondamente enganada. Penso que o Lucas também deve precisar de alguém com quem falar, mas não vou conseguir. Não estou conseguindo. Não tá dando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7982245473478787215?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7982245473478787215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7982245473478787215&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7982245473478787215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7982245473478787215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/porcelain.html' title='Porcelain'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4279075419950892288</id><published>2010-12-20T19:52:00.001-03:00</published><updated>2010-12-20T19:54:21.934-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Fabiano</title><content type='html'>Como quase sempre, ela não tinha cara do nome no crachá. Eu fiquei até decepcionada em ler aquele &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=GmfkdOAq-xk"&gt;combinado abstrato de sílabas&lt;/a&gt;. Fiquei pensando nela por bastante tempo; o cabelo pintado de loiro cortado curtinho, a blusa justinha, a maquiagem exagerada, como aliás sempre reparei em moças como ela. A farmácia onde ela é gerente (fato que deixou o Thiago particularmente extasiado) fica a poucas quadras do meu trabalho; passamos lá para comprar algo que nem lembro mais o que era e vimos a moça. Caralho, pensei eu, que foda que ela é. Ela não tinha mesmo cara nem jeito nem ar do nome do crachá e, no lugar dela, eu desejaria secretamente a morte de todos que ousassem chamá-la pelo nome do crachá. Mais tarde, conversando com outra garota, ouvi que a gerente respondia por qualquer nome e pronome, e não pude deixar de achar isso meio triste. Mas o Thiago e eu achamos que “moça” é o melhor pronome. Nessas situações, a própria pessoa costuma escolher um nome que se encaixe melhor; me pergunto qual o dela. Certamente não será Fabiana; raramente é. Eu gosto do nome Ana, tipo Anna Bolena. Eu também tenho um inevitável fraco pelas pessoas que sei que são mal-vistas, mal-entendidas, mal-quistas; não pude olhar para ela sem sorrir como quem se desdobrava em elogios. Pra mim, ser mulher é algo tão — bem, digamos assim — natural; pra ela, era só ser bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TQ_eOtq7oVI/AAAAAAAAAZ0/WqNhNWv5EAU/s1600/3592962662_e8d5cb3a53_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TQ_eOtq7oVI/AAAAAAAAAZ0/WqNhNWv5EAU/s1600/3592962662_e8d5cb3a53_large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4279075419950892288?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4279075419950892288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4279075419950892288&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4279075419950892288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4279075419950892288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/fabiano.html' title='Fabiano'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TQ_eOtq7oVI/AAAAAAAAAZ0/WqNhNWv5EAU/s72-c/3592962662_e8d5cb3a53_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3639254200130600206</id><published>2010-12-17T22:31:00.000-03:00</published><updated>2010-12-17T22:31:50.255-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Barquitos de sentimiento ou A rosa</title><content type='html'>A decisão mais difícil que eu já tomei na vida e que venho adiando há cerca de 19 anos é a de tentar extenuantemente não odiar, ter raiva, guardar rancor ou simplesmente maldizer. Isso é mais difícil do que, por exemplo, enfrentar meus próprios sentimentos e problemas, não só porque não exige apenas um salto de coragem e depois seguir o que vier, mas porque existe um esforço constante e que de modo geral não é valorizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, estou tomando-a de novo e, espero, de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu não tive muitos exemplos de amor, não vi muitas coisas amáveis, não me senti particularmente amada, não recebi muitos sorrisos de estranhos nem fui surpreendida com uma esperança súbita e inabalável na humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias eu quero continuar esperançosa e feliz, mesmo quando não tiver exemplos de amor. Todos os dias eu quero poder dá-los. Todos os dias eu quero não me deixar engolir por sentimentos rudimentares e satisfatórios como a amargura e a raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TQwO4grGQ8I/AAAAAAAAAZw/6Dd_VkMPxNE/s1600/The_Little_Prince__again__by_ma4u4a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TQwO4grGQ8I/AAAAAAAAAZw/6Dd_VkMPxNE/s1600/The_Little_Prince__again__by_ma4u4a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Amor, sempre,&lt;br /&gt;Julia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(De certa forma, essa também é uma carta pra pessoa que eu quero ser.)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3639254200130600206?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3639254200130600206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3639254200130600206&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3639254200130600206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3639254200130600206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/barquitos-de-sentimiento-ou-rosa.html' title='Barquitos de sentimiento ou A rosa'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TQwO4grGQ8I/AAAAAAAAAZw/6Dd_VkMPxNE/s72-c/The_Little_Prince__again__by_ma4u4a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3882374863159326076</id><published>2010-12-15T00:17:00.001-03:00</published><updated>2010-12-27T23:04:29.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Buk was right</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;And like the spider,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;be patient.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Time is everybody's cross&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;De certa forma eu não creio que o tempo seja minha cruz. Eu não sou perseguida por um tic-tac constante me lembrando que não estou fazendo nada do que deveria fazer. Eu &lt;i&gt;sei&lt;/i&gt; que não estou fazendo nada do que deveria fazer. Não estou aproveitando minhas capacidades, não estou estendendo meu QI, não estou me tornando fluente nos idiomas em que sou intermediária (em mais sentidos do que um só), não estou me superando ou sequer desejando atingir qualquer estágio de superação. Eu também não estou inerte: estou bem ciente do tempo que passa, mas ele passa por mim exatamente como passa por todos — ele atravessa e eu faço o tipo orgulhoso. Se o tempo não pára por mim, eu não vou parar por ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu estou odiando cada segundo dos meus dias, não apenas por tédio ou por alguma insatisfação, mas porque às vezes, sem motivo algum, as minhas veias abrem e dessangram raiva. Não há nada &lt;i&gt;exatamente&lt;/i&gt; errado na minha vida; se ela fosse exposta matematicamente, o que há de errado com ela seria uma fração com muitas casas decimais; como tudo, elas tenderiam ao infinito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu não tenho tomado os remédios que deveria estar tomando não por algum motivo na linha de &lt;i&gt;quero sentir minhas emoções naturalmente&lt;/i&gt;, mas porque eles não resolverão nada. Elas não vão me libertar dessa inércia. Os anos passam. Dentro de mais ou menos dez meses, eu completo vinte anos. De, como qualquer mãe ou pai vai assegurá-los, absolutamente nenhuma conquista. Eu vejo esses vinte anos de nenhuma conquista com &lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y32/sweetlittlelie/tumblr_lc3wiuLmzE1qe22g2o1_400.jpg"&gt;indiferença&lt;/a&gt;. Não é que eu pense que toda conquista é necessariamente falsa porque não significa nada — não se enganem, também não é que eu não pense. Vejo esses vinte anos de nenhuma conquista com um suspiro e a noção de que sempre será assim e eu só posso ser paciente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu sei que &lt;a href="http://rainhasemcabeca.blogspot.com/"&gt;elas enlouqueceram&lt;/a&gt; em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=evBbAIn7DLI"&gt;quartos minúsculos como eu estou fazendo agora&lt;/a&gt;. Estou pronta desde o início dos tempos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;No fim, de certa forma, o Bukowski estava incorrigivelmente certo quando falou que o tempo é a cruz de todo mundo. Quando falou que todos os nossos atrasos são apenas busca por mais tempo para criar mais desculpas para mais atrasos. Quando falou que a dor e a solidão que sentimos quando nos atiramos para escrever como se nossas vidas dependessem disso não eram exclusividade nossa. Acima de tudo, quando disse que as palavras que escrevo me salvam da insanidade total.&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Plus exile,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;defeat,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;threachery&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;all that dross.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3882374863159326076?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3882374863159326076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3882374863159326076&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3882374863159326076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3882374863159326076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/buk-was-right.html' title='Buk was right'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8802750419203639432</id><published>2010-12-09T01:00:00.002-03:00</published><updated>2010-12-09T01:00:42.453-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>História de vida</title><content type='html'>&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W10zjQmN1iE?fs=1&amp;amp;hl=en_US"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/W10zjQmN1iE?fs=1&amp;amp;hl=en_US" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8802750419203639432?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8802750419203639432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8802750419203639432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8802750419203639432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8802750419203639432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/historia-de-vida.html' title='História de vida'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-59661435144560445</id><published>2010-12-07T00:18:00.001-03:00</published><updated>2010-12-07T00:23:04.322-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>The fires are burning.</title><content type='html'>&lt;a href="http://letras.terra.com.br/tori-amos/1481/"&gt;Winter&lt;/a&gt; me faz pensar no meu pai. No meu pai que não conheço de todo; de certa forma ele é lendário, porque o pouco que sei a respeito dele é constantemente posto em dúvida e o pouco que está provado é constantemente reposto à prova. Meu pai é uma figura distante já há alguns anos; e, feliz e infelizmente, não lembro de nada da época em que ele era presente. De certa forma, lembranças esparsas são como estar sobre os restos de um boneco de neve que derreteu. A minha vida é bastante cômoda; ou talvez eu seja muito adaptável. Em dois dias de escola, me acostumei com o inferno. Em dois dias de trabalho, me acostumei com a rotina. Em dois dias de desemprego, me reacostumarei ao tédio. (Embora o trabalho ainda não tenha conseguido matar o meu tédio; os anticorpos dele são eternos.) Em dois dias do divórcio dos meus pais, me habituei a pensar que ele nunca realmente esteve lá. Depois do choque inicial, quando eu tinha uns seis anos e do qual pouco me lembro, como aliás quase toda minha infância, quando perguntavam o que eu achava da separação dos meus pais a minha resposta era: é melhor assim. Pra mim, não custa muito para as coisas ficarem melhor assim. Eu posso ter muitas falhas evolutivas, mas a capacidade de adaptação me faz pensar que Lamarck estava certo; a seleção natural deveria fazer a minha vida ser muito melhor do que ela é, ou ao menos me fazer percebê-la boa e gentil como ela gostaria de ser vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor momento de Winter é quando a letra segue &lt;i&gt;hair is grey and the fires are burning; so many dreams on the shelf&lt;/i&gt;. O melhor momento de vários livros e músicas e filmes, para mim, são as maldições cíclicas de famílias; algo como um gene que perpetua não um problema genético, mas uma tendência hereditária a viver na merda. E, nesse trecho, minhas preferências caem nessa intersecção. Talvez a tendência hereditária da minha família de viver na merda seja que os fogos estejam ardendo infinitamente e que os sonhos permaneçam na prateleira até que o pó os afogue e os devore como ácaros e traças. Talvez as estações estejam dando voltas em si mesmas, e todos os verões e primaveras sejam apenas um inverno bem disfarçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TP2ohkZyj8I/AAAAAAAAAZo/e2JKhKSlXGM/s1600/tumblr_l9cisdM6pj1qzoaqio1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TP2ohkZyj8I/AAAAAAAAAZo/e2JKhKSlXGM/s1600/tumblr_l9cisdM6pj1qzoaqio1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;You say 'I wanted you to be proud of me'&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I always wanted that myself. &lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-59661435144560445?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/59661435144560445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=59661435144560445&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/59661435144560445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/59661435144560445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/fires-are-burning.html' title='The fires are burning.'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TP2ohkZyj8I/AAAAAAAAAZo/e2JKhKSlXGM/s72-c/tumblr_l9cisdM6pj1qzoaqio1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2138952568026253990</id><published>2010-12-04T15:01:00.001-03:00</published><updated>2011-01-14T15:11:16.456-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Minha vida em letras aleatórias de mulheres obviamente malucas e incuravelmente problemáticas, parte I de partes infinitas</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;In the time it takes to break it she can make up ten excuses:&lt;br /&gt;Please excuse her for the day, it's just the way the medication makes her...&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;I can take a vow&lt;br /&gt;And I can wear a ring &lt;br /&gt;Aand I can make you promises but &lt;br /&gt;They won't mean a thing&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;Even though the world's so bad, these men rush out to help the dying&lt;br /&gt;And though I am no use to them, I do my part by simply smiling&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;And I loved the way you acted&lt;br /&gt;But your one trick pony's dead&lt;br /&gt;And I loved you unprotected&lt;br /&gt;But you only love in red&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;I'm halfway home now&lt;br /&gt;Half hoping for a showdown&lt;br /&gt;'Cause I'm not big enough to house this crowd&lt;br /&gt;It might destroy me&lt;br /&gt;But I'd sacrifice my body&lt;br /&gt;if it meant I'd get the Jack part out&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.dresdendolls.com/"&gt;The Dresden Dolls&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2138952568026253990?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2138952568026253990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2138952568026253990&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2138952568026253990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2138952568026253990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/minha-vida-em-letras-aleatorias-de.html' title='Minha vida em letras aleatórias de mulheres obviamente malucas e incuravelmente problemáticas, parte I de partes infinitas'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4250545683024032497</id><published>2010-12-02T20:44:00.000-03:00</published><updated>2010-12-02T20:44:36.752-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Eu deveria estar falando tudo isso para a minha querida psicóloga, mas não consigo marcar consulta e de qualquer forma não terei paciência ou capacidade de me expressar.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;I can feel their laughter, so why do I sear?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Porto Alegre chegou rapidamente àquela época do ano em que o calor está insuportável e, ainda que eu não agüente mais inverno (é mais fácil gostar quando você mora onde faz sol todo dia), minha única vontade é entrar em coma induzido e ser acordada apenas na próxima primavera. Da mesma forma, as pessoas estão todas felizes e estressadas — felizes porque têm décimo terceiro e férias, estressadas porque suas vidas continuam uma merda, de qualquer maneira. Eu não sou dada a essas bipolaridades, nem quero lidar com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de ter algo idiota como depressão, síndrome do pânico, fobia social ou &lt;i&gt;you name it&lt;/i&gt; é que todo mundo pensa que é algo &lt;i&gt;realmente&lt;/i&gt; idiota e portanto facilmente superável; ou, ainda, a minha versão favorita dos fatos, que são doenças inventadas, que você realmente não &lt;i&gt;tem&lt;/i&gt; nada, e isso é tudo invenção da falta do que fazer. Não vou entrar no mérito de que basta uma pesquisa rápida para encontrar milhões de pessoas que trabalham e estudam e sofrem dos mesmos males. Não. Entrar nesse mérito é irrelevante. Tudo que eu posso fazer é concordar. De fato, a culpa só pode ser minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria ter uma boa desculpa, sabe? Já te falei que não lembro de &lt;i&gt;nada&lt;/i&gt;, nada fora cenas esparsas e sem nexo entre si, mas tenho reações absurdas e involuntárias que não têm qualquer explicação — como ficar tremendo por horas num dia de 35ºC e chorar copiosamente apenas porque me passaram uma cantada. Meu problema, naturalmente, não tem nada a ver com a falta de lógica nessa história toda. Meu problema, naturalmente, tem a ver que eu estou sendo prejudicada por coisas que eu só queria que fossem mais simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o ônibus que costumo pegar chegou uns 15 minutos atrasado. Como não moro tão longe assim do fim da linha, consegui ir sentada, mas reparei que as pessoas que iam subindo (sou relativamene boa fisionomista) não eram as mesmas que eu costumava ver. Nisso, pára ao meu lado uma menina de calça cor-de-rosa conversando sobre a escola dela. Que ela já está rodada mesmo, que vai pegar "provão" (um nome que sempre achei &lt;i&gt;escroto&lt;/i&gt; pra exame final) em quatro matérias, sendo elas matemática, química, português e literatura. Ao que outra menina emendou: "Putz, literatura é horrível, a professora fica colocando &lt;i&gt;texto&lt;/i&gt; nas provas". Fiquei maravilhada, acho que em todas as acepções da palavra. Tão &lt;i&gt;simples&lt;/i&gt;, tão &lt;i&gt;prosaico&lt;/i&gt;, e eu aqui pensando em neurobiologia e bioquímica. Eu sempre fico fascinada quando ouço conversas de outras pessoas, como se analisasse outra espécie — como se estivesse a campo, andando por aí com uma lupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não falo com o Leon há alguns dias e isso me deixa preocupada. Claro que tu não sabe quem é o Leon, faz tempo que não venho aqui. O Thiago continua claramente insatisfeito com sua performance profissional e, desconfio porque conheço ele bem o suficiente para que ele sequer precise insinuar, com a total falta de aceitação em Porto Alegre. Enfim, além das minhas próprias doencinhas, eu me apego demais às pessoas que me são queridas. Talvez seja por isso que eu ache tão infernalmente difícil gostar de alguém e adicioná-lo à minha vida; talvez seja por isso que eu trema ante a idéia de falar com outra pessoa e me envolver com ela; talvez por isso a psiquiatra tenha me dado zilhões de remédios pra fobia social, e provavelmente por isso eu tenha preferido abandonar todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tem alguém pra perguntar se não me assusta &lt;i&gt;me expor tanto na internet&lt;/i&gt;. Bem, primeiramente, lógico que assusta; o negócio &lt;i&gt;apavora&lt;/i&gt;. E, da mesma maneira, eu penso que &lt;b&gt;1)&lt;/b&gt; ou isso é muito comum e não é exposição alguma, as outras pessoas que apenas não têm a paciência, a coragem ou o desespero; ou &lt;b&gt;2)&lt;/b&gt; por que algo tão &lt;i&gt;exposto&lt;/i&gt; e de fácil acesso levantaria interesse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Angélica — Angélica é minha chefe — vive dizendo que sou muito inteligente e deveria estudar para conseguir um bom emprego que me dê futuro. Bless her heart. Eu até estou perdendo minha crônica falta de interesse quanto a isso. Mas, enquanto não resolver seja lá o que caralhos me atormenta há anos, nada disso vai poder acontecer. Inteligência aproveitada, oportunidades surgindo, trabalhos fantásticos, nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que já deu meia-hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPgvNw00fuI/AAAAAAAAAZk/cR-Mq7hzbu0/s1600/tumblr_lbt2qbthNZ1qdfr4ro1_500.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPgvNw00fuI/AAAAAAAAAZk/cR-Mq7hzbu0/s1600/tumblr_lbt2qbthNZ1qdfr4ro1_500.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;lembrei disso por causa da querida e sempre amável&amp;nbsp;&lt;a href="http://memorabiliadatabase.blogspot.com/"&gt;may&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4250545683024032497?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4250545683024032497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4250545683024032497&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4250545683024032497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4250545683024032497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/12/eu-deveria-estar-falando-tudo-isso-para.html' title='Eu deveria estar falando tudo isso para a minha querida psicóloga, mas não consigo marcar consulta e de qualquer forma não terei paciência ou capacidade de me expressar.'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPgvNw00fuI/AAAAAAAAAZk/cR-Mq7hzbu0/s72-c/tumblr_lbt2qbthNZ1qdfr4ro1_500.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8264209577691279489</id><published>2010-11-29T22:09:00.000-03:00</published><updated>2010-11-29T22:09:31.384-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><title type='text'>Queen of Hearts ou Aliénor d'Aquitaine c'est moi</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRMf59e9aI/AAAAAAAAAZY/y_znG9okG-I/s1600/battle.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRMf59e9aI/AAAAAAAAAZY/y_znG9okG-I/s400/battle.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/segundos-antes-da-ana-branca.html"&gt;tudo aquilo volta&lt;/a&gt;, e esse tipo de merda não sabe voltar sutil e gentilmente, como aliás poucas coisas na vida sabem de qualquer forma, minha única chance de resistência é respirar muito fundo e sorrir para absolutamente toda e qualquer pessoa que passar pelo meu caminho e não ficar aterrorizada ante a idéia de ter a palavra dirigida a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho mesmo que o tempo não passa, mas dá voltas tortas em si mesmo, então soube desde o primeiro momento que as batalhas voltariam — que, novamente, como quase todas as coisas da vida, nunca iriam plenamente embora. Eu soube desde o primeiro momento que precisaria enfrentá-las novamente. Como sempre, saber das coisas não me ajudou em nada. O que vai ajudar é ser gentil, porque sem dúvida eu não sou a única.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8264209577691279489?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8264209577691279489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8264209577691279489&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8264209577691279489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8264209577691279489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/11/queen-of-hearts-ou-alienor-daquitaine.html' title='Queen of Hearts ou Aliénor d&apos;Aquitaine c&apos;est moi'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TPRMf59e9aI/AAAAAAAAAZY/y_znG9okG-I/s72-c/battle.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-963927169709967721</id><published>2010-11-26T23:30:00.000-03:00</published><updated>2010-11-26T23:30:20.005-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>7 e carta 18</title><content type='html'>&lt;i&gt;The person you wish you could be.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais triste sobre a história da Valerie — e que talvez por isso é gentilmente ocultado no filme — é que a Rita a entrega para a polícia, e é por isso que a Valerie é presa e torturada. Depois, a Rita se suicida. O filme dá uma idéia bem mais bonita e agradável; talvez por isso eu goste tanto da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=C__0TAdcN38"&gt;cena&lt;/a&gt;, porque já é muito horrível que a Valerie passe por tudo aquilo sem que tenha chegado lá porque quem ela mais amava a entregou. Eu não gosto de usar “traiu” porque traição virou uma forma de dizer que alguém numa relação pré-declarada monogâmica fez sexo com outra pessoa, e acho que é um uso mesquinho da palavra; que é associado a fidelidade, quando deveria ser associado a lealdade. Enfim, divago. Paradoxalmente, o filme não me faz admirar tanto a Valerie quanto o livro. Porque, embora a mensagem seja a mesma e o amor seja igual, a Valerie perde a mulher que amava e continua amando — e não apenas ama a Rita, como estende o amor dela por toda a humanidade, e sequer se dá o trabalho de excluir aqueles que a torturam. A Valerie é exatamente quem eu gostaria de ser, quem eu quero ser, quem eu acordo todos os dias desejando me tornar. A Valerie podia ter se tornado o V, que não apenas é duro e talvez até morto por dentro como é também movido por vingança; mas a Valerie não apenas não perde a integridade como a transforma em amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TOn4gBIExiI/AAAAAAAAAY8/9obl6x4VhiQ/s1600/FaOXkzNZOki0kdtnOkFIjrg6o1_400.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TOn4gBIExiI/AAAAAAAAAY8/9obl6x4VhiQ/s400/FaOXkzNZOki0kdtnOkFIjrg6o1_400.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Abertura 1812&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-963927169709967721?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/963927169709967721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=963927169709967721&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/963927169709967721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/963927169709967721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/11/7-e-carta-18.html' title='7 e carta 18'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TOn4gBIExiI/AAAAAAAAAY8/9obl6x4VhiQ/s72-c/FaOXkzNZOki0kdtnOkFIjrg6o1_400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1431947197922877298</id><published>2010-11-24T00:12:00.000-03:00</published><updated>2010-11-24T00:12:43.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>I find it kind of funny, I find it kind of sad</title><content type='html'>Hoje eu estava indo para a parada de ônibus. Vestida, naturalmente, como me é de costume - um vestidinho preto com bolinhas vermelhas, uma blusinha preta por baixo e uma sapatilha, nada que impressiona muita gente, especialmente se lembrarmos que me visto assim há uns dois ou três anos e moro aqui há dez. Fone de ouvido e já com preguiça e vontade de voltar pra casa. Enquanto subo a rua, sou abordada por um grupo de crianças — crianças mesmo, não calculo que qualquer um passasse dos doze. O menino mais baixinho e risonho grita para mim algo como “sua emo filha da puta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço idéia de quem era a criança, nunca vi antes, se vi não lembro, a maioria das crianças se parece muito. Mas a isso sempre estive habituada; gente que nunca vi, nunca conheci, pegando um aspecto ao acaso e me &lt;i&gt;acusando&lt;/i&gt; de tê-lo, quase exigindo que eu me desfaça dele, e geralmente não é um aspecto tipo “simpatiza com o nazismo” ou “gosta de scat”. Me impressionou só a idade e o que ele dizia. “Emo” é um xingamento tão 2007 que eu não fazia idéia de que ainda constava no dicionário de alguém. Me impressionou a raiva engraçada dele. Era só uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas &lt;i&gt;eles&lt;/i&gt; também eram crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um episódio isolado, até mesmo aleatório, até mesmo esquecível, mas não fosse a pressa para pegar o ônibus eu teria parado e ficado olhando o grupo de crianças se afastar e me perguntando até quando a plaquinha na minha cabeça vai dizer “&lt;i&gt;absolutamente deslocada&lt;/i&gt;; divirta-se”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TOyCSqTeshI/AAAAAAAAAZA/stClWsI-sy8/s1600/thisisnotapostcard.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TOyCSqTeshI/AAAAAAAAAZA/stClWsI-sy8/s400/thisisnotapostcard.jpg" width="261" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1431947197922877298?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1431947197922877298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1431947197922877298&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1431947197922877298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1431947197922877298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/11/i-find-it-kind-of-funny-i-find-it-kind.html' title='I find it kind of funny, I find it kind of sad'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TOyCSqTeshI/AAAAAAAAAZA/stClWsI-sy8/s72-c/thisisnotapostcard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-3430826535713986823</id><published>2010-11-22T01:25:00.000-03:00</published><updated>2010-11-22T01:25:57.110-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>That joke just isn't funny anymore</title><content type='html'>Está tudo bem. Ser patético, ter medo, ter preguiça, desperdiçar o próprio potencial, desperdiçar tudo que faz, engordar, emagrecer, estar feio, estar bonito, amar, odiar, defender, se empenhar, nada. Está tudo bem, não exatamente &lt;i&gt;bem&lt;/i&gt; no sentido de ser algo positivo, mas que não é negativo, não é reprovável, eu encaro com um sorriso cansado e passo a mão pelos meus cabelos desbotando. Às vezes eu preciso parar e encarar meu incrível despreparo em relação não à vida em si, mas a como levá-la. As coisas vão bem: o trabalho está aprazível, me divirto bastante, &lt;a href="http://www.formspring.me/innuendoblues/q/1625177488"&gt;Harry Potter and the Deathly Hallows&lt;/a&gt; I foi estranhamente bom, tenho conhecido pessoas queridas, tenho conseguido falar com as amáveis. Sinto que não é, no entanto, nada disso que me deixa sem escrever. Não é a inércia, não é um dark passenger, não é tristeza, não é nada. É que está tudo bem, é que não tenho como sentir e, principalmente, eu não soube, jamais aprendi, a falar do que sinto. Minha inaptidão social faria a &lt;a href="http://zagria.blogspot.com/2009/04/anna-varney-cantodea-1952-musician.html"&gt;Anna-Varney Cantodea&lt;/a&gt; erguer as sobrancelhas. Eu conheci, poucas semanas atrás, um cara que amei imediatamente; isso é impensável mesmo pra mim, quero deixar claro. Ele é adorável e consegue me fazer sentir quase que absolutamente confortável (só o Thiago consegue me fazer sentir &lt;i&gt;absolutamente&lt;/i&gt; confortável), mas na maior parte do tempo eu não consigo falar. Tenho umas pessoas tão incrivelmente amáveis que me dói olhá-las e não conseguir dizer nada do que penso. Sei que é uma longa transformação e sei que não deve ser fácil nem prazerosa, mas, ah, eu adoraria acordar um dia sabendo como lidar, como responder, como sentir e como expressar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-3430826535713986823?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/3430826535713986823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=3430826535713986823&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3430826535713986823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/3430826535713986823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/11/that-joke-just-isnt-funny-anymore.html' title='That joke just isn&apos;t funny anymore'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-391393925060194506</id><published>2010-11-15T22:36:00.000-03:00</published><updated>2010-11-15T22:36:51.807-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Excertos dos meus dias</title><content type='html'>Mais ou menos uma hora de pular músicas no shuffle enquanto penso no que escrever. Mais ou menos uma hora de ver pessoas estranhas — o que não faz muito sentido, porque pego o mesmo ônibus sempre no mesmo horário, sempre com o mesmo motorista e o mesmo cobrador, e ainda assim nunca vejo os mesmos passageiros. Mais ou menos cinco minutos para subir até o trabalho, passo pelo senhor da banca de frutas, que sempre me dá um oi super animado, ainda que eu só tenha comprado lá uma vez e gasto apenas dois reais. Aproximadamente cinco horas e meia de trabalho mecânico que de início era divertido e agora só me me deixa azeda e amarga ao mesmo tempo. Eu vejo pessoas sendo antipáticas e me tratando como um caixa rápido. Às vezes posso ler seus pensamentos: &lt;i&gt;todo mundo caga na minha cabeça, e isso que eu não sou algo tosco tipo atendente de lotérica, então por que eu trataria essa menina bem?&lt;/i&gt; De início eu não me importava e era especialmente simpática com os que achavam que eu estava lá para servi-los. Agora encaro com algum tédio. Sempre que um cliente com camiseta de alguma banda obscura vem — são invariavelmente garotos no fim da adolescência, aproximadamente a mesma idade ou pouco mais — eu sorrio e faço algum comentário sobre. Já impressionei dois fãs de Krisiun e um de Craddle of Filth. Sabia que algum dia eu saber a diferença entre o Alexi Laiho e o Dani Filth me seria útil. Durante todas essas horas eu invariavelmente penso em: que mal posso esperar pra dar umas dez ou onze horas da noite e o Thiago chegar e contarmos dos nossos dias; em algum amigo de quem sinto falta; em como eu queria estar escrevendo. De forma alguma estou sem idéias; nos últimos dias, pensei em maestros, na Gabriela, nos personagens que abandonei, nas histórias que deixei de lado, até no que tenho sentido. Não tem nada a ver com o trabalho, é claro; tem a ver comigo, eu sou dessas coisas, é por isso que tenho que tatuá-las na minha pele, pra ver se a mensagem entra. Eu preciso de disciplina, não no sentido de acordar cedo e manter a casa impecavelmente limpa e me dedicar à ascensão profissional; eu preciso de disciplina no sentido de que &lt;i&gt;Lord knows I can't change, oh help me, I can't change&lt;/i&gt;. Eu tenho pensado em pessoas que havia esquecido e percebido coisas que escrevi antes de acontecer. Escrevi sobre uma amizade que eu só viria a vivenciar um ou dois anos depois. Sei lá por que caralhos essa porra é tão importante pra mim. Mas também não sei quando tantas coisas se tornaram tão importantes pra mim. É tão estranho continuar crescendo e mudando mesmo que a adolescência já tenha passado. Outra mais ou menos uma hora de músicas puladas no shuffle. Eu sinto saudades desse blog. É tão estranho que um &lt;i&gt;diarinho virtual&lt;/i&gt; tenha sido tão útil. Se não fosse por esse endereço, talvez eu sequer conseguisse articular uma simples frase sobre os meus sentimentos. Obrigada, escrita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-391393925060194506?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/391393925060194506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=391393925060194506&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/391393925060194506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/391393925060194506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/11/excertos-dos-meus-dias.html' title='Excertos dos meus dias'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7316526413740086908</id><published>2010-11-11T23:58:00.001-03:00</published><updated>2010-11-11T23:59:18.997-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 6</title><content type='html'>&lt;i&gt;A stranger.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida menina da meia arrastão,&lt;br /&gt;Eu te via sozinha e ignorada pelo Mesquita. Não sei se feliz por estar sozinha ou feliz por ser ignorada. Mas sei que tu sempre saltava aos meus olhos, a menina que se vestia diferente no mar das garotas de calças suplex apertadas. Nunca soube a tua idade. Nunca perguntei teu nome. Cruzamos os mesmos corredores e por vezes ficamos próximas na fila do bar, mas eu te seguia com os olhos e pensava: caralho, fica bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que eu e uma colega uma vez fomos até a ti, no nosso último dia de aula, dizer só que achávamos que tu te vestia bem que tu nunca deveria mudar por causa dos outros. Será que tu nos achou doidas? Será que tu seguiu o nosso conselho? Querida, como nós sabíamos do que estávamos falando. Sei que senti que eu não podia sair daquela escola sem te dizer isso. Eu, que não sei nem o teu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que projetei na menina solitária e quieta que recebia olhares de desprezo das outras — meninas mais altas, mais magras, mais bonitas, com mais admiradores — uma pessoa delicada e sensível, e que na minha cabeça confundo com pessoas amáveis, que conheço bem embora só observe de longe e a quem só posso dar meu amor silencioso. Eu gosto de amar as pessoas, de imaginá-las com carinho, de pensar em seus possíveis defeitos com uma paciência de mãe — ou de monge budista, depende das mães que tu conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que não te reconheceria na rua se tu não estivesse usando a meia arrastão. Mas espero que continue usando, de qualquer maneira. Espero que a escola não tenha te ferido como me feriu e feriu a outras pessoas que também eram solitárias e que recebiam olhares de desprezo. Espero que a vida não tenha te poupado, mas que também não tenha despejado toda a fúria sobre ti. Espero, querida desconhecida, querida estranha que estudava a duas salas de distância, espero que tu aprenda a se deixar sufocar pelo amor e que procure beleza em tudo que vê, porque eu vi em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TNyr_GrV9YI/AAAAAAAAAYg/eSJg5bJ48J8/s1600/20080427102621.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TNyr_GrV9YI/AAAAAAAAAYg/eSJg5bJ48J8/s400/20080427102621.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Amor, sempre,&lt;br /&gt;Júlia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7316526413740086908?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7316526413740086908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7316526413740086908&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7316526413740086908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7316526413740086908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/11/carta-6.html' title='Carta 6'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TNyr_GrV9YI/AAAAAAAAAYg/eSJg5bJ48J8/s72-c/20080427102621.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5694799699680169330</id><published>2010-11-09T22:58:00.002-03:00</published><updated>2010-11-09T23:01:02.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Relações com o público</title><content type='html'>Eu concluo que não existe ambiente em que eu não me sinta completamente deslocada. Vejam, lá na lotérica tem muita coisa que eu não posso comentar porque será potencialmente ofensiva ou sarcástica demais para que meus interlocutores possam compreender. Então a maior parte dos diálogos do meu dia ocorrem &lt;i&gt;dentro da minha cabeça&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora há pouco eu estava contando pro Thiago de uma mulher que ficou irritadíssima comigo porque eu não podia sacar pra ela o seguro-desemprego. Primeiro, não é &lt;i&gt;pessoal&lt;/i&gt; quando o atendente não tem dinheiro para o seu saque; é porque lotéricas não têm guardas nem proteção de qualquer tipo, logo é suicídio monetário ficar com dois mil reais dentro do caixa só esperando chegar alguém e levar tudo (aliás, tudo que a Caixa Econômica não &lt;i&gt;permite&lt;/i&gt; que a gente faça faz com que clientes me soltem toda sorte de impropérios). Segundo, era o quinto dia útil do mês. Meu turno é de 5 horas e eu fiquei todos os 300 minutos desse turno sentada e só me levantei pra ir buscar troco ou retirar dinheiro — aliás, a situação estava tão tensa que eu nem &lt;b&gt;CONSEGUIA&lt;/b&gt; retirar o dinheiro, porque a fila dava voltas na quadra. Aí eu saquei vários seguros-desemprego para várias pessoas. Quando chegou essa mulher, eu tive que falar aquilo que sempre falo sabendo que vou ter desaforo como resposta: “Desculpa, senhora, eu acabei de sacar para uma pessoa e estou sem dinheiro”. Ela, naturalmente, ficou indignada e começou a xingar, porque ela tinha ficado 20min na fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fui contar pro Thiago, eu contei da seguinte maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas assim, eu tinha sacado seguro-desemprego pra PORRA DO BRASIL INTEIRO. Veio gente de tudo que era canto pegar seguro-desemprego. Eu saquei até o seguro-desemprego do Lula, entende, porque ele não vai ser mais presidente. Aí eu disse olá, presidente Lula, como vai o senhor?, e ele disse que bem, aí eu disse por favor coloque a sua senha, aí ele colocou e eu saquei pra ele e disse que legal essa camiseta xadrez, e ele, sim, é dos meus tempos de metalúrgico, agora a gente tem que voltar às origens, aí eu, pois é, realmente, mas o senhor se aposenta agora, né?, aí ele é, mas de repente eu volte depois, depende de como vai ser o mandato da Dilma, aí eu pô, seu presidente, força aí, né?, não votei no senhor porque não podia na época mas votei nela e tal, aí ele agradeceu e saiu com o seu seguro-desemprego. E aí chegou a louca revoltada porque ficou vinte minutos na fila enquanto eu estava trabalhando sem parar nem pra mijar por HORAS suando feito um porco de natal com duas maçãs na boca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Thiago parou, refletiu e disse, no tom especial que ele usa quando vai me gongar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É triste que 99% dos teus diálogos do dia foram dentro da tua cabeça, né.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(hoje acordei meio &lt;a href="http://naosenteaomeulado.blogspot.com/"&gt;esquizofrenia quem curte&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5694799699680169330?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5694799699680169330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5694799699680169330&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5694799699680169330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5694799699680169330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/11/relacoes-com-o-publico.html' title='Relações com o público'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8660622811697339587</id><published>2010-10-28T21:12:00.000-03:00</published><updated>2010-10-28T21:12:30.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>O segundo sol</title><content type='html'>Estou desde as três ou quatro da tarde pensando num homem cujo nome não sei. Ele parecia jovem; de fato era, pois sei que nasceu em julho de 73. Sei disso porque quando se passa um cartão da Caixa ou do Banco do Brasil você precisa colocar ou o dia, ou o mês, ou o ano em que nasceu, conforme o sistema pedir aleatoriamente, como medida de segurança. Sei disso não porque observei enquanto ele digitava, como descobri que gosto de fazer, mas porque ele não conseguia compreender a instrução de digitar o código de segurança. Ao meu lado, minha chefe soltou um suspiro de desaprovação. Minha chefe é uma mulher bonita, simpática e divertida, por isso sorri para ela como se concordasse, mas não consegui me exasperar como talvez devesse com o homem. Ele perguntava as coisas lentamente e fazia muitas pausas enquanto tentava tirar dúvidas. Examinei o cartão curiosa e sorridente, como faço com todos os clientes, mas senti alguma perturbação desde aquela hora até agora e, desconfio, e há nessa desconfiança uma boa dose de experiência, que sempre vou ficar um pouco perturbada quando pensar nisso no futuro. Senti, e vou confessar aqui para nunca mais confessar em nenhum outro lugar, para nenhuma outra pessoa, nem mesmo para a Júlia Garcia, que era muito triste saber que a reação mais comum a alguém confuso e humilde, é suspirar como quem desaprova. Disse a ele que sempre que tivesse alguma dúvida podia tornar a me procurar, mas creio que não vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TMoRZQbEYbI/AAAAAAAAAYM/Qtjti5S9jyc/s1600/1800SUICIDE.24.7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TMoRZQbEYbI/AAAAAAAAAYM/Qtjti5S9jyc/s400/1800SUICIDE.24.7.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8660622811697339587?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8660622811697339587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8660622811697339587&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8660622811697339587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8660622811697339587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/10/o-segundo-sol.html' title='O segundo sol'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TMoRZQbEYbI/AAAAAAAAAYM/Qtjti5S9jyc/s72-c/1800SUICIDE.24.7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4406941647764210205</id><published>2010-10-20T22:51:00.000-03:00</published><updated>2010-10-20T22:51:14.022-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Spirit Day</title><content type='html'>Quero dizer que uma coisa que a vida me ensinou cedo, ainda que eu tenha demorado a dar ouvidos, é que a coisa mais importante de tudo é o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que alguns anos da minha adolescência foram muito difíceis porque eu era aterrorizada por mim mesma, por tudo que eu sentia, por tudo que eu queria dizer e não conseguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que ser julgado e perseguido, mesmo que uma só vez na vida, te marca pra sempre e te prende num círculo vicioso de insegurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que as marcas ficam e que acho lindo como as cicatrizes parecem depois que os anos passam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que sempre haverá quem vai te apoiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que se permitir lutar contra a insegurança e o medo vai trazer bons resultados, que a vida vai ser muito melhor, que logo nada vai ser tão difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que a amargura que faz par com a baixa auto-estima desaparece, mas você tem que trabalhar por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que é um trabalho doce na mesma medida em que é tortuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que eu espero que você fique bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que eu fiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://i2.photobucket.com/albums/y32/sweetlittlelie/tumblr_lakysmXQZ71qanp23o1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="268" src="http://i2.photobucket.com/albums/y32/sweetlittlelie/tumblr_lakysmXQZ71qanp23o1_500_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_603236882"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_603236883"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4406941647764210205?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4406941647764210205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4406941647764210205&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4406941647764210205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4406941647764210205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/10/spirit-day.html' title='Spirit Day'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1731330771406774438</id><published>2010-10-05T01:59:00.000-03:00</published><updated>2010-10-05T01:59:52.077-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>God Save the Queen</title><content type='html'>O que eu mais gosto na insônia é como ela me deixa alerta. Parece que pisco menos, tremo menos, tropeço menos, esqueço menos. A insônia é tão bonita que me ofende a idéia de que ela indique que há algo &lt;i&gt;errado&lt;/i&gt; comigo. Sinto que, se eu fosse menos desajeitada e tivesse melhor noção de ritmo, poderia dançar muito bem depois de poucas horas de sono. Funciono melhor à medida que passo mais tempo acordada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que nos últimos trezentos e sessenta e cinco dias — não é fantástico como medimos nossas vidas em números tão quebrados? — eu não mudei radicalmente, mas. Mas. Não sei. Há uma diferença, alguma serenidade, alguma paciência, alguma paixão que eu não tinha antes, que foram se construindo, para o bem e para o mal, sempre, sempre ambos, ao longo desses dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de sentir que preciso de um emprego, de uma faculdade e de uma resolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca achei que passaria a sentir com a vinda dos anos. Não tenho essa expectativa. Quando durmo muito, e por conseqüência acordo irritadiça, penso que não tenho essa ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto que preciso de amor, não digo um amor pedestáltico por mim, embora não o despreze, embora me sinta atraída pela idéia. Preciso de amor porque é a condição primária para qualquer pessoa atingir qualquer estágio de evolução. Preciso de paciência e de calma, como sempre precisei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pela primeira vez em dezenove anos, eu sinto que não preciso de mais nada. Sinto — são duas da manhã e daqui a pouco eu vou deitar e observar o forro borrado, pois estarei sem óculos — que posso enumerar algumas coisas que me fazem falta, como um emprego, como algo para fazer, algo metódico que me irrite, me desespere, mas por fim me vença pela disciplina, pelo cansaço, que consiga finalmente domar o que eu desisti de domar há muitos anos, o que todos parecem ter desistido de domar. Sinto que posso, enfim, numerá-las, listá-las, reclamar e fazer algo a respeito, como tenho tentado como pude. Mas sinto que não &lt;i&gt;preciso&lt;/i&gt; de nada disso. Não como eu diria nos meus ápices de depressão; eu não quero&lt;i&gt;&lt;/i&gt; só deitar e esperar a morte vir; eu não preciso de nada disso porque estou feliz e satisfeita, porque sinto que tudo vai se arranjar de uma maneira tão rítmica e acertada que vai parecer feitiçaria, que tudo vai dar tão certo que terei a ilusão de pouco esforço, que vou, como muitas vezes, questionar a minha descrença em mim mesma e transformá-la em amor, amor, amor sufocante e intoxicante, porque o amor é tóxico como cristais de ácido cianídrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi um ano bom para o reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TKqwtue696I/AAAAAAAAAXs/9aigHmN8Weg/s1600/20081218134106_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TKqwtue696I/AAAAAAAAAXs/9aigHmN8Weg/s400/20081218134106_large.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1731330771406774438?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1731330771406774438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1731330771406774438&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1731330771406774438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1731330771406774438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/10/god-save-queen.html' title='God Save the Queen'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TKqwtue696I/AAAAAAAAAXs/9aigHmN8Weg/s72-c/20081218134106_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6868249874840826838</id><published>2010-09-29T11:55:00.000-03:00</published><updated>2010-09-29T11:55:00.845-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Pensamentos que suprimi hoje</title><content type='html'>&lt;i&gt;No ônibus:&lt;/i&gt; mas que gracinha o teu bebê. É até bizarro eu falar isso porque, olha, tenho horror a criança. Mas é que ele é tão fofinho e sorridente que ficar em pé no ônibus lotado, espremidinha na frente porque o cobrador não tinha troco e, quando teve, a parte de trás estava cheia demais para eu passar, não parece tão desagradável assim. Tu é muito nova, nossa. Deve ter o quê, vinte, vinte e dois anos? Eu não vou cometer a arrogância que pessoas que optam pelo diferente costumam ostentar. Espero que tu seja feliz sendo mãe tão nova. O bebê é tão adorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No segundo ônibus: &lt;/i&gt;acho engraçado como os cobradores do 520 são geralmente mais simpáticos do que os da Conorte. Isso é válido pro pessoal que trabalha na Carris, também. Nossa, que pele bonita tem essa senhora. Enfim, cobradores. E ônibus. Eu adoro o 520. Não posso dizer que odeio andar de ônibus, eu até gosto, vejo tantas pessoas e tantos lugares. E aqui tem ar-condicionado, está geralmente vazio, passa pela área mais rica e bonita da cidade... até posso entender como os cobradores estão sempre de bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Enquanto fazia o eletroencefalograma:&lt;/i&gt; a médica fez uma piada sobre cocaína! Definitivamente, é das minhas. Caralho, que exame chato. Eu tenho horror a ficar parada. Deve ser por isso que não gosto de dormir. É impressionante como dormi tão pouco e estou tão acordada. Eu deveria me oferecer pra ser secretária aqui. O Moinhos de Vento não é pra minha &lt;i&gt;estirpe&lt;/i&gt;, mas deve ser fantástico trabalhar nesse lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quando uma senhora me parou na rua pra dizer que minha roupa era adorável:&lt;/i&gt; pessoas que elogiam estranhos são lindas. Primeiro porque é tão amor que corram o risco de soarem completamente malucas só pelo prazer de elogiar um completo desconhecido; segundo porque eu me sinto bem mais normal, já que faço isso sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No primeiro ônibus da volta:&lt;/i&gt; se eu tivesse carro, só ia ter adesivos de — wait for it, sei que acho adesivo a coisa mais bagaceira já inventada, mas esses são bons — jogos e coisas nerds. Um adesivo de “the cake is a lie”, que tal. O dia tá tão bonito. Cara, às vezes, aliás, seguidamente, a bem da verdade, &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt;, eu penso que amo e sinto excessivamente, violentamente, exageradamente, sempre adorei advérbios, o poder modificador que eles carregam, nerdices gramaticais. Dá vontade de descer no Zaffari da Plínio e ficar andando pelos corredores. O problema disso não é o quanto eu vou ter que caminhar até a Assis Brasil, até porque não é muito e eu gosto de caminhar; o problema é que eu tenho 15 reais que serão divididos entre o próximo ônibus e a minha ida à clínica amanhã, e se eu for no Zaffari vou querer comprar merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Na parada, esperando o segundo ônibus da volta:&lt;/i&gt; o cara tá de óculos escuros, mas imagino que esteja olhando pra mim. Bem, eu sorri pras quinhentas tatuagens do cara, talvez isso tenha me destacado. E eu tenho 1,57 de altura, estou com uma saia preta de bolinhas brancas, meu sapato tem um lação enorme e estou batendo os pés num ritmo que, creio, é inconfundivelmente hip hop. Me pergunto o que alguém pensa, me olhando, que eu escuto. Eu sempre fico tentando adivinhar o que as pessoas escutam quando vejo que têm fones de ouvido e, claro, nunca tenho como saber se acertei. Mas duvido, de coração, que alguém fosse olhar pra mocinha de cabelo metade loiro, metade ruivo, e pensar que ela está ouvindo um mash up de um rapper e a trilha sonora de Zelda. Sério. Quem adivinhar essa atingiu o ápice do brilhantismo e da perspicácia humanos. Ele está com um maço de LM. Me deu vontade de acender um cigarro. Mas, é claro, &lt;i&gt;como não?&lt;/i&gt;, meu ônibus chega assim que eu acendo. Me pergunto se alguém escreveria sobre mim as coisas românticas e absurdas que eu escrevo sobre pessoas que vejo na rua e invento um turbilhão de sentimentos que não sei nem se existem. Caralho, como eu sou vaidosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Já caminhando até em casa:&lt;/i&gt; everytime I see you falling, I get down on my knees and pray, waiting for the final moment you'll say the words that I can't say...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6868249874840826838?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6868249874840826838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6868249874840826838&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6868249874840826838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6868249874840826838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/09/pensamentos-que-suprimi-hoje.html' title='Pensamentos que suprimi hoje'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5500245614525221843</id><published>2010-09-20T22:21:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T22:21:41.483-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><title type='text'>Estação vermelha</title><content type='html'>Acho que esses dias chegam para todos. Ou, pelo menos, é o que quero supor. Um dia, que em tese foi como qualquer outro, onde o despertador tocou da mesma forma, o Sol levantou como de costume, e os ônibus passavam sem qualquer perturbação. Nem eu me sentia diferente. Não sei se estava. Sei que, quando terminei de me arrumar e saí de casa, a revelação caiu sobre mim com um peso físico. Achei que duraria um segundo; talvez até tenha durado, o segundo em que me sentei no único lugar livre naquele vagão do metrô. Durante aquele segundo, eu senti que meu rancor se esvaía feito água. Dói quando a sua vontade de machucar os outros vai embora de você. Eu tenho que adiantar esse fato, supondo sempre que este dia vá chegar para todos e com todos: dói quando você decide parar de causar dor ao mundo. Talvez tenha sido uma experiência individual, não sei. Sei que as pessoas do meu lado me pareceram tão palpáveis, tão vivas, tão reais, tão — tão eu, e eu podia entender que fossem mesquinhas e que fossem mentirosas e que fossem cruéis. Podia perdoar o que faziam, podia perdoar o que iam fazer. Podia sentir que não era da minha conta e de verdade, &lt;i&gt;de verdade mesmo&lt;/i&gt;, me privar de julgá-las, me impedir de julgá-las e apenas senti-las, e aí que entra o peso físico que mencionei, que caiu sobre mim como se o teto do metrô desabasse. Eu olhei nos olhos de uma senhora cansada, enrugada, sonolenta e infeliz às seis e meia da manhã, e entendi aquela senhora, quis abraçar aquela senhora, quis dizer: senhora, eu entendo, eu sinto o que a senhora sente, e tudo vai ficar bem. Eu quis mentir que tudo vai ficar bem, mas de certa forma senti mesmo que ia. Que tudo ia ficar bem, que tudo ia ser tão enjoativamente doce que se tornaria insuportável. Eu quis acolher todas as pessoas em meus braços, e envolvê-las com carinho, e sussurrar com amor: &lt;i&gt;tudo vai ficar bem&lt;/i&gt;, mesmo que não ficasse, apenas dizer isso, e que tudo bem que elas sintam alguma culpa, que algo as perturbe, lhes tire o sono — eu não ia julgá-las, só iria ouvi-las, &lt;i&gt;só quero ouvir vocês, por favor, falem&lt;/i&gt;. Era como se eu pudesse escutar suas vozes saindo de suas mentes e se espalhando por aquele vagão sujo e logo lotado, à medida em que nos aproximávamos da Sé. Era lá que eu descia, mas não queria descer. Desci mesmo assim, desci leve e pesada ao mesmo tempo, porque sabia tanta coisa, sentia tanta coisa, tantas histórias pesadas, densas, que machucavam a minha pele no contato; mas eu não sentia nada de ruim, não era capaz de sequer dizer algo ruim, só podia ver e buscar compreensão e tolerância, eu estava toda compreensão e tolerância. Nunca havia me sentido tão bonita em toda a minha vida, não uma beleza vaidosa, e sim uma beleza que não sei dizer, que estava lá para ser admirada, para que as pessoas se inspirassem apenas; sim, inspiradora. Poucos minutos depois, eu seria atropelada e morta ao atravessar distraída a rua do metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TJgH9iUEEsI/AAAAAAAAAXQ/dMSzL1zbVGg/s1600/105933928-626aled.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TJgH9iUEEsI/AAAAAAAAAXQ/dMSzL1zbVGg/s400/105933928-626aled.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5500245614525221843?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5500245614525221843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5500245614525221843&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5500245614525221843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5500245614525221843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/09/estacao-vermelha.html' title='Estação vermelha'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TJgH9iUEEsI/AAAAAAAAAXQ/dMSzL1zbVGg/s72-c/105933928-626aled.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8904760064253814097</id><published>2010-09-13T14:05:00.001-03:00</published><updated>2010-09-13T14:10:34.069-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>A place where we only say goodbye</title><content type='html'>A minha reação a morte sempre foi achar que morte é um negócio muito estranho, muito diferente — natural, sem dúvidas, mas naturalidade não é normalidade. Só me parece muito estranho, muito questionável, que de repente as pessoas &lt;i&gt;parem de existir&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-17.html"&gt;Meu tio&lt;/a&gt; morreu, pelo que entendi, hoje pela madrugada. Tenho boas lembranças da minha infância na casa dele e nunca tive por que reclamar do tio — exceto que ele falava gritando mas, como eu disse, essa família é notória por não ter qualquer noção de volume, eu inclusa. Eu não convivia mais há muitos anos. É só estranho; eu não convivia mas ele era parte de um determinado &lt;i&gt;cenário&lt;/i&gt;, festas de família, visitas a parentes, minha tia conversando com a mãe e falando mal dele, essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns anos atrás, nem lembro bem quando, minha avó paterna morreu e eu não tive essa mesma sensação porque ela nunca &lt;i&gt;fez parte&lt;/i&gt; da minha vida, nem mesmo de um cenário. Ela não era minha associação imediata ao &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/03/like-winter-follows-spring.html"&gt;meu pai&lt;/a&gt; — não era minha associação imediata à cidade dela — eu sequer tinha motivos para me importar, não fosse meu pai ter ficado tão arrasado. Algo como: minha avó nunca existiu &lt;i&gt;pra mim&lt;/i&gt;, na minha vida, então não me afeta ou choca que ela tenha parado de &lt;i&gt;existir&lt;/i&gt; na dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez minha crueza com o assunto seja pouco contato com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio, que a terra seja leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;It stings like a violent wind that memories&lt;/i&gt; &lt;i&gt;depend on faulty cameras in our minds.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8904760064253814097?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8904760064253814097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8904760064253814097&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8904760064253814097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8904760064253814097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/09/place-where-we-only-say-goodbye.html' title='A place where we only say goodbye'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-944456271254317649</id><published>2010-09-07T23:12:00.002-03:00</published><updated>2010-09-07T23:16:55.335-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 14</title><content type='html'>&lt;i&gt;Someone you drifted away from.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;B.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que eu deveria ter guardado rancor, mas não guardei.&lt;br /&gt;Penso que nosso relacionamento sempre foi menos complicado do que deveria ter sido, porque sempre foi mais sobre ti do que sobre mim. Não é uma reclamação. Não é uma acusação. Penso que ouvi muitas das tuas acusações e tentei aprender com elas como pude. Penso que elas foram necessárias, ainda que muitas vezes injustas, ainda que muitas vezes ferinas, ainda que muitas vezes cruéis — penso que eu muitas vezes poderia ter escolhido falar ao invés de ficar quieta. Penso que, no fundo, a P. quase nos fez um favor quando lançou invencionices para nos separar. Penso que eu seria muito diferente se nunca tivéssemos nos falado, nos interessado mutuamente uma pela outra; penso que talvez eu fosse diferente para pior.&lt;br /&gt;Penso que tu representava muitas das coisas que eu sempre odiei e que nunca falei nada. Penso que tentei te poupar de muitas coisas e que te apoiei como poucas pessoas te apoiaram. Não quero esfregar minha nobreza na tua cara, quero apenas ser auto-crítica para o meu próprio bem. Penso que muitas vezes estive errada, e sempre pensei isso, não se engane; penso no entanto que meu amor ficou mal-aproveitado, &lt;i&gt;taken for granted&lt;/i&gt;. Penso com confessa amargura. Penso também que tu retribuiu e agradeceu como pôde, como conseguiu.&lt;br /&gt;Penso que a separação silenciosa, a derradeira, era o caminho natural. Penso que, se me fosse dada a oportunidade, eu não voltaria atrás e te deixaria sozinha naquele dia quatro de novembro de 2008; nem naquele 6 de junho de 2009; não deixo de pensar que te conheci muito melhor do que imagino que tu tenha me conhecido e, embora fique aliviada pelo meu instinto de autopreservação, me decepciono comigo mesma por sempre me rebaixar ao ponto de coadjuvante em quase todas as minhas relações. Penso que tu vai achar que a frase anterior foi egocêntrica e inexata.&lt;br /&gt;Penso que tu vai ser uma boa psicóloga. Penso que, mesmo que eu considere que no passado (talvez presente; não tenho como saber) tu tinha um excesso de preconceitos e predefinições que fazem de qualquer psicólogo uma vergonha para a ciência, tu é silenciosa e observadora o suficiente para superar isso.&lt;br /&gt;Penso que, se nos&lt;i&gt; &lt;/i&gt;encontrássemos hoje, não nos reconheceríamos, e penso que isso é para o bem.&lt;i&gt; We have outgrown each other&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TIbtvR9JkOI/AAAAAAAAAXI/Y5EWPCeAsZg/s1600/tumblr_l2rj6eNoOm1qziyd9o1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TIbtvR9JkOI/AAAAAAAAAXI/Y5EWPCeAsZg/s400/tumblr_l2rj6eNoOm1qziyd9o1_500.png" width="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Amor, &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt;,&lt;br /&gt;Júlia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-944456271254317649?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/944456271254317649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=944456271254317649&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/944456271254317649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/944456271254317649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/09/carta-14.html' title='Carta 14'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TIbtvR9JkOI/AAAAAAAAAXI/Y5EWPCeAsZg/s72-c/tumblr_l2rj6eNoOm1qziyd9o1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4384634810379290823</id><published>2010-08-31T14:50:00.004-03:00</published><updated>2010-08-31T15:35:27.424-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Canção do exílio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TH09CQBgbsI/AAAAAAAAAXA/UP6eUtkRBLA/s1600/missyou.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TH09CQBgbsI/AAAAAAAAAXA/UP6eUtkRBLA/s320/missyou.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(imagem &lt;a href="http://www.cornflake.com.br/blog/"&gt;via&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada poucas semanas eu faço um post parecido com a idéia acima, que diz: &lt;i&gt;mimimi não estou fazendo o que mais gosto de fazer estou com saudades como devo proceder&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz séculos que eu não sei o que é abrir o Writer. Tenho escrito no blog e tenho conseguido desenvolver pensamentos num geral. O que não sai agora é ficção. Acho que eu estou preocupada demais. Consigo escrever sob pressão, sob ansiedade, sob necessidade; sob preocupação não dá. Eu não consigo emprego. Fui a algumas entrevistas ao longo deste mês e nada. Não ligaram nem pra me chamar de filha da puta. Paciência, mas não consigo não me preocupar. As histórias que tenho na cabeça parecem mais distantes, menos insistentes. Meus personagens sempre são uns chatos: grudam na minha cabeça e não me deixam fazer mais nada. Acho que eles evoluíram e resolveram me deixar em paz, &lt;i&gt;e eu odeio isso&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.formspring.me/innuendoblues"&gt;formspring&lt;/a&gt; me perguntaram como nasceu o &lt;a href="http://rainhasemcabeca.blogspot.com/"&gt;Rainha Sem Cabeça&lt;/a&gt; e eu pretendo responder no próprio blog, mas não me surgiram ainda as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou me esquecendo menos das coisas. Minha memória sempre foi prodigiosa para coisas muito antigas, nunca para as recentes. Tenho me esquecido menos das palavras e do que eu ia dizer. Acho que não tenho tido muito para dizer. As cartas vão bem. Acho que, talvez ao contrário do que pareça, eu tenho menos rancor da minha vida do que pensava: todas as cartas negativas (ou que partem de uma premissa negativa) são as que mais custam a sair, porque não tenho como lamentar ou acusar alguém — que não seja eu mesma, é claro. De certa forma, é bom; de outra forma, talvez signifique que eu ando muito solitária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4384634810379290823?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4384634810379290823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4384634810379290823&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4384634810379290823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4384634810379290823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/cancao-do-exilio.html' title='Canção do exílio'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TH09CQBgbsI/AAAAAAAAAXA/UP6eUtkRBLA/s72-c/missyou.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-4752038170986439427</id><published>2010-08-24T19:09:00.000-03:00</published><updated>2010-08-24T19:09:08.004-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 13</title><content type='html'>&lt;i&gt;Someone you wish could forgive you.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;L.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THRC5vGunzI/AAAAAAAAAWw/cPI8LYg-yec/s1600/20081007103605.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THRC5vGunzI/AAAAAAAAAWw/cPI8LYg-yec/s400/20081007103605.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Me desculpa pelos comentários cruéis, pela óbvia perseguição (que sei que tu percebeu), pelas alfinetadas propositais, pelo desrespeito, pela insinuação geral — que eu poderia ter evitado — de que tu era estúpido. Me desculpa pela indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia que, fora o Thiago, tu foi a única pessoa que se apaixonou por mim? Sei que “apaixonar” é um termo forte. Mas tu sabe do que falo. O triste é saber que, se tu tivesse me contado na época, eu, bicho do mato que era — que ainda sou! — teria rido, teria achado que era piada, teria dito alguma coisa desagradável sobre ti, para ti. Então, desculpas por isso. Sei que tu sabia. Sei que não me contou exatamente por este motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso ajuda — embora eu ache que tu não pensa nisso, e embora eu saiba que só acho isso para me eximir de qualquer remorso — saiba que eu sempre admirei, ainda que não contasse, &lt;i&gt;ainda que escondesse&lt;/i&gt;, ainda que zombasse, teu idealismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu espero que tu lembre de mim como a menina da foto que tu guardou por anos, e nada mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, sempre,&lt;br /&gt;K.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24/08/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-4752038170986439427?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/4752038170986439427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=4752038170986439427&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4752038170986439427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/4752038170986439427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/carta-13.html' title='Carta 13'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THRC5vGunzI/AAAAAAAAAWw/cPI8LYg-yec/s72-c/20081007103605.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7913016212565191525</id><published>2010-08-23T02:44:00.001-03:00</published><updated>2011-01-22T23:50:25.120-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 20</title><content type='html'>&lt;i&gt;Someone who broke my heart&lt;/i&gt; &lt;i&gt;the hardest.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este destinatário é difícil de escolher, porque há muitas opções. Muitas opções não porque o mundo seja cheio de pessoas cruéis que não se importam umas com as outras — mas não que isso não seja verdade, também — mas muitas opções porque meu coração se quebra fácil, acontece, sou frágil desde muito criança, nunca fui de chorar mas sempre senti demais, um exagero, uma profusão, é mais velho do que nós duas somadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro da primeira vez que te vi. Tínhamos o mesmo corte de cabelo e um nome parecido. Tu estava andando com os sapatos da tua mãe, enormes pra ti, que devia ter uns seis ou sete anos. Antes de ti havia tido outra, a quem pensei em endereçar. A Tatiana. Ou Tatiane, não lembro bem. De certa forma, talvez ela tenha sido pior do que tu: ela era querida comigo quando estávamos sozinhas. Era simpática. Lembro que uma vez me deu um chiclete, e que trocamos quando o meu ficou sem gosto. Mas ela era má quando estávamos perto de outras pessoas. Isso talvez tenha ajudado a me fazer sentir tão pouca confiança nas pessoas, a ter sempre uma impressão, que mais de uma vez se provou verdadeira, de que o amor que as pessoas me demonstram em particular se transforma em punhaladas pelas costas e comentários cruéis na minha ausência. Mas tu durou mais tempo. Tu levou a um público maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que tu sabia que dali a alguns anos meninas mais velhas perceberiam os teus lápis e roupas de qualidade e começariam a te ameaçar por dinheiro, causando suspensões e te fazendo mudar de colégio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que foi uma ironia; como a própria Tatiana deve ter sido. A Tatiana tinha cabelos presos, usava óculos e aparelho. Era mais velha do que tu era quando nos conhecemos. Certamente ela entrou na primeira ou segunda série sofrendo e ouvindo toda sorte de impropérios. Suponho que a isso se deva a relação que tinha comigo. Era tão fácil, eu era a criança mais nova da creche que não era um bebê, e as tias gostavam de mim, exceto quando eu me recusava a dormir. Enfim. Uma ironia. Tu também foi minha amiga, mas mais pela conveniência; íamos e voltávamos juntas da escola, porque íamos para a mesma creche, cuja dona era tua mãe. Obviamente tu tinha um certo poder sobre mim, já que era filha da dona e as tias não repreendiam. Eu não sei por que eu. Acho que, novamente, conveniência, íamos para a mesma escola, estávamos no mesmo ano, eu era mais nova, ainda passaríamos uma tarde inteira juntas depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro de pouca coisa, lembro de poucas pessoas. Não daria pra te esquecer: nome parecido, mesmo corte de cabelo, perguntavam se éramos primas. As minhas amiguinhas, ou pelo menos companhias, que eu gentilmente te apresentei e tu tomou o cuidado de falar mal de mim. Quando eu aprendi a ler tão rápido e tu custou. Pra que espalhar pra toda a série que minha mãe não tinha pago a creche? Claro que não ocorria a uma menina de sete ou oito anos, cuja mãe tem dinheiro, que a minha sustentava uma casa de quatro pessoas sozinha com um salário mediano e que nunca tinha tempo nem para ir me buscar na creche, pois trabalhava até tarde, e tinha um marido que às vezes gastava aqueles cheques em outra coisa. Pra que os comentários, as mentiras, as provocações, os xingamentos? Tu só era uma criança, e eu era mais ainda. Talvez tu tivesse previsto e aproveitado enquanto podia. Não sei se minha auto-suficiência em me menosprezar vem daí; mas, pensando bem, eu me sentiria injusta atribuindo-a a ti. Ou à Tatiana. Ou aos rostos que não lembro com as palavras que não lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou ser sincera. Quando te vi, anos depois, eu crescida, terminando o colégio, com bons amigos, um namorado, feliz, tu eu não sei, mas estava bem bonita, não senti nada. Rancor, raiva, nada. Esta carta é para o que tu acabou representando. Eu sou frágil demais, sempre fui, nunca vou deixar de ser. Será que tu fez isso depois, Juliana? Será que tu ficou amarga como eu fiquei pelo que aquelas meninas te fizeram? Ou será que tu descontou isso conscientemente? Ah, Juliana, tão bonita, bochechas rosadas, lábios pequenos, amiga dos que viriam a ser meus colegas no Mesquita, essa carta poderia ser para qualquer um que tenha me machucado em algum nível. Meu coração quebra fácil demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THIKntc0dkI/AAAAAAAAAWg/CxB6uKSQEyg/s1600/tumblr_kw2tpc9XZU1qziyd9o1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THIKntc0dkI/AAAAAAAAAWg/CxB6uKSQEyg/s1600/tumblr_kw2tpc9XZU1qziyd9o1_500.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que lembro de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor,&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23/08/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7913016212565191525?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7913016212565191525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7913016212565191525&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7913016212565191525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7913016212565191525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/carta-20.html' title='Carta 20'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THIKntc0dkI/AAAAAAAAAWg/CxB6uKSQEyg/s72-c/tumblr_kw2tpc9XZU1qziyd9o1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-137014731766481140</id><published>2010-08-19T20:09:00.002-03:00</published><updated>2010-08-20T00:05:00.635-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Tomorrow we'll discover what our god in heaven has in store</title><content type='html'>Uma coisa que eu gosto muito em &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Les_Miserables"&gt;Les Misérables&lt;/a&gt; — e, a julgar por como só falo nesse assunto, não é a única — são as múltiplas representações de deus na história. É bonito observar isso. Eu sempre fui muito curiosa a esse respeito; veja, nunca acreditei em deus. Nunca me senti próxima de deus. Nunca senti qualquer ligação, necessidade, presença, confiança, absolutamente nada. Para mim, as emoções alheias em relação a deus são sempre fascinantes. Eu nem posso sonhar em entendê-las. Não tenho dúvidas de que nunca vou entender, de que isso vai estar sempre além da minha alçada. Eu até me sinto meio estúpida de me referir a ele com letras maiúsculas; é por isso que não me refiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja, o primeiro personagem a mencionar deus é o padre que salva o Jean Valjean. A visão que o padre tem de deus é de um ser misericordioso que está dando uma nova chance ao Valjean — que, ao menos na peça, não demonstra ter alguma vez acreditado em deus. Não sei se a letra foi tão cuidadosamente escrita que o autor já tivesse em mente deixar a questão ambígua, mas o que o padre diz é que ele "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ILbIuYwqMkQ"&gt;comprou a alma de Valjean para deus&lt;/a&gt;". É algo tipo: "te salvei, então vira um homem direito, deus te deu essa chance, rapaz. Não me vai fazer merda". Sei que, no livro, o padre tem uma influência bem maior e detalhada sobre a vida do Valjean; mas ainda não li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, a relação do Valjean com deus me parece tão simpática, tão respeitável. Ele faz pedidos a deus, coisas como "&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NrX_WT9LGzo"&gt;salve esse homem&lt;/a&gt;", coisas que não &lt;i&gt;dependem&lt;/i&gt; do esforço do Valjean. Não há momentos, no musical, em que ele &lt;i&gt;acuse&lt;/i&gt; alguém de algo e use deus como desculpa. Sabe, como tantas pessoas religiosas fazem. &lt;i&gt;Eu não gosto de viados, então vou dizer que é deus que não gosta&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Eu acho que determinada coisa é ruim, vou dizer que deus concorda comigo pra me dar razão&lt;/i&gt;. Aí entra o Javert. O Javert, conforme explicado apenas no livro, crê que tudo na vida pode ser escolhido e que todo mundo tem as mesmas chances: afinal, ele, filho de uma prostituta com um ladrão, conseguiu se tornar um oficial de justiça. Gente como o Jean Valjean não merece qualquer espécie de pena. O interessante é que, no livro, o Javert é &lt;u&gt;ateu&lt;/u&gt;. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-0xi5FqIefE"&gt;Uma das músicas&lt;/a&gt; dele e várias das falas são sobre deus e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=sYCPHHPXTmk"&gt;os caminhos de deus&lt;/a&gt;* e os desejos de deus. A relação dele é a que mais me irrita em qualquer pessoa temente a deus (o termo mais interessante já cunhado): tudo que ele odeia não é odiado &lt;i&gt;por ele&lt;/i&gt; e sim &lt;i&gt;por deus&lt;/i&gt;, ou seja, um ódio perfeitamente justificável, e como assim você não concorda com ele? O resultado de perceber que o mundo como ele conhece não apenas está ruindo como &lt;i&gt;nunca realmente existiu&lt;/i&gt; é &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IFr6nk4ry4Y"&gt;bem óbvio&lt;/a&gt;. Nem dá pra chamar de spoiler; mas caso você (não que eu acredite que alguém ainda está lendo isso) não queira saber, não clique e &lt;i&gt;nem&lt;/i&gt; olhe os nomes das músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vários personagens que parecem indiferentes a deus e à noção de alguma divindade. São os personagens mais afetados pela pobreza (ou, no caso do Marius de Pontmercy, afetados pelo contato). A &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-Jo4FvpN3_g"&gt;Fantine&lt;/a&gt;, por exemplo, até menciona deus algumas vezes, mas do jeito que até eu menciono, por meio de interjeições. De modo geral, as músicas e crenças deles são voltados às próprias vidas: se vão melhorar, se devem melhorar, o que devem fazer. Deus não interfere com eles. Eles não ligam. De certa forma, não consigo não pensar que é assim para a maioria das pessoas. Que deus, para elas, é mais um negócio que está lá por convenção e costume do que por presença, por fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos que já citei, só tem mais dois personagens que falam de deus. E são os mais geniais. Os reais &lt;i&gt;vilões&lt;/i&gt; da história. (Não dá para chamar o Javert de vilão, a definição apurada é antagonista.) São &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SFPsEwV38Q0"&gt;Monsieur e Madame Thénardier&lt;/a&gt;. Tem &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UMmqQk66TXQ"&gt;uma cena&lt;/a&gt; em que o Mr. Thénardier canta o que creio ser a frase &lt;i&gt;mais brilhante&lt;/i&gt; de toda a história, e vou ficar arrasada se ler o livro e descobrir que o Victor Hugo não pensou nela primeiro: &lt;i&gt;e deus está no céu dele, ele não interfere, porque está tão morto quanto&lt;/i&gt; &lt;i&gt;esses&lt;/i&gt; &lt;i&gt;presuntos aos meus pés&lt;/i&gt;. Épico. É engraçado que, no musical, os únicos personagens &lt;i&gt;maus&lt;/i&gt; sejam declaradamente ateus. Não sei se isso fica claro no livro. Eles também desdenham da idéia de inferno, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=qN5yewE1Yso"&gt;no final&lt;/a&gt;: "e, quando estivermos tão ricos quanto &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Creso"&gt;Creso&lt;/a&gt;, Jesus, vamos ver todos vocês no inferno!". Eles não são uns filhos da puta porque acham que não há penitência; eles &lt;i&gt;não ligam&lt;/i&gt; se há penitência. Pode não ser bonito, mas não deixo de adorar a sinceridade dos personagens. &lt;i&gt;Eu sinto a mesmíssima coisa&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem a minha parte favorita. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=HzCSb6OnkZA"&gt;Nos últimos minutos&lt;/a&gt;, quando Jean Valjean já está morrendo (presumivelmente de velhice, ao menos no espetáculo), ele começa a cantar pedindo que deus finalmente o deixe morrer. Os mortos vão aparecendo atrás dele, enquanto o Valjean se despede da filha. E, no momento da morte, toda a companhia — os atores (exceto os Thénardier e o Javert) e o coro — começam a cantar uma segunda versão de &lt;a href="http://letras.terra.com.br/les-miserables/325688/"&gt;Do You Hear the People Sing&lt;/a&gt;. Linda, também. Sempre me emociono. Não é sobre deus, não é sobre igrejas, não é sobre paraíso: é só sobre paz. Que não é a mesma coisa. A última frase do Valjean, inclusive, é provavelmente a coisa mais bonita de todo o musical: "&lt;i&gt;amar outra pessoa é ver a face de deus&lt;/i&gt;". Quero dizer. É lindo. É como a minha citação preferida do Pessoa, a de Mar Português, "&lt;i&gt;Deus ao mar o perigo e o abismo deu / mas nele é que espelhou o céu&lt;/i&gt;". Porra. Isso não é &lt;i&gt;deus&lt;/i&gt;, o velho barbudo de cajado. É o significado além. Isso eu posso aceitar. Posso até sentir a beleza por trás. Não tem nada a ver com bombas e gritos e berros e cantorias e igrejas e mandamentos e nada. É só um conceito abstrato sem gente reclamando de quem acredita, nem gente reclamando de quem não acredita. Algo meio poemas do Murilo Mendes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se fosse assim, se fosse sempre assim, se o conceito de alguma divindade que nos protege e guarda fosse só a idéia de amor — sem dogmas, sem criação, sem mandamentos, sem hipocrisia, sem falsa moral, &lt;i&gt;principalmente, sem religião&lt;/i&gt; —, eu aceitaria. Talvez conseguisse até me importar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*essa cena é um tesão.&lt;br /&gt;**adoro o fato de o cameraman ter uma &lt;i&gt;óbvia&lt;/i&gt; crush numa as cantoras do coro, de cabelo curtinho. Sempre que o coro é mostrado, o cara foca nela. Adoro porque acabei desenvolvendo uma crush também.&lt;br /&gt;***a despeito de representar um lado da religião que me causa bocejos (ou seja, &lt;i&gt;quase todos&lt;/i&gt;), o Javert é meu personagem favorito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-137014731766481140?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/137014731766481140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=137014731766481140&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/137014731766481140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/137014731766481140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/tomorrow-well-discover-what-our-god-in.html' title='Tomorrow we&apos;ll discover what our god in heaven has in store'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5804276246786538617</id><published>2010-08-17T23:42:00.001-03:00</published><updated>2010-08-17T23:44:31.879-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Sempre libera</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Não espero mesmo que alguém que não tenha sido exposto a essas coisas desde cedo saiba ou queira apreciá-las.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a href="http://www.hellololla.com/2010/08/at-home.html"&gt;via&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Uma coisa que a convivência me ensinou, ou talvez tenham sido os anos, é a procurar avidamente beleza em qualquer coisa, nas pedras do calçamento, na tinta das casas descascando sob o sol, no riso estridente e irritante de crianças que jogam futebol a uma quadra da minha casa. O amor e a beleza, a despeito de todas as interpretações, andam juntos, tão juntos que a gente nem discerne mais. Hoje fui a uma senhora que mora perto da minha casa; ela faz pequenos consertos em roupas e eu precisava apertar duas saias. Na casa tinha dois cachorros e vários gatos. Era pequena e bem decorada. Não sei se a senhora vive sozinha. Achei tudo tão bonito. Achei meu reflexo no espelho bonito, achei a senhora bonita, achei a gentileza dela bonita, achei bonito até um dos cachorrinhos ameaçando me morder; eu me senti em paz, que é outra coisa que parece acompanhar beleza. De modo geral, as coisas são aproveitavelmente bonitas. Muitas vezes imagino como vai ser minha casa com o Thiago. E gosto de como ela está aqui. Eu gosto mais das coisas do que penso que gosto. Meu cabelo está curtinho atrás e um pouco mais comprido na frente. Mamãe também cortou o do Thiago. Tenho pensado bastante sobre inteligência, provavelmente por causa &lt;a href="http://overdosedechamate.tumblr.com/post/891545373/fator-k"&gt;deste post&lt;/a&gt;. Nada em toda a minha vida me desafiou. Não tenho esperanças. Mas estou tentando não primar pelo desafio. Não ligar pra ele. Se ele não me quer, eu também não o procurarei. Deve ter mais do que isso, né? Em vários aspectos da minha vida, eu sempre espero que haja &lt;i&gt;mais&lt;/i&gt;. Fatalmente não há. Fatalmente não há mais compreensão, não há mais amor, não há mais desafio, não há mais paciência, não há mais nada. Uns tempos atrás, estávamos eu e ele andando pelo Bom Fim e paramos numa sorveteria que tem algumas opções veganas. O clima ameno, os meu sapatos verde-limão chamando a atenção das criancinhas, uma vendedora atenciosa. &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/let-seasons-begin.html"&gt;As coisas são muito rápidas&lt;/a&gt; mas, querendo ver, elas também são belas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5804276246786538617?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5804276246786538617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5804276246786538617&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5804276246786538617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5804276246786538617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/sempre-libera.html' title='Sempre libera'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-7299596962655082111</id><published>2010-08-07T20:50:00.000-03:00</published><updated>2010-08-07T20:50:35.320-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>8</title><content type='html'>Hoje conheci uma mulher adorável. Estávamos Thiago e eu no &lt;a href="http://www.hagah.com.br/rs/porto-alegre/local/8178,2,govinda-restaurante-e-pizzaria-vegetariana.html"&gt;Govinda&lt;/a&gt;, com pimenta até na alma, quando ela perguntou se podia sentar na mesinha do lado da nossa, porque o lugar é muito pequeno e não tinha espaço. Claro que podia. Elogiei a meia-calça dela e quando vi ela estava me contando que tocava violino, que a filha canta, que ela é artista plástica e quer arranjar um lugar para guardar suas coisas enquanto viaja, que viu um show maravilhoso de um casal de franceses, que já viveu diversas religiões, que acredita em signos e que só de olhar pra mim e pro Thiago concluiu que somos mesmo almas gêmeas! Mencionou seus carmas, comentou suas filosofias e idéias, disse que não era para eu parar de escrever nunca, que isso faz bem pra gente. Gostou de saber nossos signos. Quando soube que o nome dela era Inês, simpatizei imediatamente, &lt;a href="http://rainhasemcabeca.blogspot.com/2010/03/farsa-de-ines-de-castro.html"&gt;não sei por quê&lt;/a&gt;; bem, serei sincera, já tinha simpatizado antes, mas sem dúvida foi um bônus. Eu não poderia me desinteressar nem que fizesse um esforço descomunal. Como o Thiago observou muitos minutos depois, quando andávamos para a Felipe Camarão, é por causa de gente assim que é muito difícil pregar ateísmo. Saí da conversa profundamente encantada por todas as coisas que ouvi e em que, admito com alguma relutância, não acredito. Eu gosto muito, aliás, do Govinda por causa disso; é um restaurante, lancheria e pizzaria vegetariano com algumas opções veganas, os donos são uma família hare krishna muito simpática, o ambiente é todo decorado com pinturas que representam Ganesha e um monte de coisa que não faço nem idéia! A Inês sorria de um jeito agradável e gostei de ouvir cada palavra, sugestão e observação. Tem gente que, juro pra vocês, não tem como não adorar logo de cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;I believe whenever I see you smiling&lt;br /&gt;Because it's easily one of the hardest things to do&lt;br /&gt;Your worries and fears become your friends&lt;br /&gt;And they end up smiling at you&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-7299596962655082111?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/7299596962655082111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=7299596962655082111&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7299596962655082111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/7299596962655082111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/8.html' title='8'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5249337139264523462</id><published>2010-08-04T23:51:00.002-03:00</published><updated>2010-08-05T16:18:16.854-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 27</title><content type='html'>&lt;i&gt;The friendliest person I knew for only one day.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido senhor que trabalhava num stand do Center Norte em 2007,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última vez em que fui ao Center Norte não achei a tua lojinha. Isso foi há poucos meses. Não lembro das tuas feições nem do teu nome, que acredito que não perguntei mesmo, mas se um dia te visse de novo, acho que reconheceria prontamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sogra, muito ciumenta e um pouco irritadiça, e não digo isso sem compreender os sentimentos dela, nos apontou onde fazer uma gravação numa jóia. Fomos para o senhor que, muito gentil, perguntou &lt;i&gt;o que&lt;/i&gt; queríamos gravado nas nossas alianças. Eu gostei e guardo na memória que ele tenha perguntado &lt;i&gt;o que&lt;/i&gt;, quando minha sogra chegou dizendo para gravar nossos nomes e a data do início do namoro, costume que acho sem graça, previsível, que não dá qualquer personalidade a uma peça que, oras, precisa ter uma personalidade! Eu a interrompi dizendo que não queríamos isso e segurei um comentário zombeteiro. Thiago e eu trocamos olhares e o que decidimos gravar foi a palavra “sempre”, só ela, que significou muito durante os anos que passamos longe um do outro, e até hoje significa — bem, é muito auto-explicativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me refiro ao senhor na terceira pessoa porque não me lembro bem se o que gravou essa palavra foi o mesmo que nos recepcionou, muitos meses depois, querendo adicionar um detalhezinho, o símbolo do infinito no canto, e é para ele que quero escrever. Quero escrever isso hoje só para constar, porque hoje o Thiago me ligou bastante triste porque tinha perdido a aliança dele — isso, é claro, é um sentimento que apenas gente sensível que precisou se apegar a um fio de prata por anos vai entender. Logo lembrei que o senhor que pegou nossas alianças e desenhou o símbolo do infinito nela sorriu muito ternamente para nós e, ao terminar, examinou-as e disse que não queria que pagássemos, que ficava sendo “o presente de noivado”. E que te convidássemos para o casamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica o convite, se a gente oficializar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei também de tantas pessoas queridas que foram muito amáveis, amigáveis, amorosas durante apenas o breve momento em que as vi. Eu e o Thiago temos apelidos para todos. Tem o &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2009/04/conheci-o-ed-kennedy-esses-dias.html"&gt;Ed Kennedy&lt;/a&gt;, tem o gastro-taxista, tem o &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2009/09/sonhei-que.html"&gt;garçom poeta do Naval&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/04/ponto-e-virgula.html"&gt;grande&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.myspace.com/puppasantana"&gt;Puppa Santana&lt;/a&gt; e sua igualmente grande namorada Miriam, o palestrante “Marcelo Tas” (pela semelhança física), e tem até pessoas que mais tarde reencontramos e mantemos contato. Tem uma coisa em mim, eu juro pra ti, palavra!, que atrai gente muito querida, muito fantástica, muito literatura mesmo. Só vendo, moço do ferro de gravação. Só vendo. Não dá pra escrever para todas elas, apenas sobre elas. E escrever verdadeiras enciclopédias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é que hoje eu lembrei do senhor e lembrei que, mesmo se comprarmos outra aliança, não sabemos onde encontrar o senhor para gravar nela outra vez. O que já me deixou um pouco decepcionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Amor, sempre,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04/08/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;P.S.: &lt;/b&gt;uma pequena curiosidade: há 10 dias fez quatro anos desde que compramos essas alianças. O tempo voa.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Update:&lt;/b&gt; aliança devidamente encontrada. Mas o texto continua sempre válido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5249337139264523462?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5249337139264523462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5249337139264523462&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5249337139264523462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5249337139264523462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/carta-27.html' title='Carta 27'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2493254252738203991</id><published>2010-08-01T01:52:00.000-03:00</published><updated>2010-08-01T01:52:36.853-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>And heaven knows I'm miserable now</title><content type='html'>Durante alguns meses eu fiquei sentindo absolutamente nada ou, em dias de sorte, um desânimo profundo e contagiante. Eu nem tinha forças ou qualquer coisa que me fizesse conseguir &lt;i&gt;querer&lt;/i&gt; algo. Poderia, é claro, me obrigar a escrever, ou jogar algum jogo — mas não conseguia querer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei animada, produtiva, irritadiça, impaciente, mas isso já era algo, já era tão melhor do que tanta indiferença. Não faço o tipo indiferente, tenho preguiça do tipo indiferente; daquelas pessoas que acham que precisa ser muito especial para causar algum sentimento em alguém. Enfim, aos poucos a irritação e a impaciência diminuíram, suavizaram, fiquei animada, produtiva, carinhosa, todas as coisas que me deixam confortável comigo mesma, satisfeita comigo mesma. Acho que isso é um negócio tão raro hoje em dia, para qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, sem motivo algum, me senti de repente ansiosa, tremendo outra vez. Hoje tive muita dificuldade para lembrar de coisas simples — onde eu estava ontem mesmo? Ah, lógico, na casa do Guilherme, o Thiago foi comigo e o namorado do Guilherme, que também se chama Thiago, estava lá e foi lindo. Senti aquilo que precede a &lt;i&gt;indiferença&lt;/i&gt;: pouca memória, insatisfação com tudo, vontade de nada. Que merda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só estou anotando isso aqui pra não esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu ainda estou me sentindo animada e serena, preciso encontrar forças para não deixar que isso passe e venham meses de ócio, não de ócio tipo &lt;i&gt;puta que pariu ninguém me contrata pra porra nenhuma&lt;/i&gt;, mas ócio de não sentir nada, não querer nada, não pensar nada, a não ser uma vaga insegurança, uma vaga ansiedade, e a vontade de dormir o dia inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantos meses tomei a decisão de me afastar de qualquer pessoa que eu queira mal de alguma forma, porque não quero para mim esse desejo irrefreável de causar mal às pessoas, e nem quero que as pessoas se sintam mal. Não sei se é impressão minha, mas parece que estou ouvindo merda e sendo acusada de coisas com uma freqüência nunca antes vista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2493254252738203991?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2493254252738203991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2493254252738203991&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2493254252738203991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2493254252738203991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/08/and-heaven-knows-im-miserable-now.html' title='And heaven knows I&apos;m miserable now'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2366299142855683630</id><published>2010-07-26T21:37:00.001-03:00</published><updated>2010-07-26T21:40:11.064-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 17</title><content type='html'>Querido tio Rogério,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico feliz que, após a tua terceira isquemia, tu tenha voltado a falar hoje. Quantos meses tem que tu tá internado, tio? Nunca vi a tia Marli tão preocupada. É até meio engraçado, se me permite o comentário, porque nunca vi nem ela, nem a Roberta sendo particularmente legais contigo. Claro que só reparei isso depois de mais velha; quando era criança, acho que elas não eram tão ásperas contigo. Ou talvez se ocupassem muito comigo e não te percebessem. Tu também era muito legal comigo, me levando para comprar bolachas e prometendo não contar para a minha mãe. Me pergunto se tu deveria fazer isso, porque tenho a nítida lembrança de que tu comia as bolachas também, e tu tem diabetes desde sempre! Talvez isso até tenha ajudado no AVC. Mas não vejo por que falar nisso. Ouvi a mãe comentar que a primeira coisa que tu falou, depois de meses sem mexer nenhuma parte do corpo, foi que amava a tia Marli. Achei meigo. Pelo telefone, porque é mal dessa família não ter noção de volume, entreouvi a tia comentar que chorou de felicidade. Deve ter sido bonito. Há quantos anos vocês estão juntos, mesmo? Uns trinta e poucos, não é? Eu não tenho lembranças da minha infância. Mesmo que faça esforço, não lembro de nada ou quase nada. Lembro de crianças; lembro de festas desagradáveis de família; lembro que na casa de vocês tinha Cartoon Network e que tu me deixava assistir, a despeito do resto das pessoas querendo ver a Globo ou alguma outra coisa que elas podiam ver sempre em suas casas, enquanto eu nunca podia ver Cartoon Network; lembro que a mãe odiava Negresco e não comprava no supermercado mesmo que fossem para mim e não para ela, então acabo lembrando da casa de vocês quando lembro de Negresco, porque vocês comparavam pra mim. Enfim, tio, é bom saber que, ao contrário do que todos nós pensamos (e creio que tu não vá se ofender, já que é perfeitamente razoável concluí-lo!), tu não vai morrer agora. Mesmo que eu não seja mais criança e não me sinta amplamente confortável perto de vocês. Não leve a mal, mas não acho que vá levar. A Roberta que deve estar feliz; o aniversário dela foi três dias atrás, acho que tu teve cirurgia no dia ou coisa assim. Eu acho que tenho mais lembranças tuas do que do meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor,&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/07/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2366299142855683630?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2366299142855683630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2366299142855683630&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2366299142855683630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2366299142855683630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-17.html' title='Carta 17'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-331666429059575341</id><published>2010-07-20T18:41:00.000-03:00</published><updated>2010-07-20T18:41:14.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 26</title><content type='html'>&lt;i&gt;The last person you made a pinky promise to&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida Paulinha,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomei alguma liberdade poética em te escolher como destinatário. Nunca fizemos uma promessa de dedinho; para ser precisa, acredito que nunca tenhamos feito uma promessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que tu soubesse que nunca falei pra ninguém. Nenhuma outra pessoa sabe, a não ser que tu mesma tenha dito. Sim, eu ainda lembro. Sabe que só lembrei recentemente? Não sei se apenas desassociei; acredito que sim. De qualquer forma, me senti prometendo isso antes de os anos se passarem e nossos interesses mudarem tão completamente que nos afastamos, o que não é nada diferente do natural, e nem deixa de ser bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes penso em ti, não com saudade, mas com alguma admiração e amizade. Lembra no Shopping Santa Cruz? Posso visualizar perfeitamente os teus cabelos voando enquanto tu corria na minha direção. Acho que ainda sei exatamente como foi o nosso abraço e, com algum esforço, posso ouvir a tua voz na minha cabeça. Me sinto meio mal por lembrar pouco do Vinicius, que foi muito querido também; mas acho que ele não ligaria para isso. Pelo menos, não se soubesse como tu foi importante para mim. Já tinha deixado de ser naquela época; &lt;i&gt;daquele jeito&lt;/i&gt;, entenda bem, quero ser específica; é que, de qualquer forma, foi tão importante te abraçar uma primeira e uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto do fato de eu poder lembrar de ti com carinho. Os outros amigos que tive — tivemos, até — na mesma época mudaram tanto que não posso deixar de esbarrar neles algumas vezes e sentir alguma repulsa. Nós, eu e tu, acreditamos em coisas tão diferentes e gostamos de coisas tão diferentes e vivemos coisas tão diferentes, mas durante vários meses (espero estar correta em pluralizar esta parte) tudo que tínhamos e confiávamos era uma na outra. Eu gostaria que nunca tivesse se esmaecido e espero, sempre, que tu esteja bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então vamos fazer uma promessa agora? Pode ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TEYXplyAl5I/AAAAAAAAAWQ/3YEx-dHbufE/s1600/tumblr_kzywqbFaDc1qzmem8o1_500_large.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TEYXplyAl5I/AAAAAAAAAWQ/3YEx-dHbufE/s640/tumblr_kzywqbFaDc1qzmem8o1_500_large.png" width="568" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tu sempre vai ser uma das pessoas mais bonitas que já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor,&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20/07/2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;(If we were our indignities,&lt;br /&gt;If we were our successes,&lt;br /&gt;If we were our emotions,&lt;br /&gt;I'd be joining you.&lt;/i&gt;)&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-331666429059575341?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/331666429059575341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=331666429059575341&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/331666429059575341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/331666429059575341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-26.html' title='Carta 26'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TEYXplyAl5I/AAAAAAAAAWQ/3YEx-dHbufE/s72-c/tumblr_kzywqbFaDc1qzmem8o1_500_large.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-8144521134938861110</id><published>2010-07-19T01:52:00.001-03:00</published><updated>2010-07-19T01:56:03.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Until the very end</title><content type='html'>A minha série preferida de livros não é Harry Potter. Harry Potter não é nem minha série preferida de &lt;i&gt;fantasia&lt;/i&gt;. Mas, cara. Eu encontro fanfics antigas ou encaro as capas dos meus livros e simplesmente vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uns oito anos quando a mãe tirou Harry Potter e a Pedra Filosofal da bolsa, uma capa estranha, com o título que não muitas pessoas viram, porque foi antes da fonte de raio. Comecei a ler. Acho que foi meu primeiro livro &lt;i&gt;de verdade&lt;/i&gt; porque tínhamos poucos em casa e na biblioteca da escola não permitiam que locássemos livros que não fossem particularmente infantis. Eu entendi de um jeito tão, não sei, querido; era um menino pouca coisa mais velho do que eu e tão simples de entender que nunca precisei fazer perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava na fila da Livraria Cultura às oito horas do dia vinte e um de julho de dois mil e sete quando abriram as caixas. O meu livro já estava reservado e pago (mamãe e Thiago dividiram e me deram de presente). A fila estava enorme. Tinha tanta gente e tanta expectativa. Acho que ninguém estava realmente preocupado com o final. Não sei se alguém estava realmente preocupado. Acho que era só um adeus, e isso dói sempre, seja na hora, seja depois. Nem que seja só um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda tenho o livro. Ele está na minha frente, aberto nas páginas 658 e 659, no início do capítulo 33, &lt;i&gt;The Prince's Tale&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“But this is touching, Severus,” said Dumbledore seriously. “Have you grown to care for the boy, after all?”&lt;br /&gt;“For &lt;i&gt;him&lt;/i&gt;?”, shouted Snape. “Expecto Patronum!”&lt;br /&gt;From the tip of his wand burst the silver doe: She landed on the office floor, bounded once across the office, and soared out of the window. Dumbledore watched her fly away, and as her silvery glow faded he turned back to Snape, and his eyes were full of tears.&lt;br /&gt;“After all this time?”&lt;br /&gt;“Always,” said Snape.&lt;/blockquote&gt;Esse trecho é um dos meus preferidos por tantos motivos. Eu nem sei explicar. Mas é que cresci com todos os personagens e o que é &lt;i&gt;always&lt;/i&gt; pra eles não pode não ser &lt;i&gt;always&lt;/i&gt; pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“It's alright,” Ginny was saying. “It's okay. We're going to get you inside.”&lt;br /&gt;“But I want to go &lt;i&gt;home&lt;/i&gt;,” whispered the girl. “I don't want to fight anymore!”&lt;br /&gt;“I know,” said Ginny, and her voice broke. “It's going to be all right.”&lt;/blockquote&gt;É. &lt;i&gt;It's going to be all right.&lt;/i&gt; Acho que é a mensagem dos livros, porque a Joanne começou a escrever esperando que ficasse tudo bem. Ficou tudo bem, de certa forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“You'll stay with me?”&lt;br /&gt;“Until the very end,” said James.&lt;br /&gt;“They won't be able to see you?” asked Harry.&lt;br /&gt;“We are part of you,” said Sirius. “Invisible to anyone else.”&lt;br /&gt;Harry looked at his mother.&lt;br /&gt;“Stay close to me,” he said quietly.&lt;br /&gt;And he set off.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-8144521134938861110?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/8144521134938861110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=8144521134938861110&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8144521134938861110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/8144521134938861110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/to-sir-with-love.html' title='Until the very end'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5411045581989290430</id><published>2010-07-18T21:53:00.000-03:00</published><updated>2010-07-18T21:53:08.191-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 4</title><content type='html'>&lt;i&gt;To my sibling or closest relative.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido irmão,&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Acho conveniente que a tua carta seja hoje, no teu aniversário. Mas eu não sei o que te dizer. Há um tempo que estamos meio distantes, desde — tu sabe. Isso te deixou mal. É engraçado como tu fica mal. Não é como eu fico. Eu fico e tento compensar com os outros. Tu fica e tenta compensar &lt;i&gt;nos&lt;/i&gt; outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria que tu te preocupasse menos com já ter quase trinta anos e não ter atingido nada (palavras que não são minhas; eu nunca as usaria).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria que tu ficasse menos nervoso e ansioso e voltasse a como era antes. Mas não sei se tu era feliz. Só sei que agora não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que as coisas melhorassem logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que melhorem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, sempre,&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18/07/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5411045581989290430?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5411045581989290430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5411045581989290430&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5411045581989290430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5411045581989290430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-4.html' title='Carta 4'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-408680298893122332</id><published>2010-07-17T00:22:00.004-03:00</published><updated>2010-08-29T23:14:23.666-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 12</title><content type='html'>&lt;i&gt;A person who caused you a lot of pain.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe,&lt;br /&gt;&lt;i&gt;  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THsT1upEmfI/AAAAAAAAAW4/yeQZnzkeHJ4/s1600/tumblr_l1nhwt067s1qziyd9o1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THsT1upEmfI/AAAAAAAAAW4/yeQZnzkeHJ4/s400/tumblr_l1nhwt067s1qziyd9o1_500.png" width="362" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Amor, sempre,&lt;br /&gt;Júlia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-408680298893122332?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/408680298893122332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=408680298893122332&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/408680298893122332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/408680298893122332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-12_17.html' title='Carta 12'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/THsT1upEmfI/AAAAAAAAAW4/yeQZnzkeHJ4/s72-c/tumblr_l1nhwt067s1qziyd9o1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2506901711784554703</id><published>2010-07-16T00:25:00.001-03:00</published><updated>2010-07-16T00:27:07.148-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 25</title><content type='html'>&lt;i&gt;To someone who is passing through the worst of times.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha querida Cah,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil ler teus posts a respeito de tudo isso e não ouvir a voz da Alanis Morissette soando no fundo: &lt;i&gt;soon I'll grow up and I won't even flinch at your name&lt;/i&gt;. Em parte porque é isso que vai acontecer e em parte porque desejo que aconteça logo. Não porque eu não queira mais ser acordada com telefonemas chorosos teus; mas porque eu queria que tu não &lt;i&gt;precisasse&lt;/i&gt; mais me ligar chorando. Nem tem nada a ver com eu odiar telefones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu vai ter o meu amor (e o do Thi, claro). Eu sei que não é o meu amor que tu &lt;i&gt;quer&lt;/i&gt; nesse momento; eu sei e não levo a mal. Mas é dele que tu &lt;i&gt;precisa&lt;/i&gt;. Gostaria de poder aparecer aí de surpresa, eu e o Thi, fazer alguém te ligar e marcar urgentemente no lugar xis, aí tu chega lá e nos encontra! Gostaria, na verdade, que eu sempre pudesse abraçar as pessoas queridas que estão precisando de um abraço. Porque a verdade é, e tu sabe, que eu não sou boa nisso de consolar. Posso saber contar histórias e, de acordo com alguns relatos muito amáveis, emocionar com elas, mas expressar os meus sentimentos é tão difícil, seguidamente doloroso, invariavelmente trabalhoso e complicado. Pra ti isso vem mais fácil, talvez porque venha numa corredeira, venha de ápices que tu precisa e &lt;i&gt;não tem outra escolha senão dividir&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é tanta coisa. Não é só as circunstâncias em que eu e tu ficamos amigas (&lt;i&gt;Deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado...&lt;/i&gt;) mas a dor que tu está sentindo agora e já há... um ano? E as dores que tu me confessou tantas vezes, sempre sutilmente, sempre carinhosamente, em parte para que eu não me preocupasse, em parte porque tu não queria fazer alarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço quando tu tá triste. Reconheço quando tu tá desanimada. Reconheço quando tu tá estressada. E sei diferenciar. Acho que é bonitinho, porque nas três situações tu fica lacônica, mas dá para perceber a diferença, quando é laconismo de raiva, laconismo de tristeza, laconismo de desânimo. Tu é tão transparente que desafia as leis da óptica. Gostaria que as marcas que as pessoas te fazem, que são sempre tão fundas, para bem e para mal, não fossem assim tão claras na tua superfície; que elas não voltassem e, principalmente, que não latejassem loucas nos dias de chuva. Às vezes penso que seria melhor para nós duas que fôssemos muito amargas, que não tivéssemos, como diz a &lt;a href="http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-16.html"&gt;P&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cl0cks.blogspot.com/"&gt;h&lt;/a&gt;&lt;a href="http://pammielima.blogspot.com/2010/07/hello-someone-i-wish-i-could-meet.html"&gt;i&lt;/a&gt;, o coração nas pontas dos dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que não seríamos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TD_Q_gA7v2I/AAAAAAAAAV4/0NwjUcQvfyI/s1600/zenith226_large.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TD_Q_gA7v2I/AAAAAAAAAV4/0NwjUcQvfyI/s400/zenith226_large.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, sempre,&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16/07/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2506901711784554703?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2506901711784554703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2506901711784554703&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2506901711784554703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2506901711784554703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-25.html' title='Carta 25'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TD_Q_gA7v2I/AAAAAAAAAV4/0NwjUcQvfyI/s72-c/zenith226_large.png' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-844398223661311324</id><published>2010-07-12T15:38:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T15:38:56.856-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 29</title><content type='html'>&lt;i&gt;To someone I wish I could tell everything, but for some reason I can't.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida mãe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quero te contar tudo. Eu não quero mais. Eu deveria. Acho que, de certa forma, quero sim; quero poder acessar e transmitir meus sentimentos quando tu está por perto e não travar completamente. Eu não te contei nada. Tudo tu descobriu por ti mesma — ou nunca descobriu. É triste, eu sei. Não é bonito, eu sei. Mas é tão difícil. Não sai. E, de certa forma, eu até que agradeço que tu ache que &lt;i&gt;demonstração de amor&lt;/i&gt; é colocar a roupa pra secar ou tirar o pó da sala (não que tu perceba quando eu faço essas coisas, de qualquer maneira). Tu muitas vezes me acusou de ser fria e indiferente. Ah, mãe, se tu fizesse idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso o conceito de maturidade. Tu tem quarenta e sete anos e não te ocorre que se eu sou fria e indiferente, ou esquecida e distraída, devo ter meus motivos, que tu poucas vezes perguntou. Lembra quando eu comecei a respirar mal? Tu achava que era frescura. Ah, mãe, se tu fizesse idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a culpa não é tua de não saber. A culpa é minha. Eu nunca disse. Eu nunca vou dizer. Eu sou fluente em inglês, perfumes, sarcasmo, falar mal dos outros, ouvir o teu dia de trabalho, reclamar da internet. Uma vez tu contou de um filme em que uma das personagens gostaria de morrer, porque sentia demais as coisas, tanto que doía dentro dela. Tu disse que se identificava. E, se tu não tivesse dito, talvez eu nunca percebesse que tu sente como eu, que a minha insegurança é tua também, que essa dor estranha, sentimental, excessiva, também está em ti. Que se tu te sente sem amor porque eu e o Vitor não fazemos algo que tu manda (porque tu tem a infeliz noção de que é nossa patroa, e não nossa &lt;i&gt;mãe&lt;/i&gt;, o que não ajuda em nada no nosso relacionamento, e aqui falo por ele) porque tu não sabe te expressar. Porque tu nos encheu com essa ansiedade e com esse sentimentalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que nós somos tão triviais e tão engraçados, que rimos tanto juntos, que partilhamos filmes e histórias, mas por isso também tu não sabe que eu fumo, foi a última a saber que eu tinha síndrome do pânico, só soube do Thiago quando me perguntou se eu namorava o moço que me ligava todos os dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa de tu não saber nada do que eu sinto não é tua. É minha. De não ter sido mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa de tu nunca te sentir amada não é minha. É tua. De achar tudo frescura, de esbravejar tanto, de intimidar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pensa nisso com amargura, porque eu penso nisso com tristeza, e pensar nisso dói. É como atravessar uma cortina branca das minhas memórias e alcançar uma lembrança doída que custei para esconder. Essa cortina faz com que eu não me lembre do bullying que sofri, das humilhações que passei e de muitas coisas que talvez tenham existido e eu nem faça idéia. E escondo esse sentimento de precisar da minha mãe atrás dessa cortina. Porque tu precisa de mim do jeito errado: precisa de mim me dando ordens, esperando resultados, e sem querer iniciando uma parceria com a minha fraqueza, a minha ansiedade, e fazendo com que eu me feche tanto que não sou nem capaz de chorar na tua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensa nisso com amargura. Não pensa nisso como se eu tivesse raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nem pensa nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo, mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDp_l2Ew1SI/AAAAAAAAAVw/zr_2XhB6U48/s1600/tinyghosts226.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" src="http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDp_l2Ew1SI/AAAAAAAAAVw/zr_2XhB6U48/s640/tinyghosts226.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Amor, de verdade,&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11/07/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-844398223661311324?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/844398223661311324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=844398223661311324&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/844398223661311324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/844398223661311324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-29.html' title='Carta 29'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDp_l2Ew1SI/AAAAAAAAAVw/zr_2XhB6U48/s72-c/tinyghosts226.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6455644751945556107</id><published>2010-07-11T20:17:00.001-03:00</published><updated>2010-07-11T20:20:49.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>L'amour est un oiseau rebelle!</title><content type='html'>&lt;i&gt;To my crush.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... É tão embaraçoso escrever isso que tu nem imagina. De verdade. Principalmente porque tu é tão... não sei, tão áspero às vezes e tão carinhoso em outras. Mas na maior parte das vezes é carinhoso. E eu me sinto tão natural quando falo contigo que preciso fazer esforço para não me abrir demais, não me expressar demais. Eu me sinto confortável contigo como nunca me senti antes e há alguns meses desconfio que isso é mais do que uma simples amizade, sabe? Eu nem sei como te dizer isso. Que vergonha que me dá. Mas então. Sabe quando a gente se despede e tu diz que me adora? Eu sempre vou responder “eu também te adoro” e sempre, &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt;, quase escrevo “amo”. É tão besta! Tão menininha apaixonada! Mas é verdade. Eu acho que isso é desde que eu te conheci. E eu nunca nem te vi. Sei como é o teu rosto, mas não sei como é a tua voz. Sei o que tu sente e como tu fala, mas não faço idéia de tanta coisa sobre ti! Só sei que não consigo parar de pensar em ti e quando tu não está online no MSN eu me sinto meio... triste, não sei explicar. Eu costumo reler nossos logs. Nossa, isso é bem imbecil. Mas eu sempre releio. E sempre sorrio nas mesmas partes. Não consigo esquecer das indiretas-que-não-sei-se-são-indiretas que tu vive me dando. Desde março. Lembra? “Ei, não vai nem fingir que vai ficar com saudade de mim?”. Foi ali que eu percebi que, sim, eu ia morrer de saudade de ti. Como eu senti tua falta. Sonhei contigo duas vezes já. Isso é particularmente embaraçoso. E hoje ainda é teu aniversário. Tentei te mandar uma mensagem no celular. Bem sem graça, é claro. Quase nem mandei, de vergonha. E não sei se tu recebeu. A Claro é uma merda mesmo; minhas mensagens vivem voltando. O que será que tu tá fazendo no teu aniversário? Eu queria tanto ter alguma desculpa para ir a São Paulo e te ver. Só por um minuto. Só para ouvir a tua voz. Merda, me sinto tão estúpida. ... Tá, vou ser sincera. Não me sinto. Eu só me sinto apaixonada. Tu nem consegue me fazer sentir estúpida. Tu só faz com que eu me sinta bem. E é meio estranho dizer isso, idiota talvez, bizarro provavelmente, porque eu só tenho treze anos, bem, quase quatorze, enfim, é estranho dizer isso, mas tu me dá a nítida impressão de que isso não vai passar tão cedo... talvez nunca. Espero que nunca. Mesmo que a gente acabe nunca se vendo, sabe? Mesmo que tu não sinta o mesmo por mim, mesmo que tu só goste de mim como amiga. Te amar — porque sim, é isso mesmo, admiti — faz com que eu me sinta muito feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDpQs9dbUzI/AAAAAAAAAVo/D8hd8spSQUI/s1600/SDC13008.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDpQs9dbUzI/AAAAAAAAAVo/D8hd8spSQUI/s320/SDC13008.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor,&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12/06/2005&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6455644751945556107?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6455644751945556107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6455644751945556107&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6455644751945556107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6455644751945556107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/lamour-est-un-oiseau-rebelle.html' title='L&apos;amour est un oiseau rebelle!'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDpQs9dbUzI/AAAAAAAAAVo/D8hd8spSQUI/s72-c/SDC13008.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6943506402067801224</id><published>2010-07-11T03:00:00.000-03:00</published><updated>2010-07-11T03:00:27.238-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 3</title><content type='html'>&lt;i&gt;To my parents.&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDld8mYzgaI/AAAAAAAAAVg/mgFR_wQ5kVo/s1600/OgAAAPR6JHF1ETMDiWW2IiRdcid9be440nm9HpWAw4-yp8AL4OA4QBOS2thx8J8WykQfs25Py-lZzBDkziTG4DQ51WMAm1T1UDrLYoY5URGgKE2WP9a3cl8vXI1g_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDld8mYzgaI/AAAAAAAAAVg/mgFR_wQ5kVo/s400/OgAAAPR6JHF1ETMDiWW2IiRdcid9be440nm9HpWAw4-yp8AL4OA4QBOS2thx8J8WykQfs25Py-lZzBDkziTG4DQ51WMAm1T1UDrLYoY5URGgKE2WP9a3cl8vXI1g_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para endereçar uma carta para vocês dois. Para mim, vocês sempre foram dois — duas cartas, dois telefonemas, duas casas, dois estados, dois universos perpendiculares, nunca paralelos. Dizem que duas linhas paralelas se encontram no infinito. Não sei como isso pode acontecer. Para garantir, digamos que perpendiculares; vocês podem até se atravessar, se encontrar, mas só por um ponto rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me incomoda que vocês não se falem. Eu até acho muito positivo que tenham se separado. Vocês não se faziam felizes. Vocês não &lt;i&gt;nos&lt;/i&gt; faziam felizes. Me lembro de bem pouca coisa, para falar a verdade, e não faço esforço: sei que, se me lembrar do resto, não vai ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, depois da separação definitiva, nos encontramos na Praça da Alfândega (lembram?).&amp;nbsp; Tomei um sorvete do McDonald's e vocês andaram de mãos dadas. Sentaram num dos bancos verdes da praça e as folhas estavam caindo bem amareladas no chão. Eu acho tão bonito. Não posso passar pela Rua da Praia sem pensar em vocês. E vocês se beijaram de uma forma bem carinhosa. Como um &lt;i&gt;apesar de tudo, obrigada pelas coisas boas desses vinte anos&lt;/i&gt;&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; Vocês não se falam mais, em alguns momentos vocês se odeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, vocês não sabem, o Vitor me abraçou chorando (nem sei se vocês alguma vez viram o Vitor chorar) e disse que vocês eram o melhor casal, o mais carinhoso, o único da família que não era dispensável, lamentável, nojento. E foram o único a se separar. A se deteriorar. Ele viu tudo, eu mal presenciei. Eu só vi a parte ruim, por isso o divórcio de vocês foi um alívio, uma troca em que valia a pena perder a presença do pai para sempre. Ele viu a parte boa, por isso o divórcio de vocês foi triste e sofrido, porque algo bonito virou nada, ou ainda pior do que nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não penso em &lt;i&gt;pais&lt;/i&gt;, penso no pai e na mãe. Na mãe que melhorou tanto nesses anos, no pai que se afastou tanto nesses anos, na mãe sempre dramática de uma forma, no pai sempre dramático de outra, nas reclamações às vezes mudas, às vezes expressas que eu e o Vitor trocamos. Raramente lembro que os dois gostam de Queen e de teatro, que os dois me ensinaram a andar por Porto Alegre, que ficaram juntos por vinte anos, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada por terem ficado juntos. E obrigada por terem se separado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado que meus amigos escreveram cartas para os pais pedindo que eles entendessem que seus filhos cresceram. Os meus pais sempre souberam. Me criaram assim: crescida já. Deve ser por isso que não posso falar para vocês como um só, como a mesma visão de uma só carta, pois vocês, se lessem, não leriam da mesma forma, não entenderiam da mesma forma, não reagiriam da mesma forma, os laços que vocês tinham se partiram, rasgaram com o tempo e os laços que tínhamos com vocês &lt;i&gt;como nossos pais&lt;/i&gt; se transformaram tanto que não reconheço nossas relações — pois são plurais — quando leio as relações dos outros com os pais deles, &lt;i&gt;como pais deles&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês não são estranhos para mim hoje. Mas são antes. E são um para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;E se amar, se amar até o fim&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Sem saber que o fim&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Já vai chegar&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Amor, sempre,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Júlia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6943506402067801224?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6943506402067801224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6943506402067801224&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6943506402067801224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6943506402067801224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-3.html' title='Carta 3'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDld8mYzgaI/AAAAAAAAAVg/mgFR_wQ5kVo/s72-c/OgAAAPR6JHF1ETMDiWW2IiRdcid9be440nm9HpWAw4-yp8AL4OA4QBOS2thx8J8WykQfs25Py-lZzBDkziTG4DQ51WMAm1T1UDrLYoY5URGgKE2WP9a3cl8vXI1g_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5059355998321185986</id><published>2010-07-08T23:44:00.000-03:00</published><updated>2010-07-08T23:44:22.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 16</title><content type='html'>&lt;i&gt;Someone that's not in your country.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida última flor do lácio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Minha mãe me disse que Portugal é um país feio e pobre, onde as pessoas são feias e pobres. Ela não quis dizer, penso, no sentido econômico da palavra, pois moramos num bairro que também é pobre. Quis dizer que os portugueses são mesquinhos, grosseiros, pobres de espírito. Que Portugal é um país minúsculo e desinteressante, memorável talvez apenas por ser uma via fácil para a Espanha, que, sim, vale uma visita.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu conheço muitos brasileiros e muitos pedacinhos do Brasil que não valem uma visita. Nunca acreditei nessa coisa de lugar. De &lt;i&gt;é cultural&lt;/i&gt;. Não sei se é cultural. Por que existe beleza em todos os lugares, de todas as formas? Filipa, querida, tu é tão amável. Lembra de como começamos a nos falar? Tu estava comentando no 6V que escrevia melhor sob pressão e tortura. Trocamos MPs. E nos falamos bem pouco depois. Me lembro de ti, entre outros, quando penso em pessoas que são muito queridas, mas com quem não falo muito, ou sempre.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Gosto das fotos das construções de Fátima e Santarém e outros lugares por onde minha mãe passou, mas cujos nomes não lembro. Sabe aquela construção enorme de pedra, que se fecha num quadrado? Acho que fica em Fátima. Tem uma bem parecida em Porto Alegre. Sabia que minha cidade foi fundada e habitada principalmente por portugueses? Alemães também, mas eles não se davam muito bem. Aqui, no centro da cidade, tem o Mercado Público, que reconheci nas fotos que minha mãe trouxe de Portugal. Mesmo a Prefeitura de Porto Alegre tem uma arquitetura que julgo ser tipicamente portuguesa. É bem bonita. Creio que eu não acharia Portugal um país tão desinteressante e feioso quanto minha mãe pintou. As minhas áreas preferidas de Porto Alegre são tão parecidas.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Gosto das imagens de Portugal que tem nas poesias do Pessoa. É especialmente interessante porque elas não são descritivas, mas vejo toda a península ibérica quando ele fala sobre o rio da aldeia dele ser mais bonito do que o Tejo. Pedi para minha mãe me trazer de presente o Mensagem dele. Sei Mar Português de cor. Não entendo como pode ser um dos meus favoritos; é estranho, eu tão avessa que sou à noção de nacionalismo. Mas Mar Português não é sobre Portugal; pelo menos, eu gosto de pensar que não. Assim como o mar sem fim, que será português, e o mar com fim, que será grego ou romano, não se refere nem a mares, nem a Portugal, à Grécia ou ao Império Romano.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;É estranho pensar que me sinto íntima de ti sendo que nos falamos tão pouco. Talvez seja porque lemos as histórias uma da outra e, quando se sabe ler, se aprende bem mais do que convivendo por anos. Falamos a mesma língua, que até sendo a mesma é tão diferente. É bonito te conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDaMTc8XEQI/AAAAAAAAAVY/P_C1lDrL9SA/s1600/tumblr_l552hgIt7S1qc4b4io1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDaMTc8XEQI/AAAAAAAAAVY/P_C1lDrL9SA/s400/tumblr_l552hgIt7S1qc4b4io1_500_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júlia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;08/07/2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5059355998321185986?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5059355998321185986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5059355998321185986&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5059355998321185986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5059355998321185986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-16.html' title='Carta 16'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDaMTc8XEQI/AAAAAAAAAVY/P_C1lDrL9SA/s72-c/tumblr_l552hgIt7S1qc4b4io1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-2891383501490307389</id><published>2010-07-07T17:09:00.000-03:00</published><updated>2010-07-07T17:09:25.228-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Carta 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://nanadeluca.tumblr.com/post/773015495"&gt;Tirado originalmente daqui.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;To my best friend.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;Eu nunca enviei uma carta. Já escrevi algumas e rasguei todas. Só fui ao correio para entregar algo que estava vendendo. Nunca enviei nem mesmo um cartão. Fiz alguns de Dia das Mães quando era criança e já escrevi muitas coisas para o Thiago, mas acho que eu nem saberia colar um selo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu não sei como se escreve uma carta e meu primeiro destinatário são vários — para ser mais exata, nenhum. Porque não gosto disso de “melhor amigo”. Poderia ser a Carol, que eu conheço há muitos anos e cuja companhia adoro; poderia ser a Cah, que me liga sempre que precisa de mim e sempre que vê (porque ela sabe que eu não digo) que preciso dela; poderia ser a May, boa conselheira e boa entendedora, para quem um quinto de palavra já basta; poderia ser a Katie, sempre querida e solícita; poderia ser a Igraine, que capta as coisas no ar; poderia ser o Thiago, poderia ser muita gente, recém-chegadas e old timers; mas eu preciso dar motivos e não gosto de &lt;i&gt;dar motivos&lt;/i&gt;. Não gosto da idéia de justificar uma escolha. Não gosto nem da idéia de escolher. Pode ser o ascendente em gêmeos... a verdade é que eu não acredito em astrologia e não acredito em títulos que não sejam de rei ou rainha. Existem pessoas tão queridas quanto as que citei e que nunca me deram motivos. E essas mesmas pessoas me dão motivos que não posso precisar. É um título injusto. Não apenas injusto, é um título feio, pegajoso, parece um contrato: tu há de ser meu melhor amigo enquanto continuar fazendo essas coisas, mas as pessoas mudam e eu me reservo o direito — eu pegaria em armas pelo meu direito — de mudar. Quando eu tinha uns oito anos minha melhor amiga era a Camila, uma menina gordinha, de cabelos crespos e loiros, cara redonda e olhos verdes. Ela era minha melhor amiga porque as outras crianças não eram lá muito amigáveis; sempre fazendo piadinhas desagradáveis (sempre fui muito frágil). A própria Camila nem sempre era muito amigável, mas eu simpatizava com ela e achava uma certa graça do cristianismo dela (sempre fui muito atéia). Entende? Eu gostava tanto do título de &lt;i&gt;melhor amigo&lt;/i&gt; porque só tinha uma pessoa para presentear com ele. E geralmente essa pessoa não via como um presente.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Nem eu.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Essa coisa de melhor amigo me deixa intrigada. De certa forma, creio que seja resultado de muitas más experiências; de repente me vi cercada de muitas boas experiências e isso é confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDTdyBk0O0I/AAAAAAAAAVQ/TPIliHpUvzk/s1600/Friendship_by_rahxun.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDTdyBk0O0I/AAAAAAAAAVQ/TPIliHpUvzk/s400/Friendship_by_rahxun.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Eu gostaria de dizer que guardo boas lembranças dos amigos que se foram, mas seria mentira e cartas não são para que a gente minta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;But still I can hear those dirty birds chirp away &lt;br /&gt;It's a song I know by heart &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-2891383501490307389?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/2891383501490307389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=2891383501490307389&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2891383501490307389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/2891383501490307389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/carta-1.html' title='Carta 1'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDTdyBk0O0I/AAAAAAAAAVQ/TPIliHpUvzk/s72-c/Friendship_by_rahxun.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-316284917982556891</id><published>2010-07-05T19:06:00.000-03:00</published><updated>2010-07-05T19:06:42.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>9</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;epitáfio:&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; I'm wearing my heart like a crown&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu queria dizer, se pudesse voltar a 1991 ao invés de ser apenas um bebê recém-nascido, que eu não te acho interessante porque tu foi o maior cantor da história ou porque tinha uma presença de palco foda ou porque escrevia boas letras. Eu te acho interessante pelo teu aspecto derrotado e porque noto que as pessoas não te dão o devido valor. Imagino que a esta altura tu coloque o queixo sobre uma das mãos e me olhe com surpresa. Ou não. Talvez tu sempre tenha sabido que estavam te admirando pelas razões erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só. À parte de ser o meu cantor preferido e de ter feito parte da minha banda favorita, a melhor coisa do Freddie é que ele estava morrendo, entende, sem forças, tinha perdido quase todo o peso, estava perto de não poder mais andar, e escreveu assim: &lt;i&gt;I'll top the bill, I'll overkill, I have to find the will to carry on with the show&lt;/i&gt;. Ele ia &lt;i&gt;morrer&lt;/i&gt; e sabia disso. Ele mal podia falar. Logo, nem cantaria mais. Ele já cantava meio mal porque tinha um problema nas cordas vocais. E isso. Eu não sei se em algum momento ele conseguiu &lt;i&gt;the will to carry on&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, claro, tem a música, tem a presença de palco, tem as roupas, tem as fantasias, tem as letras. Tem essa sensação de que um homem que morreu um mês e vinte dias depois que eu nasci falaria comigo pro resto da minha vida. Sobre usar o coração como uma coroa, sobre um amor da vida, coisas que eu entendo — ou não, mas um dia vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDJXWydVlcI/AAAAAAAAAVI/EdvnIxHwyRA/s1600/awesomefreddie.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDJXWydVlcI/AAAAAAAAAVI/EdvnIxHwyRA/s400/awesomefreddie.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;The Show Must Go On&lt;/b&gt;, &lt;i&gt;Innuendo&lt;/i&gt;, Queen, 1991&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-316284917982556891?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/316284917982556891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=316284917982556891&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/316284917982556891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/316284917982556891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/07/9.html' title='9'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDJXWydVlcI/AAAAAAAAAVI/EdvnIxHwyRA/s72-c/awesomefreddie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1038858070430522267</id><published>2010-06-27T06:57:00.001-03:00</published><updated>2010-07-05T18:24:03.611-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Let the seasons begin (The PostSecret Project #2)</title><content type='html'>Eu estava vendo o &lt;a href="http://thatguywiththeglasses.com/videolinks/thatguywiththeglasses/nostalgia-critic"&gt;Nostalgia Critic&lt;/a&gt; sobre os 11 clichês mais legais e, entre eles, tinha o slow mo. Isso me deixou pensando em como as coisas são rápidas demais. Como a vida é rápida demais. Os momentos que eu guardo mais fundo na memória, por serem muito bons ou por serem muito horríveis, aconteceram tão rápido que eu preciso me esforçar pra lembrar de tudo, e lembro tão rápido que não sei dos detalhes. Queria poder pausar. Ia dizer que deve ser um dos motivos pra eu escrever, mas que preguiça; eu não preciso de motivos. Mas enfim. Muita coisa que eu escrevo tem aquele momento de pausa, em que tudo fica muito devagar, acontecendo a um frame por segundo, e às vezes eu gostaria de poder viver as coisas bem devagar, a um frame por segundo, e lembrar delas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são muito rápidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as coisas estão ruins, eu penso que elas são muito rápidas. Se estou cansada de andar, eu penso que as coisas são rápidas e logo vou chegar aonde estou indo. Se estou com fome, penso que as coisas são rápidas e logo vou comer. Se estou com saudade. Se estou triste. Se não escrevo. E se estou feliz, penso que as coisas são rápidas e a felicidade vai voltar depois. Fico tranqüila com a dor de cabeça, sei que ela vai passar. Com a tendinite. Com o resfriado. Eu sou resistente, e as coisas são muito rápidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre penso nisso em madrugadas insones. E eu gosto de insônia. Os meus remédios estão me fazendo dormir demais e isso me incomoda, não porque eu tenha compromissos, ou mesmo o que fazer, mas gosto de dormir pouco, de ficar com essa sensação atenta da insônia. E gosto de como o céu está roxo agora, dá pra ver através da janela do meu quarto. Eu noto como essa casa é velha e como ela é mal construída em alguns pedaços. Me faz pensar no meu pai. Me faz pensar na minha mãe. Moro aqui tem dez anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são muito rápidas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDJNWdtbR2I/AAAAAAAAAVA/gvVXVblw7Rw/s1600/new+tattoo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDJNWdtbR2I/AAAAAAAAAVA/gvVXVblw7Rw/s320/new+tattoo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1038858070430522267?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1038858070430522267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1038858070430522267&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1038858070430522267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1038858070430522267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/let-seasons-begin.html' title='Let the seasons begin (The PostSecret Project #2)'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TDJNWdtbR2I/AAAAAAAAAVA/gvVXVblw7Rw/s72-c/new+tattoo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1336355642645857294</id><published>2010-06-25T02:30:00.001-03:00</published><updated>2010-06-25T02:32:15.577-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gracias a la vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='la reine c&apos;est moi'/><title type='text'>Just kidding. Door's right over there.</title><content type='html'>O último filme que eu vi foi Toy Story 3. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores gastos possíveis para 20 reais (fui num final de semana, não caíram no meu golpe da meia-entrada por ser cliente do Itaú, vi em 3D). O cinema estava silencioso, formado apenas por adultos e uma ou duas crianças, era uma versão legendada do filme e as pessoas riam nas horas em que era para rir; não era como em Up, onde eu ouvia gargalhadas enquanto estava chorando. Mas não chorei em Toy Story 3. Eu tenho chorado muito pouco, o que não é inteiramente positivo até onde as coisas podem ser inteiramente positivas; da última vez que chorei, foi sexta-feira última, durante uma crise. Antes disso, nem lembro. Também não faço esforço. Tenho feito esforço para poucas coisas: lavei hoje o banheiro, a cozinha e a louça, arrumei o lixo e tirei o pó da sala, varrendo todos os cômodos durante o trajeto. O resto não requer esforço. Cozinho facilmente, produzo facilmente, crio facilmente, me desocupo facilmente, e jogo facilmente. Eu estou simplesmente desinteressada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fascinante de Toy Story, além das metáforas que só parecem metáforas quando você as vive ou as viveu, é que a cada cena cortante, triste, deprimente, havia uma seqüência engraçada e muito colorida. O que em si é uma metáfora bem óbvia. Eu entrei leve no cinema sábado, depois de ficar três horas passeando com o Thiago pelo shopping (e procurando sempre onde sentar, porque não estou acostumada com salto alto) pra fazer hora até a sessão, e saí levíssima do cinema. Não porque o filme tenha me aliviado; filmes não fazem isso. Não porque ele tenha mostrado que eu não sou a única; sempre estive ciente de que não era a única. Acho que foi porque a pipoca estava com muito sal, porque era engraçado me ver refletida nos óculos 3D do Thiago e porque ele apertava a minha mão nos momentos mais delicados, o que é especial, porque nem sempre os momentos mais delicados para nós eram ou são os momentos mais delicados para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu enrolei muito para postar aqui porque não tenho achado nada digno para dizer, não tenho me achado digna para dizer nada, continuo não lendo, espremendo um pouco de escrita, bem pouco, todas essas coisas de que muito falei. Mas, sabe?, eu estou feliz como sempre fui feliz, de alguma forma, lá no fundo, sempre dando um jeito, mesmo que estivesse e esteja muito entediada, muito temerosa, muito ansiosa. Isso é só um blog. Eu sou só eu. E isso nada tem a ver com perfeccionismo, como reparei que as pessoas erroneamente associam. Isso tem a ver com tédio, medo, insegurança, meus companheiros imaginários cujos destinos independem do que escrevo, mas só existem se eu escrever, estarem com saudades de mim, e eu deles, mas me sentir bloqueada não porque &lt;i&gt;não será bom o bastante para o meu perfeccionismo latente&lt;/i&gt;, mas porque eu estou insegura com tudo, com medo de tudo, entediada com tudo, não consigo abrir um bom livro, não consigo fechar um bom livro, não consigo ver um filme. Sabe quando tu tem preguiça de fazer algo, mas faz, e aí acha ótimo e pensa que devia fazer mais vezes, mas fica com preguiça de novo? Eu enrolei pra escrever o post e ele já tem três longos parágrafos, e enrolei para ver um filme mas sentei na frente da TV e esbarrei num do Woody Allen que foi bem divertido, e resolvi ir ao shopping sábado, em parte porque queria muito ir à estréia de Toy Story 3, em parte porque haviam cortado a nossa luz quinta-feira por causa de uma norma nova da ANEEL e só religariam na segunda-feira pela manhã e eu não queria ter outra crise por estar sozinha no escuro, em parte porque eu gosto de sair de mãos dadas com o Thiago, ouvir o barulho dos carros na João Wallig, ir ao Zaffari comprar besteira pra comer no cinema porque é muito caro comprar lá mesmo e ainda assim comprar um balde de pipocas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1336355642645857294?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1336355642645857294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1336355642645857294&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1336355642645857294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1336355642645857294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/just-kidding-doors-right-over-there.html' title='Just kidding. Door&apos;s right over there.'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5373294254519569661</id><published>2010-06-17T00:26:00.001-03:00</published><updated>2010-06-17T00:31:36.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baile de máscaras'/><title type='text'>Children waiting for the day they feel good</title><content type='html'>Os amigos de Ana gostam de vôlei, bares lotados e de conversar sobre os tempos da escola. Todos os dias alguém convida Ana para uma dessas coisas e sempre Ana tem que dizer que não. Que não pode. Mas a verdade é que Ana não gosta mais. Ana cresceu em outra direção, outra abscissa e outra ordenada. Os amigos ainda insistem pela presença e pela voz de Ana. Mas a verdade é que, quando Ana abre a boca, o que sai não é a Ana &lt;i&gt;deles&lt;/i&gt;, não é a Ana de matar aula para ficar na cantina da escola, não é a Ana de esperar ônibus depois da escola, não é a Ana da escola. Eles querem ouvir Ana falar; mas enquanto ela fala se sentem infelizes e não sabem por quê. Ana sente falta dos amigos, mas quando está junto não os agüenta. Conta os segundos para ir embora. É amor, e o amor supera tudo; isso porque o amor é muito chato, muito insistente, muito infantil, e não quer perder de jeito nenhum. O amor supera que Ana não seja a mesma pessoa que seus amigos amam, e também supera o fato de que Ana não os amaria hoje, se os conhecesse agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As idas com a turma a bares rareiam. As partidas de vôlei na praia terminam. Ana não é mais citada ou lembrada. Ana se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana tem saudade até que conhece outras pessoas e elas, sim, a querem falando inclusive quando ela fala.&lt;br /&gt;O amor supera tudo, só não supera a ironia. Ana muda rápido. É instinto de preservação. Ana não quer e não pode ser a mesma sempre. A menina que se aproximava das pessoas por interesse e as mantinha por diversão uma hora teria que parar com essas brincadeiras sem graça. Ana não ama os novos amigos. Eles têm tudo para serem amados; mas não são; e ela só os queria para não ficar sozinha. Ana sente falta de vôlei e dos bares lotados. Tem saudade da cerveja e das risadas. Mas agora o amor primeiro já acabou e na verdade não era bem esse amor, aqueles amigos, que ela quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana não tem para quem ligar nem para quem escrever. Então encontra um caderno velho e escreve assim na última página:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(As pessoas simplesmente não podem nos entender completamente.)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu não posso deixar de lembrar daquele menino de óculos que a gente chamava de Vesgo. Ele era pequeno, mais baixo do que eu, gordinho e usava óculos de aros grossos. Ele nem era vesgo, a gente só chamava assim porque era ofensivo e mais original do que quatro-olhos. O Vesgo uma vez pediu pra ficar comigo. Isso foi na aula de espanhol. Ele me mandou um cartão, era essa a tarefa, dizendo “¿Quieres querdarse comigo?”, aliás, acho que estava escrito errado, mas eu entendi o que ele quis dizer. Peguei o papel, amassei e ri. Ele riu junto. Mas ele estava doendo. &lt;/i&gt;(Ela não quis escrever doendo, escreveu sem querer, mas não corrigiu)&lt;i&gt; Eu devia estar pensando na Fernanda, que nem sei que fim levou, no Paulo, que sempre foi tão querido comigo, no João, na Bruna, na Juliana. Mas estou pensando no Vesgo. Eu nem lembro qual era o nome dele! Acho que era Rafael ou algo assim. Eu queria pedir desculpas pra ele. Muito! É estranho porque a Fê, o Paulinho, o João, a Bruna, a Ju, todos eles eu magoei tambem, mas não pude evitar, eu cresci, mudei, simplesmente não tínhamos mais nada em comum fora uma vida inteira... mas com o Vesgo eu só fui errada mesmo. Eu fui eu mesma do jeito errado pra mim mesma. E com eles eu fui errada do jeito que era melhor pra eles. Faz sentido isso? Vesgo, me desculpa. Eu queria lembrar o seu nome e pedir desculpas direito.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois Ana se acha boba e quer arrancar a página, amassá-la e jogá-la no lixo. Mas pensa no cartão e pensa no que ela é. E Ana se vê, como nem sempre as pessoas conseguem se ver. É assim que ela é. O tipo de pessoa que escreve uma confissão cinco anos depois para alguém que nunca vai ler e, se lesse, a acharia louca apenas. Numa folha de um caderno velho da Capricho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBmRHx7QhtI/AAAAAAAAAUs/31__RqFnKBY/s1600/tumblr_kzfqk6QD8i1qadjxlo1_400_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBmRHx7QhtI/AAAAAAAAAUs/31__RqFnKBY/s400/tumblr_kzfqk6QD8i1qadjxlo1_400_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ana quer dizer “cheia de graça”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5373294254519569661?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5373294254519569661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5373294254519569661&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5373294254519569661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5373294254519569661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/children-waiting-for-day-they-feel-good.html' title='Children waiting for the day they feel good'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBmRHx7QhtI/AAAAAAAAAUs/31__RqFnKBY/s72-c/tumblr_kzfqk6QD8i1qadjxlo1_400_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-5098918752152491951</id><published>2010-06-15T21:43:00.001-03:00</published><updated>2010-06-15T22:05:21.900-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>Autocrítica</title><content type='html'>Chegou aquele momento do meu ano que sempre chega. Às vezes tarda, mas ele está lá, infalivelmente, impreterivelmente: a hora em que eu começo a &lt;strike&gt;procrastinar a vida&lt;/strike&gt; obedecer à inércia. &lt;i&gt;Eu não faço o tipo obediente&lt;/i&gt;. Eu tenho duzentos milhões de projetos delineados e organizados (eu!) e não comecei a efetivamente cumpri-los. Tenho idéias de posts, livros, pichações, cartas, telegramas — e não estou fazendo nenhuma dessas coisas. Eu não estou deixando o meu cérebro funcionar como sempre funcionou, solto e à deriva, do jeito que gosto. E a culpa não é dos remédios, nem mesmo me atreveria a colocar a culpa neles; a culpa é exclusivamente minha e da minha preguiça de estar alguma coisa. É, estar alguma coisa; porque eu não estou mal, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última vez que eu abri uma janela do Word e me obriguei a escrever nela, não me permiti ver o Twitter nem mudar a música do foobar, &lt;i&gt;eu escrevi&lt;/i&gt;. Da última vez que eu decidi que nada de ruim ia acontecer comigo, &lt;i&gt;nada de ruim aconteceu&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então &lt;b&gt;porra, Júlia!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBgeLDZEp5I/AAAAAAAAAUk/pFyMhJv3EoE/s1600/onback.butimagoodfake.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBgeLDZEp5I/AAAAAAAAAUk/pFyMhJv3EoE/s320/onback.butimagoodfake.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-5098918752152491951?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/5098918752152491951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=5098918752152491951&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5098918752152491951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/5098918752152491951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/autocritica.html' title='Autocrítica'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBgeLDZEp5I/AAAAAAAAAUk/pFyMhJv3EoE/s72-c/onback.butimagoodfake.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-846410306952018402</id><published>2010-06-09T19:16:00.000-03:00</published><updated>2010-06-09T19:16:34.849-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='projetos'/><title type='text'>The PostSecret Project, #1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBAOe2P5ErI/AAAAAAAAAUE/lBnNKHp7C5E/s1600/42099.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBAOe2P5ErI/AAAAAAAAAUE/lBnNKHp7C5E/s320/42099.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o único que sorri para você. Especialmente na fila do bar. Eu sorrio e passo o braço na volta da minha namorada, que é para não pensarem que sorrio para você por outros motivos, e finjo que estava participando de alguma conversa. Mas eu sempre sorrio e sempre a cumprimento. Acho que nem os professores sabem direito que você existe. Sabe a verdade? Eu sou legal porque tenho tanto medo quanto eles. Porque eu acho que eles fazem isso por medo. Essa coisa de fazer de conta que você não está na sala com a gente. Eu também tenho medo e acho que sou melhor do que eles nesse sentido porque meu medo me faz ser legal com você. Você fala muito e é estranha, não se encaixa em nenhum grupo, não se encaixa em nada! Às vezes nem parece uma menina, às vezes não parece nada. Eu não posso dizer que gosto de você, eu gosto é de rir dos outros, mas de você eu tenho medo, um dia você pode chegar e atirar em todo mundo como fizeram lá naquele filme do elefante. Eu já sonhei com isso duas vezes. Eu não gosto de você, não gosto do seu jeito, não gosto de como você é diferente, me irrita, não sei por quê, mas me dá um pouco de nojo, que nem viado, sabe? Eu sorrio pra você mas quando minha namorada fala das suas meias e que te acha nojenta eu rio alto e faço de conta que não é com você. Será que se você invadir a escola um dia com uma arma ou sei lá vai me perdoar? Porque eu não sou como eles, eu não fico mandando você calar a boca nem chamando você de idiota na sua frente, acho que sou melhor do que isso, e espero que você veja também. No fundo eu acho que é medo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-846410306952018402?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/846410306952018402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=846410306952018402&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/846410306952018402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/846410306952018402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/postsecret-project-1.html' title='The PostSecret Project, #1'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TBAOe2P5ErI/AAAAAAAAAUE/lBnNKHp7C5E/s72-c/42099.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-401928250713653158</id><published>2010-06-07T23:24:00.001-03:00</published><updated>2010-06-09T00:58:45.657-03:00</updated><title type='text'>The silence ou O diâmetro do buraco negro</title><content type='html'>Eu não sinto necessidade de deus. Nunca senti. Sou atéia desde bem novinha, talvez até mesmo desde sempre. Não penso em deus, não me preocupo com deus, não dou letra maiúscula pra deus. Eu não sinto falta de presença paterna. Sinto falta de dinheiro, mas quando tenho ou guardo ou gasto em besteirinhas. Sinto falta de escrever. Caralho, muita. Tem várias janelas do Writer abertas e nada. Eles estão escondidos, todos eles. Sinto falta de música mas estou pulando todas que o foobar2000 escolhe, o que talvez seja ingratidão da minha parte. Tenho vários filmes baixados e vários livros parados na metade, mas não consigo. Não sei se sinto falta de sentir as coisas porque não lembro bem da sensação. Eu estou suspensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho mais pensado em gente que não existe ou que deixou de existir pra mim. Não tenho mais pensado direito. Eu acordo, fico com o Thiago, faço almoço, tomo banho, dou tchau pra ele, e fico suspensa. Me dá uma saudade dolorida de escrever. Acho que por isso tenho me sentido tão solitária; escrever era bom porque eu estava sozinha mas não solitária, e agora eu estou solitária e solitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui dar um Google no meu &lt;a href="http://www.google.com/search?q=s%C3%ADndrome+do+p%C3%A2nico+com+agorafobia&amp;amp;ie=utf-8&amp;amp;oe=utf-8&amp;amp;aq=t&amp;amp;rls=org.mozilla:pt-BR:official&amp;amp;client=firefox-a"&gt;diagnóstico&lt;/a&gt; e aparentemente tudo isso é muito comum. Eu não duvido que seja. Mas pensa comigo; quase tudo que me aconteceu foi incomum. Eu não faço o tipo comum. Eu não sou uma daquelas pessoas que a gente procura no Google ou no orkut ou no Twitter depois de 20 anos e vê que virou um boçal. Nem vou me dar o trabalho de dizer que “acho que não” porque nessa crise de abstinência eu estou muito sincera; não sou, fim. (Eu estou ficando blasé e isso me irrita.) Se eu vivencio algumas coisas no mínimo, no &lt;i&gt;mínimo&lt;/i&gt;, difíceis de se ver por aí, eu podia não me sentir privada de sentir as coisas. E de poder escrever sobre elas, afinal, escrever é isso. Isso e inventar gente que não existe ou escrever de forma meio creepy sobre gente que existe, mas tu não conhece direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive várias idéias. Eu tenho vários planos. Eu estou pensando em muita coisa. E isso, isso ruim, vai passar. Eu posso esperar. Eu vou ter que esperar, né? Eu sempre fui muito conformada. É inevitável que passe e que volte; então tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TA2pKVJMP6I/AAAAAAAAAT8/Yt63I0tW4g4/s1600/tumblr_l0he5jzEtd1qzwehno1_500.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="286" src="http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TA2pKVJMP6I/AAAAAAAAAT8/Yt63I0tW4g4/s400/tumblr_l0he5jzEtd1qzwehno1_500.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Edit: &lt;b&gt;obrigada a todos vocês, com todo o coração do mundo. ♥&lt;/b&gt; E obrigada, &lt;a href="http://c-stores.blogspot.com/2010/06/precious-and-fragile-things.html"&gt;querida&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-401928250713653158?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/401928250713653158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=401928250713653158&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/401928250713653158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/401928250713653158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/silence-ou-o-diametro-do-buraco-negro.html' title='The silence ou O diâmetro do buraco negro'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__rWjsqBSnqA/TA2pKVJMP6I/AAAAAAAAAT8/Yt63I0tW4g4/s72-c/tumblr_l0he5jzEtd1qzwehno1_500.png' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-1565319891262213637</id><published>2010-06-02T00:04:00.001-03:00</published><updated>2010-06-05T23:21:44.712-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><title type='text'>Segundos antes da anã-branca</title><content type='html'>Eu tenho escrito sobre sentimentos que espero nunca mais ter outra vez. Como o pânico, o desespero, o coração disparado, os músculos enrijecidos, o cérebro virando um véu em meio à neblina. Em Porto Alegre, muitas vezes o dia amanhece com uma nuvem tão densa que não se pode enxergar mais de cinco metros à frente; dependendo de onde você estiver, nem isso. O pânico é quando os seus pensamentos não podem enxergar nada. Eles vêem um manto cinza e etéreo, mas isso não é nada. Eles não enxergam. Eles correm desenfreados, batem uns nos outros, se ferem no processo, ferem as paredes das sinapses, ferem a energia solta pelo cérebro, mudam todo o conceito da neurologia. O coração bate tão rápido que dá para ouvir. Você no meio da Assis Brasil às seis da tarde e ele batendo. Você na Perimetral às onze da noite de sábado e ele batendo. Andando pela Redenção domingo e ele batendo. Num avião a mil metros do chão e ele batendo. A escrita também faz com que eu ouça meu coração, mas não essas batidas descompassadas, desarmônicas. Na escrita eu ouço meu coração cantando afinado acompanhado de todos os instrumentos de que mais gosto. E logo, eu espero com cada batida imprevisível, logo não poderei mais escrever sobre isso. Mesmo que eu escreva sobre coisas que nunca experimentei. Acho que só estou tentando fugir do que me faz querer fugir, e quero que a névoa se dissipe, mesmo que seja para ver um céu preto salpicado de nuvens cinzas, porque as nuvens cinzas estarão lá em cima e o céu também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-1565319891262213637?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/1565319891262213637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=1565319891262213637&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1565319891262213637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/1565319891262213637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/06/segundos-antes-da-ana-branca.html' title='Segundos antes da anã-branca'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-6789813182159801613</id><published>2010-05-28T20:27:00.002-03:00</published><updated>2010-06-05T23:21:53.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dialética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='memórias'/><title type='text'>Say, do you hear the distant drums</title><content type='html'>Esses dias eu sonhei que tinha uma crise de pânico. Nessas horas me dá vontade de pegar o meu subconsciente e molhar uma toalha, dar um nó e bater nele até ele deixar de ser palhaço. Naturalmente passei o resto dos dias meio perturbada, tendo ataques repentinos e incoerentes de choro, sem origem nem fim nem motivo. O que foi uma bosta. Mas já estou melhor. Emocional e fisicamente, eu sou meio Wolverine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí duas vezes com a minha cunhada. Segunda-feira foi o aniversário do meu sobrinho, que agora tem cinco anos, me lembrando que está perto do meu aniversário de cinco anos com o Thiago (é mais rápido dizer "cinco anos" do que "quatro anos e alguns meses" e dá na mesma). Uns dias depois resolvi que ia ver Les Misérables de novo. Da última vez, eu tinha uns dez anos e foi numa aula de francês da minha escola pública. Da série: histórias que só a Júlia pode contar. Enfim. Vi e revi compulsivamente desde então. Sei uma quantidade aterrorizante de músicas de cor; e até agora fico muito emocionada com qualquer versão de &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=R4924xJl38E"&gt;Do You Hear the People Sing&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo não escrevendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhei presentes, dois inclusive de mim mesma; &lt;a href="http://www.littlecure.com/"&gt;ver aqui&lt;/a&gt;, me conhecendo dá pra adivinhar quais das saias que escolhi. Ficaram ótimas, diga-se. Mas nem vou poder usar tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei os últimos finais de semana indo a um restaurante &amp;amp; boteco vegano daqui de Porto Alegre que tem donos queridíssimos. Me diverti. Mas não vou mais porque agora Thiago e eu estamos sem dinheiro. O que não me incomoda de todo; significa que sábado e domingo ficaremos comendo besteira e fazendo maratonas de Six Feet Under e filmes. Nesse caso, não é o pânico falando: eu gosto bastante de ficar em casa, mesmo que não acabe usando as saias novas. Bem, acho que vou usar pra ficar linda no meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda vez que faço esse tipo de post comento que comprei/ganhei algo e que tive uma entrevista. Bem: não tive uma entrevista, mas minha cunhada (aliás, ex-cunhada, mas já é da família mesmo) me indicou pro ex-emprego dela. Que é no setor comercial da &lt;a href="http://www.gvt.com.br/"&gt;GVT&lt;/a&gt;. Works for me, se eles instalarem esse plano garboso de 10Mb aqui. Porque faz tempo que eu não jogo &lt;a href="http://www.teamfortress.com/"&gt;Team Fortress 2&lt;/a&gt;, já que a minha internet de 4Mb da Oi Velox está se comportando como uma internet discada de pior qualidade na Polinésia, com transmissão vinda do Círculo Polar Ártico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso aliás me lembra que recebi umas quinhentas visitas do técnico, que das últimas 499 vezes era o mesmo cara, de nome Alexandre, que era muito divertido. Da última vez, ele disse que, como provavelmente teria que voltar, ligaria antes pra perguntar se eu queria que ele trouxesse pão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tenho escrito. Mas quando escrevi para o Laboratório de Autores recebi um comentário tão legal e causador de lágrimas que estou relendo compulsivamente pra me fazer escrever. Mano, como é irritante não conseguir fazer, ou não se permitir fazer, a coisa que tu mais ama fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez um amigo meu estava em vias de terminar com a namorada. Eu perguntei como ele estava. Ele me colou a letra de &lt;a href="http://letras.terra.com.br/the-beatles/261/"&gt;For No One&lt;/a&gt;. Eu não gosto de Beatles. Mas essa música se tornou uma exceção desde então. Me pergunto se ele lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho escrito sobre seriados e conjecturas aleatórias, anotadas em algum lugar. Resolvi deixar de idiotice e escrever qualquer merda, mesmo que fique mesmo uma merda, só pra me obrigar a escrever. Eu não me acho ruim. De verdade. E é algo que eu gosto de fazer; então foda-se, certo? Certo. Foda-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-6789813182159801613?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/6789813182159801613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=6789813182159801613&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6789813182159801613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/6789813182159801613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/05/say-do-you-hear-distant-drums.html' title='Say, do you hear the distant drums'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5198571956481264674.post-9052574595879787365</id><published>2010-05-25T01:31:00.000-03:00</published><updated>2010-05-25T01:31:38.143-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meias-verdades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='empty inside'/><title type='text'>Just as sure as none at all</title><content type='html'>Eu tenho me sentido estranhamente sozinha, o que não tem uma lógica das mais certas, ao menos não à primeira vista; eu tenho bons amigos e até em maior quantidade do que julgava possível. Eu inclusive me apego demais à minha própria sorte. Por me saber muito sortuda, não me dou o direito de achar que às vezes as coisas são insuficientes. Sem advérbios. Elas só são &lt;i&gt;insuficientes&lt;/i&gt;. Eu preciso lidar com o fato de que, às vezes, &lt;i&gt;às vezes&lt;/i&gt;, &lt;b&gt;às vezes&lt;/b&gt;, toda a sorte do mundo por si só não basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era criança eu via muitas novelas, e nas novelas de época sempre me perguntava como é que as mulheres faziam para se divertir. Ou ao menos para passar o tempo. Quando eu era criança o tempo passava tão devagar que eu podia acompanhar uma ampulheta durante um dia inteiro e cada grão de areia cairia numa velocidade palpável, que daria até para interceptar. A velocidade e o grão. Um dia eu acordei e estava na época daquelas tais novelas. Acordei com uma camisola comprida e de corte ruim, com cabelos compridos, sob um tecido que me irritava a pele. Acordei com o sol atravessando uma janela de madeira lascada que não era a do meu quarto, e sob minha cabeça não estava meu travesseiro, nem mesmo a minha cama. Eu acordei talvez cem ou duzentos anos no passado. É difícil precisar porque é estranho perguntar datas. A família em que me encontro, desnecessário dizer, não é a minha. São estranhos, mas tudo bem, porque a minha família-do-presente-que-agora-é-futuro também era composta por estranhos. Em poucos dias esqueci-me do rosto da minha mãe-do-futuro. A nova mãe tinha a pele muito enrugada e era muito jovem, muito cansada, muito triste. O dia dela se arrastava e eu reaprendi o que era tédio. Não o meu tédio. O tédio da minha nova era nocivo e ferino. O tédio da minha nova mãe era venenoso. Aos poucos aprendi a costurar, a bordar, a achar uma certa graça em ir a bailes que só tinham jovens pouco inteligentes. Eu sempre fui amiga da solidão, a falta de amigos não me incomodou. Achei coisas para fazer e vi que o tempo era mais ligeiro do que quando eu era criança. Estava sozinha como sempre, falava sozinha como sempre, e o tempo sem relógios era capturado mais rápido, mal o sol nascia e já queria descer, despencar sobre o horizonte como uma fruta amadurecida. A minha nova mãe que me feria por dentro. Ela fiava, cozinhava, cuidava do que descobri serem meus muitos irmãos. Ela pouco falava. Não senti falta da minha mãe-do-futuro, sempre tão falante e aberta, mas que me parecia distante como hoje me sinto em relação ao tempo em que eu tinha televisões e escolas e carros e ônibus. A minha nova mãe é triste e solitária, tão triste e solitária que eu me sinto amada e repleta de amigos, mesmo que não tenha amigos aqui! Eu também não tinha amigos lá. Quero me aproximar dessa mulher, quero passar o braço na volta dos ombros dela e sorrir com carinho. Mas para isso tenho que tirar de mim uma força que não está aqui dentro de mim. Ela amassa pão ou faz sei lá o quê, não entendo muito dessas coisas de cozinha, e me lança olhares estranhos. De repente me ocorre que talvez ela saiba que não sou sua filha! Que não sou essa tal de Lúcia. Talvez ela sinta falta dessa menina. Será que sentem falta de mim lá? Será que a Lúcia foi para lá? Meu coração se aperta por essa mulher que sente uma saudade que nem sei se ela sente. Eu sorrio para ela, ela sorri para mim. Eu acho que o tempo vai passar mais depressa para ela agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5198571956481264674-9052574595879787365?l=innuendoblues.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://innuendoblues.blogspot.com/feeds/9052574595879787365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5198571956481264674&amp;postID=9052574595879787365&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/9052574595879787365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5198571956481264674/posts/default/9052574595879787365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://innuendoblues.blogspot.com/2010/05/just-as-sure-as-none-at-all.html' title='Just as sure as none at all'/><author><name>Julia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-oJ0J3NJCrNU/TZTrBO6w_1I/AAAAAAAAAc0/GSwnfU89K5Y/s220/caradeporquinho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
